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6 riscos que prejudicam o negócio de hortifruti

O setor registra perdas elevadas e o produtor sofre com dificuldades de comercialização e logística

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15 março 2019

O mercado de hortifruti está nas mãos de mais de 10 mil agricultores espalhados por todo o Brasil, o setor emprega muita mão de obra e valoriza a agricultura familiar. Outra vantagem é que a demanda está aumentando. “A população está buscando uma dieta mais saudável e isso aumentou o consumo de hortifruti. Observamos especialmente o aumento do consumo de produtos de orgânicos”, afirma Ronaldo Teixeira, sócio-diretor e coordenador do núcleo de agronegócio da consultoria MPrado.

Porém, há problemas que dificultam o crescimento dos negócios em hortifruti. De acordo com Teixeira, o Brasil atualmente é o 3º maior produtor mundial de frutas, mas ocupa o 12º lugar no ranking de exportadores. “Isso significa que ainda não temos a qualidade exigida pelo mercado externo em alguns produtos”, diz Teixeira. Confira abaixo os 6 principais riscos que emperram o setor.

 

1 – Clima

O clima representa um risco para todos os setores da Agricultura. “Qualquer produto agrícola sofre com o clima, mas em HF a irrigação ameniza o problema. A uva e a manga irrigada, por exemplo, sofrem menos”, diz Teixeira. O investimento em irrigação, no entanto, não acaba com todos os riscos. “Hoje, a geada é o grande ofensor e outro grande risco são as chuvas excessivas”, explica Teixeira. O excesso de chuvas faz mais mal do que muito sol, porque a alta umidade aumenta o aparecimento de doenças que se apoderam das frutas como hospedeiras.

Outro exemplo de risco climático é a alta variação de temperatura, que faz com que as sementes percam germinação, e também prejudica o desenvolvimento das lavouras já estabelecidas. Contar com uma previsão climática confiável ajuda o produtor a tomar as melhores decisões de manejo e minimizar esse risco. A instalação de uma estação meteorológica oferece dados específicos para a fazenda. A Bayer oferece vários modelos de estações que podem ser resgatadas por pontos na Rede AgroServices, confira as ofertas aqui.

 

2 – Perdas na cadeia

As lavouras de hortifruti são muito sensíveis e quaisquer erros de manejo comprometem a produção. “Perdas no campo ocorrem principalmente pela falta de mão de obra especializada”, diz Teixeira. Além disso, após a colheita, por serem muito perecíveis, as frutas, verduras e legumes podem apodrecer antes de chegar ao varejo e gerar mais prejuízos ao produtor. “Há desperdícios por todos os lados, o produtor tem perdas de até 40%”, diz Teixeira. “E o produto dele é avaliado quando chega no supermercado. O desconto chega a 35% no valor do produto vendido.”

 

3 – Mão de obra

Hortifruti é um dos segmentos que conta com o maior número de trabalhadores. “O setor emprega de 3 a 6 pessoas por hectare, o peso social é muito grande”, diz Teixeira. “A batata é um exemplo de cultura que hoje já tem processos mecanizados. Mas, de forma geral, HF tem um trabalho muito manual e a mão de obra é um alto custo.”

A mão de obra despreparada representa prejuízos nos resultados do negócio e o produtor precisa ter cuidado com os contratos. “Tem produtor com profissionais sem registro, que extrapola horas extras, muitos produtores ainda não estão conscientizados na necessidade de se cuidar da segurança do trabalhador. Temos aí um risco trabalhista”, diz Teixeira.

 

4 – Oscilação de preços

A volatilidade nesse setor é agressiva. Segundo Teixeira, vale citar os mercados de cebola, batata, tomate e banana, por exemplo, que registram expressiva variação nas cotações. “A diferença de preço para o produtor e para o consumidor final é enorme. O tomate, por exemplo, chega a ter uma variação de preços de 30%”, diz Teixeira.

Se o produtor não fizer uma boa gestão financeira, o negócio fica inviável. “O produtor de hortifruti não tem estabilidade. A oscilação de preços é grande e depende da oferta e procura”, afirma Teixeira. Para auxiliar o produtor de HF na gestão financeira, a Rede Agroservices oferece a consultoria por meio do resgate de pontos, veja ofertas aqui.

 

5 – Comercialização

De acordo o Teixeira, a comercialização é um fator sensível. Os produtores estão distantes do consumidor final e outros agentes lucram com o negócio. Teixeira estima que 90% dos feirantes não são agricultores, são pessoas que compram os alimentos em centrais de abastecimento para lucrar na revenda.

“Um dos maiores riscos que o produtor de hortifruti corre é o da comercialização. Ele não tem escala de produção e muitos de seus produtos são consignados. Por isso, ele depende de atacadistas para vender”, explica Teixeira. 'Geralmente, ele é um pequeno agricultor, de agricultura familiar, e não tem know how para a comercialização e nem acesso às grandes redes de supermercados”. A boa notícia, segundo Teixeira, é que atualmente algumas redes de supermercados estão com projetos em andamento para adquirir produtos diretamente do produtor.

 

6 – Logística

O transporte em câmaras refrigeradas e armazenagem adequada conservam as frutas, verduras e legumes. Com maior vida útil, as perdas são minimizadas, mas esse é um privilégio apenas de grandes produtores e empresas atacadistas do ramo. Na prática, a maioria dos agricultores de HF sofre com problemas de transporte. “A logística é difícil, no Brasil, 65% do transporte é rodoviário”, diz Teixeira. Os produtos de HF sofrem muitas perdas no transporte.

Nessa etapa, fica evidente o quanto o agricultor de HF depende de terceiros. “O atacadista detém a logística do negócio e faz a coleta dos alimentos. Além disso, temos o preço de frete elevado e o combustível. Os custos são tão altos que acabam incidindo no preço ao produtor”, afirma Teixeira.

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