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Invista em plantabilidade da soja para eliminar falhas e sementes duplas na lavoura

Observar as condições do solo, planejar a distribuição de sementes e regular a semeadora corretamente são medidas essenciais para ter uma plantação homogênea e produtiva

Data

20 agosto 2019

O desejo de todo sojicultor é observar o estabelecimento de uma lavoura homogênea, com bom stand de plantas. Mas, nem sempre isso é possível. Ainda se vê muito nos campos brasileiros a ocorrência de falhas e sementes duplas, problemas que podem passar despercebidos e no fim da safra comprometem os resultados da colheita. Para evitar essas perdas, a fase de semeadura requer mais informação técnica e planejamento. “Para que a implantação da lavoura de soja seja bem-sucedida, os pontos mais importantes são escolher sementes de boa qualidade e investir em plantabilidade”, afirma Everton Hiraoka, Líder de Desenvolvimento de Mercado Soja Subtropical da Bayer. Segundo ele, é essencial que o produtor escolha sementes com bom vigor e alta taxa de germinação, adquirindo o insumo de multiplicadores confiáveis e certificados. Leia mais sobre sementes de qualidade: escolha criteriosa das sementes e tratamento profissional prometem salto produtivo.

A plantabilidade, por sua vez, é um pilar de extrema importância que envolve uma série de fatores relacionados à qualidade de plantio. Isso inclui critérios que vão desde as condições do tempo e de solo até os detalhes de regulagem da semeadora. “Para obter uma excelente plantabilidade, o produtor precisa conhecer bem o ambiente de produção, saber qual é a fertilidade e potencial produtivo de cada talhão e seguir as recomendações específicas para cada cultivar, explorando ao máximo o potencial recomendado pela proposta de valor”, diz Hiraoka.

O objetivo do planejamento inicial de plantio, segundo Hiraoka, é buscar definir a quantidade ideal de sementes que será plantada por metro linear. “A partir daí, conseguimos determinar a melhor densidade de plantas. O produtor precisa assegurar que terá uma densidade de plantas adequada, conforme a orientação do obtentor de sementes”, diz ele.

 

Densidade correta

Por que a densidade de plantas é tão importante? A resposta é lógica: a densidade determina o arranjo espacial da lavoura. Quanto mais uniforme for a distribuição das sementes durante a fase de plantio, melhor será o arranque inicial das plantas de soja e o estabelecimento da plantação (leia também: como a densidade de plantio interfere na produtividade da soja?). Na situação oposta, a desuniformidade no processo de semeadura gera basicamente dois problemas graves: a ocorrência de falhas ou sementes duplas. “Um alto índice de falhas e sementes duplas causa uma redução de produtividade significativa, mas o produtor acaba não percebendo”, diz Hiraoka.

 

Falhas e sementes duplas

As falhas representam locais em que a semente não foi plantada. Além de serem áreas improdutivas na lavoura, esses espaços “vazios” favorecem o desenvolvimento de plantas daninhas. “As falhas aumentam muito a incidência da luz solar no solo. Isso acaba aumentando a pressão de plantas daninhas e reduz o potencial produtivo”, explica Hiraoka. Por outro lado, as sementes duplas ocorrem quando duas ou mais sementes são depositadas no sulco de semeadura ao invés de uma. Mais de uma planta germina, em um espaço muito limitado para o seu desenvolvimento, o que também gera perdas na colheita. “Quando há sementes duplas na linha, geralmente ocorrem duas situações negativas: observamos plantas dominadas e/ou uma tendência maior de acamamento e competição entre as plantas de soja.”

Segundo Hiraoka, as plantas de soja disputam entre si por nutrientes, água e incidência solar. Há uma redução na eficiência de aproveitamento desses recursos, a soja pode registrar maior porte e problemas nas ramificações e raízes, gerando assim uma menor produtividade. Existe ainda outro reflexo negativo das sementes duplas, pois como a soja nessas condições apresenta maior porte, existe uma dificuldade maior para aplicar defensivos nas camadas inferiores do dossel da cultura. “As sementes duplas representam um aumento de área foliar de forma desnecessária, favorecendo a ocorrência de doenças. Isso acaba criando um microclima favorável para a ferrugem, o mofo branco e outros patógenos”, explica Hiraoka.

