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5 recomendações para aumentar a produtividade do algodão

Com tecnologia e ajustes finos no manejo, o produtor pode aumentar a colheita para 400 arrobas por hectare

Data

23 julho 2019

A cultura do algodão é uma das mais valiosas, com custo de produção que ultrapassa R$ 8 mil por hectare em Mato Grosso, o maior estado brasileiro produtor da pluma. Trata-se de uma cadeia de produção complexa, que exige manejo cuidadoso. Somente com um bom investimento em tecnologia e boas práticas agrícolas o produtor consegue colher uma fibra de alta qualidade, capaz de atender às exigências da indústria têxtil para a produção de tecidos nobres e sofisticados.

Por ser o segmento de custo mais alto no setor de grandes culturas, o algodão não aceita erros. Qualquer equívoco no manejo pode representar perdas financeiras significativas. “A cultura do algodão precisa de muito conhecimento. Ela não funciona bem se o produtor não for muito profissionalizado”, afirma Valtemir José Carlin, engenheiro agrônomo, consultor e pesquisador de soja, milho e algodão. “A cultura promete uma rentabilidade interessante, mas se o produtor não investir em tecnologia, ele não consegue uma boa colheita.” Além disso, em um mercado cada vez mais competitivo, é fundamental promover o aumento de eficiência das operações e elevar a produtividade. Confira 5 recomendações essenciais para incrementar a colheita de algodão:

 

1 – Planeje a safra com segurança

A produtividade do algodão gira entre 300 e 350 arrobas por hectare. Embora seja considerado um bom patamar de produtividade, com um ajuste fino na condução da lavoura é possível produzir 400 arrobas por hectare. “O produtor deve ficar atento aos detalhes do manejo, cuidar mais do solo e investir em qualidade de plantio”, afirma Carlin.

A fase anterior ao plantio deve nortear as melhores estratégias para garantir uma boa safra. O produtor deve investir em preparo e correção de solo para que as plantas de algodão encontrem o ambiente e o os nutrientes necessários para o pleno desenvolvimento. “A construção de um bom perfil de solo é um dos grandes pilares da produtividade do algodão”, afirma Carlin.

Também é importante entender as condições do mercado e as expectativas para o clima. Na Rede AgroServices, o produtor pode resgatar serviços de previsão climática, como as consultorias especializadas em clima (confira ofertas aqui) ou investir em estações meteorológicas para monitorar as condições da fazenda, saiba mais aqui.

 

2 – Plantio eficiente

A escolha dos insumos é também um pilar essencial para conquistar uma lavoura saudável e produtiva, especialmente o investimento em genética. “A qualidade de semente é fundamental. As empresas de genética e melhoramento estão sempre lançando variedades mais produtivas e com mais qualidade de fibra, então o produtor precisa ficar atento e buscar materiais mais modernos e responsivos”, diz Carlin.

Segundo o especialista, outro detalhe muito importante é a densidade de plantio. “Hoje em dia o produtor trabalha com populações de plantas cada vez menores, para ter plantas mais robustas e produtivas. Por outro lado, populações baixas exigem uma qualidade perfeita de plantio, com sementes de alta qualidade e bem distribuídas. O produtor precisa melhorar a qualidade de semeadura em todos os aspectos que a operação envolve”, afirma o especialista.

Na fase de plantio, é desejável não se esquecer do tratamento de sementes. A tecnologia envolve as sementes com produtos eficientes para promover uma melhor emergência e uniformidade de stand. Protegidas, as sementes geram plantas saudáveis capazes de expressar o máximo potencial produtivo. Saiba como tratar sementes com a ajuda de empresas especializadas, resgatando o serviço por pontos na Rede AgroServices aqui. Os produtores interessados em receber consultoria especializada para implementar melhorias na fazenda também podem escolher diversos serviços para resgate, em qualidade do algodão e Agricultura de Precisão, confira aqui.

 

3 – Manejo de pragas

A cultura do algodão é atacada por inúmeros insetos como a mosca-branca, lagartas, percevejos, pulgão, entre outros. No entanto, a qualidade da produção é mais afetada pelo bicudo-do-algodoeiro, na forma de larvas que se desenvolvem no interior de botões e maçãs e também pelo inseto adulto, que ataca as flores do algodão. “Em função do estrago que pode causar, o bicudo é a maior prioridade no manejo de pragas, mas ainda vemos no campo alguns erros relacionados ao manejo”, diz Carlin.

Uma técnica de manejo essencial é a destruição das soqueiras imediatamente após a colheita do algodão e o bom controle das plantas na cultura da soja posterior. Segundo Carlin, os produtores também têm dificuldades na eliminação mecânica e química de plantas tigueras e hospedeiras. “O produtor precisa investir em bons tratos culturais, destruir corretamente as plantas hospedeiras que mantém a praga viva na entressafra”, recomenda o especialista.

 

4 – Controle de doenças

As plantações de algodão são constantemente ameaçadas por doenças como a ramulária, a macha-alvo e o tombamento inicial de plantas causado pelo fungo de solo Rhizoctonia solani. Para obter um aumento de produtividade, os programas de manejo de doenças convencionais precisariam de reforço. De acordo com Carlin, os fungos gradativamente podem se tornar resistentes aos fungicidas. “Quando o produtor não utiliza multissítios e não faz rotação de princípios ativos ou de modos de ação de forma adequada, ele acaba selecionando populações mais resistentes”, explica Carlin.

Valtemir José Carlin é agroespecialista em proteção de plantas parceiro da Rede AgroServices, oferecendo consultoria para a construção de Programas de manejo de doenças no algodão, específicos por região, histórico e cultivar. Os produtores que desejam receber suas recomendações agronômicas podem resgatar o serviço por pontos aqui.


5 – Pós-colheita

Após a colheita o produtor será recompensando pelo investimento em tecnologia e os esforços em melhorias de manejo. Vários parâmetros técnicos como comprimento de fibra, resistência, brilho e grau de amarelamento são considerados na avaliação da pluma. Fibras de maior qualidade são desejadas pela indústria têxtil e valem mais. Por isso, o produtor precisa atestar a qualidade da fibra por meio da análise HVI, testes em laboratório para a classificação do produto. Para auxiliar nessa tarefa, a Rede AgroServices oferece o serviço de análise HVI do algodão que pode ser resgatado por pontos, confira as ofertas aqui.

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