Doenças da Soja: como ampliar a proteção ao longo do ciclo?
Conheça as principais doenças da soja e os fatores que devem ser considerados para proteger a lavoura.A ocorrência de doenças da soja pode variar bastante ao longo do ciclo da cultura.
Condições climáticas, histórico da área, cultivar, sistema de produção e presença de inóculo influenciam a intensidade das infecções e tornam o cenário fitossanitário diferente de uma lavoura para outra.
Ferrugem asiática, mancha-alvo, doenças de final de ciclo e problemas associados a vagens e grãos estão entre os desafios que podem comprometer a área foliar e o desenvolvimento da cultura.
Por isso, proteger a soja exige considerar não apenas a presença de uma determinada doença, mas também o momento em que ela ocorre, as condições favoráveis ao seu desenvolvimento e as ferramentas disponíveis para seu controle.
Por que as doenças da soja exigem atenção durante todo o ciclo?
A soja passa por diferentes fases de desenvolvimento, e as doenças podem se manifestar em momentos distintos.
Algumas apresentam maior importância sobre a área foliar, enquanto outras também podem afetar estruturas reprodutivas e a formação dos grãos.
A ferrugem asiática, por exemplo, pode provocar desfolha quando encontra condições favoráveis.
Já a mancha-alvo está associada à formação de lesões foliares e pode ganhar importância dependendo do ambiente e das características da lavoura.
As chamadas doenças de final de ciclo (DFCs) também precisam ser consideradas. Entre elas estão a mancha-parda e a cercosporiose, que podem ocorrer em fases mais avançadas da cultura.
Além das doenças foliares, alterações em vagens e grãos merecem atenção durante o período reprodutivo. Podridões e anomalias podem comprometer a formação e a uniformidade das estruturas reprodutivas, ampliando os desafios enfrentados pelo produtor.
Quais são as principais doenças da soja?
Ferrugem asiática
Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a ferrugem asiática da soja está entre as doenças de maior importância para a cultura.
Os sintomas podem aparecer inicialmente nas folhas e evoluir para desfolha em condições favoráveis.
A ocorrência da doença está relacionada, entre outros fatores, à presença de inóculo, umidade e condições de temperatura favoráveis ao desenvolvimento do patógeno.
Por isso, o acompanhamento da lavoura e a definição adequada das aplicações fungicidas são aspectos importantes dentro do programa de proteção.
Mancha-alvo
A mancha-alvo, causada por Corynespora cassiicola, caracteriza-se pela formação de lesões foliares que podem apresentar aspecto de alvo, com anéis concêntricos.
A doença pode ganhar importância em determinadas condições ambientais e em sistemas nos quais existe histórico de ocorrência.
A escolha de cultivares, práticas culturais e ferramentas fungicidas deve considerar as características específicas de cada área.
Doenças de final de ciclo
As doenças de final de ciclo incluem principalmente a mancha-parda, causada por Septoria glycines, e cercosporiose, associado a Cercospora kikuchii.
Apesar de receberem essa denominação, essas doenças não devem ser observadas apenas quando a cultura já está próxima da colheita.
A evolução dos sintomas e as condições ambientais ao longo da safra precisam ser consideradas na definição das medidas de proteção.
Podridões e anomalias de vagens e grãos
Durante o período reprodutivo, a atenção também se volta para as estruturas que darão origem aos componentes de rendimento.
Alterações em vagens e grãos podem afetar sua formação, desenvolvimento e uniformidade.
Por isso, a avaliação da lavoura não deve se limitar ao aspecto das folhas.
Observar as estruturas reprodutivas também ajuda a compreender a evolução da sanidade da cultura ao longo do ciclo.
Qual é a importância de preservar a área foliar?
A área foliar desempenha papel fundamental na atividade fotossintética da soja.
Durante as fases reprodutivas, a manutenção de folhas funcionais contribui para que a planta continue realizando fotossíntese e produzindo fotoassimilados.
