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5 razões para valorizar cada vez mais o Sistema Plantio Direto

O SPD viabilizou a sucessão de cultivos soja-milho e promoveu vários benefícios para o manejo das lavouras e para o meio ambiente, gerando mais renda no campo

Data

16 outubro 2019

O Sistema Plantio Direto (SPD) revolucionou a agricultura brasileira. Preconizando o revolvimento mínimo do solo, a cobertura permanente do solo e a rotação ou diversificação de culturas como as práticas mais sustentáveis, o Plantio Direto foi o responsável pelo desenvolvimento da safra de soja seguida pela safrinha de milho, promovendo um salto na produção de grãos e grande evolução do agronegócio brasileiro. “O Brasil é o país que está mais avançado em Plantio Direto, o sistema já tem 48 anos de história no país e está presente em quase 34 milhões de hectares de grãos. O SPD viabiliza muito o crescimento da agricultura no nosso país”, afirma Jônadan Hsuan Min Ma, presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP).

De acordo com ele, para que o sistema continue bem-sucedido, é necessário que os produtores invistam em rotação ou diversificação de culturas. Dessa forma, o sistema soja-milho poderá continuar economicamente viável no longo prazo. “Faz-se necessário um trabalho de rotação de culturas e não apenas a sucessão da soja com o milho safrinha. Não basta pensar apenas no aspecto econômico, precisamos pensar no aspecto de sustentabilidade do sistema e rotacionar com culturas diversificadas”, orienta Min Ma.

O presidente da FEBRAPDP afirma que o ideal é reservar cerca de 20% a 25% da área para a rotação de culturas com espécies como a braquiária, milheto, crotalária, feijão guandu, entre dezenas de outras plantas de cobertura ou o “blend” delas. Em um primeiro momento, o agricultor pode achar que não é um bom negócio investir em uma cultura que não será colhida nem vai gerar retorno econômico imediato. Porém, no longo prazo, a rotação favorece o manejo da lavoura, promovendo um aumento de produtividade de grãos e aumento de receita do produtor. “A rotação é muito importante pra mantermos a saúde do solo e uma condição de equilíbrio biológico”, diz Min Ma. “Em 3 a 4 anos, o produtor vai ter um solo equilibrado e vai colher mais, com custos menores. Ele vai ter plantas mais saudáveis.”

Além disso, a soja e o milho são culturas hospedeiras para várias pragas, que encontram na sucessão dessas culturas o ambiente ideal para continuar a reprodução. A introdução de uma espécie de planta que não é hospedeira de nematoides, por exemplo, consegue quebrar o ciclo de vida dessas populações de pragas, reduzindo as infestações e as perdas na lavoura. “As culturas de soja e milho têm variedades ou híbridos que favorecem a reprodução dos nematoides”, diz Min Ma. Outro exemplo são os percevejos da soja e percevejo barriga-verde, que causam danos nas duas culturas.

A rotação de culturas é uma ferramenta para combater as pragas, uma estratégia que pode fazer parte de um eficaz Manejo Integrado de Pragas (MIP). Para ter sucesso, o produtor precisa monitorar a plantação com frequência, identificar corretamente as pragas presentes na lavoura, nível de infestação e danos para aplicar o inseticida na hora certa e adotar outras tecnologias, como os biológicos. Os produtores que desejam consultoria técnica especializada para realizar o MIP pode contar com o Patrulha Percevejo, um programa exclusivo da Bayer que pode ser resgatado por pontos aqui.

A FEBRAPDP promove a agricultura sustentável através do Sistema Plantio Direto. Entre as iniciativas desenvolvidas pela federação, vale a pena destacar o Projeto Amigos da Terra, que conta com o apoio da Bayer. O projeto desenvolve ações para difundir o SPD em todo o Brasil, com o objetivo de fortalecer conceitos e tecnologias do sistema entre produtores, instituições de pesquisa e ensino e empresas, além de promover a interação e integração do agronegócio e oferecer oportunidades comerciais para os participantes do projeto. Confira os principais pilares do Sistema Plantio Direto:

 

Benefícios do Sistema Plantio Direto

1 – Manejo de solo

O SPD permite plantar sementes em cima dos restos culturais da safra anterior. Por essa razão, o sistema não exige preparo de solo. Os produtores não precisam utilizar equipamentos como arado, grades de disco, escarificador e subsolador, que muitas vezes prejudicam a estrutura do solo. Por essa razão, o plantio direto é uma prática conservacionista que beneficia o solo.

 

2 – Cobertura permanente

Com o Sistema Plantio Direto, não há terra nua. O sistema promove a existência de cobertura de solo durante todo o ano. Já que a cultura é semeada sem cima dos restos culturais da safra anterior, a palhada melhora o ambiente de produção. Ela protege o solo da incidência de raios solares e reduz a temperatura, evita a erosão do solo e inibe o desenvolvimento de plantas daninhas.

 

3 – Rotação de culturas

O Sistema Plantio Direto permitiu o desenvolvimento da sucessão de safras soja-milho de forma economicamente viável e esse sistema produtivo deve continuar avançando no Brasil. No entanto, o SPD ainda permite ao produtor explorar outras espécies por meio da rotação de culturas e evoluir nas práticas de manejo. “Existe uma tendência de fazer rotação com um mix ou blends de sementes de milheto, crotalária, guandu, entre outras. A grande vantagem é que esse coquetel de sementes vai gerar muita palhada. As raízes dessas plantas vão trabalhar para descompactar o solo e reciclar nutrientes”, conta Min Ma. Leia também: rotação de culturas traz ganhos surpreendentes para o produtor.

 

4 – Benefícios ao produtor

O SPD gerou uma forte redução de custos no campo. Ao colher duas safras ou três safras anuais, em vez de apenas uma, o sistema permitiu otimizar o uso de mão de obra, de maquinário e combustível. Como consequência, os agricultores brasileiros conseguiram reduzir custos, elevar a colheita e a renda no campo. “O plantio direto viabilizou um ganho de escala e aumento exponencial das produtividades de soja e outras culturas”, diz Min Ma.

 

5 – É bom para o meio ambiente

O solo coberto com a palhada fica protegido. Dessa forma, o plantio direto contém a força das chuvas e dos ventos, reduzindo os processos erosivos e perdas de nutrientes por lixiviação. O produtor preserva a fertilidade do solo e consegue investir em um plano de adubação equilibrado. Também promove a conservação das nascentes e menos assoreamento dos rios.

De acordo com Min Ma, o maior benefício do plantio direto para o meio ambiente é a redução de emissão de CO2. “O sistema contribui para a mitigação de emissão de gases de efeito estufa. Essa é a grande virtude do SPD para o meio ambiente, similar aos biomas originais do país”, diz Min Ma. Além disso, o plantio direto colabora para o aumento da produção sustentável, sem desmatamento. “O SPD permite aumentar a produção agrícola sem ter que derrubar uma árvore. A produção agrícola pode triplicar aproveitando áreas de pastagens degradadas. Temos um potencial tremendo de áreas para explorar”, afirma Min Ma.

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