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7 vantagens da certificação em hortifruti

Organização geral da fazenda, garantia de qualidade e responsabilidade socioambiental valorizam a produção agrícola

Data

16 janeiro 2019

A cadeia de hortifruti têm evoluído para atender elevados padrões de qualidade. Consumidores cada vez mais exigentes querem saber a origem dos alimentos que levam à mesa e, para atender a demanda, redes supermercadistas estão fortalecendo os laços com seus fornecedores em prol da rastreabilidade. 

Além disso, mercados internacionais exigem certificações para importar os produtos agrícolas. “Para fazer exportações de uva, abacate e manga, o mercado externo, principalmente o Europeu, praticamente exige a certificação GlobalG.A.P. No mercado interno, grandes redes de supermercados têm uma plataforma própria de rastreabilidade, com normas baseadas no GlobalG.A.P.”, afirma o engenheiro agrônomo Petrus Saponara, que há 13 anos presta consultoria para certificação.

Saponara atua na preparação de fazendas de hortifruti, laranja, café e cacau com foco em certificações. O serviço consiste em visitas mensais para adequação da fazenda às normas no que diz respeito a gestão de documentos, processo produtivo, instalações físicas, saúde, segurança e bem estar dos trabalhadores, com a garantia do cumprimento das legislações trabalhistas e ambientais (confira ofertas em certificação na Rede AgroServices aqui). “Encontramos problemas diversos, mas todos passíveis de serem corrigidos. A consultoria é feita para corrigir as não-conformidades e conseguir a certificação”, diz o engenheiro agrônomo. Após as adequações, a fazenda fica apta a receber a auditoria externa de uma empresa certificadora e consultor Petrus Saponara participa da auditoria.

De acordo com Petrus Saponara, as certificações GlobalG.A.P. (frutas e verduras), Rainforest Alliance (café, citros e cacau) e UTZ (café, cacau e chá) são as mais valorizadas atualmente, especialmente com foco na exportação de frutas, de suco de laranja e de café em grãos. Confira 7 vantagens da certificação para o desenvolvimento do negócio agrícola.

 

1 - Organização das atividades

De acordo com Saponara, os impactos da certificação são positivos em todos os aspectos, social e ambiental, e com forte reflexo na melhoria da gestão. “A certificação traz a organização da fazenda de uma maneira geral. Tudo passa a ter o seu local correto, os equipamentos passam a ficar em boas condições, toda a estrutura fica adequada e os funcionários são treinados”, explica Saponara. “A fazenda organizada é mais fácil de ser conduzida. Naturalmente, com esses ganhos em todos os aspectos, a fazenda será mais produtiva e com uma gestão empresarial.”

 

2 - Boas práticas de manejo

As certificações determinam exigências para os tratos culturais, de forma a elevar a qualidade do alimento. “Quando uma fazenda segue um modelo de certificação ou plataformas de grandes redes de supermercados, o produtor é proibido de usar produtos banidos, tem que usar defensivos na dosagem certa, com uma máquina bem regulada e em boas condições”, explica Saponara.

 

3 - Aumento de produtividade

A empresa certificadora exige que o produtor fique atento ao prazo de validade dos defensivos, respeite o período de carência e aplique a dosagem correta, de acordo com a recomendação agronômica de um profissional qualificado. Isso exige um melhor monitoramento de pragas e doenças, o que reflete em bons resultados na hora da colheita. “Algumas fazendas não contam com assistência técnica. A certificação cobra o acompanhamento de um técnico e isso vai gerar mais produtividade. Fazendas certificadas passam a ser mais esclarecidas agronomicamente”, afirma Saponara.

 

4 - Responsabilidade social

Uma fazenda certificada é comprometida com a questão social. A certificação atesta que os trabalhadores são respeitados, cujos contratos estão em conformidade com a legislação trabalhista. Também zela pela segurança do trabalhador, com treinamento e uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Trata-se de uma garantia de que não há trabalho infantil, trabalho escravo ou qualquer forma de irregularidade trabalhista e discriminação. “A certificação dá orgulho para o funcionário, é excelente”, diz Saponara.

 

5 - Respeito ao meio ambiente

A certificação também atesta o comprometimento ambiental do produtor. As fazendas precisam ter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e um adequado Plano de Recuperação Ambiental (PRA). São avaliadas a situação do remanescente florestal da fazenda e a proposta de recomposição de área de preservação permanente. Outras questões avaliadas são a qualidade da água potável para o consumo, a destinação de embalagens vazias de defensivos e o tratamento de resíduos e efluentes.

 

6 - Adequações físicas

A consultoria com foco nas certificações avalia as construções da fazenda e aponta as necessidades de adequações físicas. Como exemplo de problema, Saponara cita a ausência de um cômodo específico para guardar os defensivos agrícolas. “Outra adequação é a contenção do tanque de óleo diesel, de forma a prevenir acidentes”, diz o agrônomo. As propriedades certificadas precisam ter alojamento para funcionários em conformidade com a legislação, ter banheiros adequados e refeitório, por exemplo. Há inúmeras exigências que organizam a estrutura física da fazenda.

 

7 - Comercialização

Frutas, legumes e verduras são muito perecíveis. Manuseio inadequado, dificuldades de logística e comercialização geram muitas perdas no setor de hortifruti. Além disso, há padrões culturais nesse mercado que dificultam a comercialização, como a rejeição às frutas consideradas “feias”.

Diante de tantas dificuldades, a certificação é uma forma de agregar valor ao produto na comercialização e ajudar o produtor a abrir novos mercados, especialmente para a exportação. “A certificação é uma tendência que dá uma garantia de qualidade para o consumidor final. O consumidor Alemão, por exemplo, está disposto a pagar mais por alimentos certificados”, afirma Saponara.

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