 

Velocidade de plantio

Outra questão muito preocupante no campo é a velocidade de plantio. Para manter a rotina de cultivar a primeira safra de soja e o milho safrinha, os produtores buscam variedades cada vez mais precoces e as janelas de plantio têm prazo apertado. Muitas vezes a chuva não chega na hora certa e, quando o tempo favorece a semeadura da soja, a operação de plantio precisa correr. Mas, segundo Hiraoka, a pressa é inimiga da perfeição. “Quando o plantio é uma corrida e exige alta velocidade, a semeadura ocorre fora das condições adequadas. Quanto maior a velocidade, maior a probabilidade de falhas e sementes duplas”, diz ele.

Operações em alta velocidade prejudicam a distribuição das sementes porque a semeadora pode ter maior dificuldade para cortar a palha presente no solo e abrir o sulco de plantio. Outro reflexo é o envelopamento, isso ocorre quando a semente de soja sequer é depositada no solo. Desse modo, a semente fica retida na palhada, impossibilitando a germinação.

Os produtores que desejam investir em boa plantabilidade primeiramente devem observar as condições de umidade do solo para então realizar a regulagem adequada da plantadeira, equilibrando a profundidade de semeadura e velocidade da operação. “A velocidade ótima de plantio vai variar de acordo com o equipamento e as condições do solo. É preciso observar muito bem qual é a palhada no solo e se está distribuída de maneira uniforme e fazer uma excelente regulagem da semeadora, com um disco de corte bem regulado e ajustado”, diz Hiraoka. Com relação à palhada, o ideal é que seja feita a dessecação da cobertura pelo menos 15 dias antes de iniciar o plantio.

 

Regulagem de semeadoras

As semeadoras são máquinas robustas e complexas. Por isso, vale a pena contar com auxílio técnico para realizar a regulagem e manutenção dos componentes. “É importante realizar manutenção de preferência durante a entressafra, para que o produtor tenha tempo de fazer as melhorias necessárias, uma revisão e lubrificação adequada”, diz Hiraoka. Ele pontua ainda que um dos requisitos fundamentais é regular corretamente a pressão das rodas compactadoras da semeadora. “A pressão deve ser ideal para que a plantadeira permita o contato da semente com o solo. Do contrário, a máquina pode criar bolsas de ar, então a semente não fica em contato direto com o solo e acaba emergindo com atraso”, explica Hiraoka. Leia também: 6 orientações para ter uma plantadora de alta performance. Os produtores podem contratar serviços de manutenção automotiva e treinamentos que podem ser resgatados por pontos na Rede AgroServices, confira as ofertas aqui.

A operação de plantio é tão complexa que gerir todos os detalhes de manejo é uma tarefa desafiadora para a maioria dos produtores. Se chover, por exemplo, a umidade de solo muda e o produtor precisa readequar a velocidade de operação e distribuição de sementes. Mas, na prática, os operadores não regulam a plantadeira mais de uma vez ao dia, comprometendo a qualidade do plantio. Para mudar esse cenário, é possível investir em alta tecnologia, capaz de monitorar o plantio em tempo real com transparência e segurança.

A tecnologia Climate FieldView coleta e processa dados da semeadora automaticamente, gerando mapas em alta resolução com informações completas de plantio, como a velocidade e distribuição de sementes em cada metro da fazenda. Leia também: agricultura Digital revoluciona o monitoramento das lavouras. O Climate FieldView permite que o produtor acesse todos os dados de plantio por meio de um tablet em tempo real e possa tomar as melhores decisões de manejo para evitar as falhas e sementes duplas. Saiba como resgatar o Climate FieldView por pontos na Rede AgroServices aqui.

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