Quando uma doença provoca perda prematura de folhas, ocorre redução do tecido responsável pela interceptação da luz.
Por isso, a sanidade foliar deve ser observada em diferentes alturas da planta, e não apenas no terço superior.
Em avaliações de campo, resultados relacionados à manutenção de massa foliar nos terços superior, médio e inferior podem ajudar a compreender como diferentes tecnologias fungicidas contribuem para a proteção da planta ao longo do ciclo.
Por que diversificar mecanismos de ação?
O uso repetitivo de fungicidas com o mesmo mecanismo de ação pode aumentar a pressão de seleção sobre populações de fungos menos sensíveis.
Por isso, a diversificação de mecanismos de ação é uma das práticas utilizadas no manejo da resistência a fungicidas.
Essa abordagem não deve ser considerada isoladamente.
A rotação de culturas, o controle de plantas voluntárias e hospedeiras quando aplicável, o monitoramento da lavoura, o uso correto das doses e intervalos e o cumprimento das recomendações de bula também fazem parte de um sistema integrado de manejo.
O que considerar antes de aplicar um fungicida?
A decisão sobre o uso de fungicidas deve considerar as condições encontradas em cada lavoura.
Entre os principais fatores que podem ser avaliados estão:
- histórico de doenças no talhão;
- cultivar utilizada;
- estádio de desenvolvimento da soja;
- condições climáticas;
- pressão de inóculo;
- doenças predominantes na região;
- fungicidas utilizados anteriormente;
- intervalo entre aplicações;
- qualidade da pulverização;
- necessidade de diversificação de mecanismos de ação.
Esse conjunto de informações permite que as decisões sejam tomadas de acordo com a realidade da lavoura, considerando tanto a ocorrência das doenças quanto às condições que podem favorecer sua evolução.
Como as tecnologias fungicidas evoluíram?
A complexidade dos desafios fitossanitários também impulsionou a evolução das formulações fungicidas.
Além da busca por diferentes mecanismos de ação, o desenvolvimento de novas tecnologias considera fatores como absorção dos ingredientes ativos, distribuição e permanência do produto sobre os tecidos vegetais.
Um exemplo dessa evolução é o mais novo fungicida da Família Fox®, o Fox® Ultra, fungicida que combina três ingredientes ativos: protioconazol, impirfluxam e trifloxistrobina.
Ele se soma a outras soluções da mesma família, como o Fox® Xpro e o Fox® Supra, cada uma com posicionamento específico dentro dos programas de manejo de doenças da soja.
Três ingredientes ativos em uma mesma formulação
O protioconazol pertence ao grupo das triazolintionas e atua na biossíntese de ergosterol, componente importante das membranas dos fungos.
O impirfluxam pertence ao grupo das carboxamidas, ou SDHI, e atua sobre a enzima succinato desidrogenase, interferindo no processo de respiração celular dos fungos.
Já a trifloxistrobina pertence ao grupo das estrobilurinas e atua sobre a respiração mitocondrial dos fungos.
A associação desses três ingredientes ativos reúne diferentes grupos fungicidas em uma mesma formulação, característica relevante dentro de programas que buscam diversificar mecanismos de ação.
O que é a tecnologia Leafshield™?
Além da combinação de ingredientes ativos, a formulação do Fox® Ultra conta com a tecnologia Leafshield™, desenvolvida para favorecer a absorção dos ingredientes ativos pelos tecidos vegetais e contribuir para a resistência à lavagem pela chuva.
O desempenho de uma formulação no campo, entretanto, também depende de fatores como qualidade da aplicação, condições ambientais, estádio da cultura e momento de entrada.
Por isso, a tecnologia do produto deve ser considerada em conjunto com as demais decisões relacionadas à aplicação.
Como integrar diferentes ferramentas no programa de proteção?
A proteção da soja envolve a combinação de diferentes práticas ao longo da safra. O uso de fungicidas é uma das ferramentas disponíveis, mas seu resultado está relacionado ao contexto em que é utilizado.
