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Tudo sobre como eliminar as pragas do milho.

Diversos agentes podem colocar em risco a sua produção, então é importante saber como atuam e como podem ser combatidos.

Milho

Com mais de 100 milhões de toneladas colhidas por ano, o milho é um dos principais produtos nacionais, representando, ao lado da soja, cerca de 80% de toda a produção de grãos no país, segundo o Ministério da Agricultura.

Devido ao papel fundamental na indústria alimentícia, a qualidade da produção deve ser preservada, com o produtor tomando os cuidados com a fertilidade do solo, doenças nas plantas, manejo adequado e, principalmente, o ataque de pragas.

Um dos maiores desafios no cultivo, as pragas podem representar a ruína de toda uma safra. Estudos apontam que, em níveis mais avançados de ataque, insetos podem representar uma redução de até 91% no número de grãos por espigas.

Assim, é importante conhecer as principais pragas e a melhor forma de combater esse problema.

1 – Percevejo


Uma praga comum tanto no início da cultura quanto atacando plantas já estruturadas, os percevejos podem representar uma dor de cabeça gigante ao produtor, causando danos severos.

Segundo a Embrapa, esses insetos se alimentam de grãos em enchimento, podendo reduzir em 60% o peso dos grãos e em até 98% a germinação das sementes.

As ninfas e os adultos podem ainda se alimentar das raízes e sugar a seiva, podendo até matar a planta.

Os tipos mais comuns encontrados no milho são o percevejo-marrom e o percevejo-barriga verde.

Para evitar a praga, as melhores opções são iniciar o plantio no limpo, fazendo uma dessecação antecipada da área, além de buscar o tratamento das sementes e monitoramento da área do plantio.

Inseticidas também se mostram efetivos no controle da praga, tanto para o percevejo-marrom, durante o desenvolvimento da cultura, como para o percevejo-barriga verde, com produtos CropStar, que oferecem prevenção ainda na fase inicial, no tratamento das sementes.

2 – lagarta-elasmo


Com cerca de 15 mm, a lagarta-elasmo tem se tornado uma praga cada vez mais comum em plantações de milho, sendo encontrada principalmente em períodos secos e em regiões de solo arenoso e com palha.

Elas são conhecidas por consumir folhas até a região do coleto da planta, atingindo o caule. Nesse processo, podem reduzir o desenvolvimento da planta e até causar a morte.

Esse tipo de larva costuma levar 28 dias para atingir a fase adulta.

A melhor forma de controle da praga é o tratamento das sementes e o monitoramento da área de plantio nos primeiros dias após a germinação.

3 – Pulgão


Com o corpo alongado e coloração amarelo-esverdeada, o pulgão-do-milho se apresenta em colônias que podem comprometer toda uma plantação.

Encontrado em qualquer variedade de milho, o inseto é visto principalmente durante o período de pendoamento da cultura.

O pulgão-do-milho suga a seiva do floema, deixando a planta murcha e sem coloração nas folhas promovendo o surgimento de espigas incompletas os estéreis.

Além disso, esses insetos soltam um excremento açucarado na planta, que favorece o desenvolvimento de fungos.

O diagnóstico precoce é de suma importância para evitar a formação da colônia para controlar a praga. O monitoramento é essencial, e o uso de inseticidas apresenta resultados efetivos.

O controle natural dos pulgões também é possível. Alguns insetos, como joaninhas e tesourinhas são predadores naturais. Parasitóides, como o Aphidius sp., também colocam seus ovos em ninfas de pulgões, paralisando suas ações.

4 – Coró


Mais comuns no período entre outubro e dezembro, os corós são larvas que se alimentam do sistema radicular das plantas, causando falhas nas linhas de plantio.

O tratamento adequado de sementes é eficaz, assim como o preparo antecipado da área do plantio. Também é recomendado a destruição dos restos da cultura após a colheita para evitar a proliferação da praga.

5 – lagarta-militar


A lagarta-da-militar, do grupo Spodoptera spp, é uma das principais pragas que afetam a produção de milho no Brasil.

Com ciclo de vida de 30 dias, esse tipo de lagarta pode por até 200 ovos por postura. Após eclodirem, as larvas começam a se alimentar das folhas, até penetrarem no interior da espiga, destruindo os grãos em formação.

Além dos danos que a própria lagarta causa, ela ainda facilita o surgimento de outros tipos de praga na plantação.

O monitoramento de todo o processo de plantio é importante para acompanhar o surgimento de adultos.

O tratamento químico pode ser realizado também para eliminar a presença da praga. Produtos como o inseticida Belt possuem eficiência ainda maior contra lagartas de difícil controle.

Não deixe de prevenir sua lavoura e estar sempre de olho nestas pragas que podem prejudicar a sua colheita ou até a qualidade do produto!

 

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