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Capacitação é importante para apoiar os produtores de hortifrúti a cumprir as novas exigências da rastreabilidade

A Bayer é uma aliada dos agricultores, oferecendo um programa educacional inédito com 12 módulos de conteúdo online gratuito que ensina a rastrear a produção

Data

17 setembro 2019

O setor de hortifrúti está passando por uma profunda transformação que vai mudar a rotina dos agricultores no campo, impactar nas negociações com os supermercados e elevar o padrão de qualidade e segurança dos alimentos para os consumidores brasileiros. Está em andamento o movimento de adequação à Instrução Normativa Conjunta INC nº 2, publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A legislação, que entrou em vigor no ano passado, exige que todos os produtores de frutas, legumes e vegetais frescos implementem a rastreabilidade na produção.

Na prática, isso significa que os produtores deverão manter todos os dados de manejo das lavouras registrados, documentando as informações em cadernos de campo ou em sistemas informatizados. “Rastreabilidade é ter o conhecimento de todas as etapas da produção de um alimento desde o campo até o ponto de venda. É o registro das informações em todas as etapas de uma cadeia produtiva. Quando ocorre algum problema é possível, por meio dos registros, se identificar se houve algum erro”, explica Marcus Vinícius Martins, Coordenador-Geral de Produção Agrícola e Florestal do Ministério da Agricultura.

Segundo Martins, o Ministério da Agricultura se preocupa com a sustentabilidade e a segurança na produção de alimentos. Mas, quando a fiscalização encontra vegetais fora do padrão, é um desafio encontrar a causa ou quem produziu esse alimento, pois esses produtos ainda são vendidos a granel sem identificação de origem. Com a rastreabilidade obrigatória, essa situação deixará de existir. Em toda a cadeia hortifrúti haverá informações registradas em prol da segurança do alimento e qualquer não conformidade poderá ser identificada com precisão e corrigida. “O produtor tem que ter os registros das informações e uma rotulagem no produto. O supermercado também tem que ter um controle da distribuição antes que o alimento chegue na gôndola do supermercado. Nada mais justo do que informar ao consumidor a origem do alimento”, diz Martins.

Na ponta da cadeia, os supermercados recebem cerca de 28 milhões de consumidores brasileiros todos os dias no Brasil e essa proximidade com os clientes traz uma visão realista, segundo Marcio Milan, superintendente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). “Nos últimos anos, há uma tendência de aumento do consumo de frutas, legumes e verduras. O consumidor está muito antenado e muito preocupado com a sua saudabilidade. Ele está muito preocupado com a origem desse produto, quer saber como ele é produzido e transportado até o supermercado. O supermercado vem acompanhando essa tendência”, afirma Milan.

Segundo ele, o setor supermercadista reconhece a importância da nova legislação e o seu papel no desafio de implementar a rastreabilidade no Brasil. “O supermercado tem a responsabilidade de garantir para o consumidor que o alimento é seguro. Com a rastreabilidade, o supermercado consegue não só garantir isso, mas consegue voltar eventualmente até o setor produtivo para corrigir algum desvio e melhorar as práticas. O supermercado tem a informação de quem produziu e como foi produzido”, diz Milan.

A rastreabilidade traz benefícios para todos os envolvidos na cadeia. E é por isso que os supermercados já vêm trabalhando de forma voluntaria há vários anos no tema com um programa desenvolvido pela ABRAS, o Programa de Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos (Rama). “Esse é um programa que exerce os 3 pilares: comunicação com os elos cadeia, educação porque ensina sobre o processo produtivo e transparência ao consumidor”, diz Milan. Leia mais: rastreabilidade visa garantir segurança de frutas e vegetais frescos.

Outro exemplo de iniciativa de sucesso é o Sistema de Produção Integrada, que busca adequar os processos produtivos na implementação das boas práticas agrícolas. “Produção Integrada é um programa desenvolvido no Brasil pelo Ministério da Agricultura baseado nas boas práticas agrícolas. Ele permite que o produto passe por auditoria e receba um selo de certificação chamado ‘Brasil Certificado’. Qualquer programa que tente melhorar a qualidade do alimento é vantajoso para o Brasil”, afirma Martins.

 

Capacitação online – BayG.A.P

Os produtores que buscam informações para implementar as boas práticas de forma correta na fazenda podem contar com o apoio da Bayer. Foi lançado o treinamento BayG.A.P, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). “O BayG.A.P é uma ferramenta de treinamento potente para o produtor, para que ele possa se desenvolver e criar capacidades com relação às Boas Práticas Agrícolas”, diz Christian Fischer, Gestor de projetos de Cooperação Técnica do IICA.

Segundo Fischer, o BayG.A.P está estruturado em 12 módulos com aulas online sobre Boas Práticas Agrícolas, englobando temas de grande importância como Produção Integrada e Certificação, Manejo Integrado de Pragas, Sistemas de Irrigação, rastreabilidade e Segurança do Alimento. O curso online é totalmente gratuito e está acessível para qualquer produtor de hortifrúti. Basta que o agricultor realize a inscrição online para iniciar as aulas na plataforma do IICA, no link aqui.

De acordo com Cristiane Lourenço, Gerente global de relacionamento com a cadeia de alimentos da Bayer para América Latina, o BayG.A.P é uma iniciativa da Bayer que já capacitou centenas de produtores em 18 países. “O BayG.A.P é um programa de sucesso que a Bayer desenvolveu globalmente em parceria com a GlobalG.A.P. e vimos a necessidade de trazer para o Brasil para apoiar os produtores. O BayG.A.P. chega aos pequenos, médios e grandes produtores com as principais informações de boas práticas, principalmente com relação à aplicação correta de defensivos, para garantir a segurança do alimento e estar de acordo com a normativa de rastreabilidade”, afirma Cristiane.

Além disso, com o treinamento, o agricultor pode ir além e buscar certificações internacionais como o GlobalG.A.P. para agregar mais valor à produção e buscar novas oportunidades comerciais. “O BayG.A.P é o primeiro passo de informação para ajudar a treinar equipe. É um treinamento que pode apoiar o produtor a implementar as boas práticas e posteriormente uma certificação como o GlobalG.A.P.”, diz Cristiane. Leia mais: BayG.A.P apoia produtores a cumprir legislação de rastreabilidade e boas práticas agrícolas em hortifrúti.

Boas práticas de produção e rastreabilidade

A gerente Cristiane Lourenço e os três entrevistados desta notícia debateram sobre o tema da rastreabilidade em transmissão de vídeo ao vivo, confira a gravação no canal da Bayer no YouTube.

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