Um programa de proteção pode considerar:
- acompanhamento das condições climáticas;
- identificação das doenças presentes;
- histórico fitossanitário da área;
- diversificação de mecanismos de ação;
- rotação de culturas;
- qualidade da aplicação;
- uso dos produtos conforme registro e recomendação técnica.
Essa visão integrada permite que as ferramentas disponíveis sejam utilizadas de maneira mais criteriosa, levando em consideração as características e os desafios específicos de cada área.
Sanidade da soja exige decisões ao longo de todo o ciclo
O cenário de doenças da soja é dinâmico e pode mudar conforme as condições ambientais, o estádio da cultura e as características de cada área.
Por isso, compreender os diferentes patógenos, preservar a área foliar e diversificar as ferramentas utilizadas são pontos importantes para uma proteção mais completa da lavoura.
Para aprofundar essa discussão, vale conferir o episódio completo do Impulso Negócios sobre o tema.
No conteúdo, especialistas apresentam mais detalhes sobre os desafios fitossanitários da soja, as tecnologias disponíveis e o posicionamento do Fox® Ultra dentro desse cenário.
O episódio também traz resultados de campo que ajudam a visualizar o desempenho do Fox® Ultra. Assista ao episódio completo do Impulso Negócios e confira os resultados no campo.
O posicionamento de qualquer produto deve seguir as recomendações de bula, registro e orientação de um profissional habilitado.
Perguntas frequentes sobre doenças da soja e Fox® Ultra
Quais são as principais doenças da soja?
Por que a ferrugem asiática preocupa tanto?
O que são doenças de final de ciclo?
Por que utilizar diferentes mecanismos de ação?
Quais ingredientes ativos estão presentes no Fox® Ultra?
ADVERTÊNCIAS
PROTEÇÃO À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO AMBIENTE. ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É PERIGOSO À SAÚDE HUMANA, ANIMAL E AO MEIO AMBIENTE; USO AGRÍCOLA; VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO; CONSULTE SEMPRE UM AGRÔNOMO; INFORME-SE E REALIZE O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS; DESCARTE CORRETAMENTE AS EMBALAGENS E OS RESTOS DOS PRODUTOS; UTILIZE SEMPRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI’S); NÃO PERMITA QUE MENORES DE IDADE TRABALHEM NA APLICAÇÃO DESTE PRODUTO; NÃO LAVE AS EMBALAGENS OU EQUIPAMENTOS EM LAGOS, FONTES, RIOS E DEMAIS CORPOS D’ÁGUA; AS EMBALAGENS VAZIAS DEVEM SER ENXAGUADAS TRÊS VEZES E A CALDA RESTANTE DEVE SER ACRESCENTADA À PREPARAÇÃO E SER PULVERIZADA (TRÍPLICE LAVAGEM); APLIQUE SOMENTE AS DOSES RECOMENDADAS; MANTENHA CRIANÇAS, ANIMAIS DOMÉSTICOS E PESSOAS DESPROTEGIDAS AFASTADOS DAS ÁREAS DE APLICAÇÃO; NÃO COMA, NÃO BEBA E NÃO FUME DURANTE O MANUSEIO DO PRODUTO; NÃO DESENTUPA BICOS, ORIFÍCIOS OU VÁLVULAS COM A BOCA; NÃO UTILIZE AS EMBALAGENS VAZIAS; PRIMEIROS SOCORROS E DEMAIS INFORMAÇÕES VIDE RÓTULO, BULA E RECEITA; PERICULOSIDADE AMBIENTAL E DEMAIS INFORMAÇÕES VIDE RÓTULO, BULA E RECEITA; EVITE CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL, PRESERVE A NATUREZA; NÃO UTILIZE EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO COM VAZAMENTOS; LEIA ATENTAMENTE E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NO RÓTULO, A BULA E O RECEITUÁRIO AGRONÔMICO, OU FAÇA-O PARA QUEM NÃO SOUBER LER. USO EXCLUSIVO AGRÍCOLA.