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Sementes de soja precisam de cuidados para evitar o ataque de pragas e de patógenos de solo

O tratamento de sementes é uma ferramenta poderosa para proteger a planta de inúmeras espécies de patógenos que causam doenças e várias pragas que ameaçam a fase inicial do cultivo

Data

13 setembro 2019

Quando se realiza o plantio das sementes de soja, inicia-se uma corrida pela produtividade. Na fase inicial de implantação da lavoura, a semente enfrenta uma série de ameaças. O ataque de patógenos de solo nessa etapa pode comprometer a emergência e o crescimento da plântula ou encontrar a sua a principal fonte de inóculo primário. A antracnose é um exemplo de doença cujo patógeno fica presente no solo e assim se perpetua.

Como consequência, cada ataque na fase inicial do cultivo reduz o potencial de desenvolvimento da plântula e sua futura produtividade. “Estamos falando de uma grande vulnerabilidade. A partir do momento que realizamos o plantio de uma semente sem tratamento no solo, ela está vulnerável ao meio”, afirma o Engenheiro Agrônomo Anderson Augusto Oliveira, presidente da Comissão de Tratamento de Sementes Industrial (TSI) da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass).

A germinação e o crescimento da soja podem ser prejudicados por fungos da família Fusarium spp e outros fungos como o Rhizoctonia solani, que provoca o tombamento das plântulas de soja. Geralmente, esses problemas causam podridões radiculares na fase inicial de desenvolvimento da plântula. A plântula também pode sofrer com o ataque de pragas como nematoides, lagarta-elasmo, coró da soja, Diabrotica speciosa, entre outras. “Essas são as doenças e pragas prioritárias. Estamos num país tropical, um ambiente muito mais favorável para o desenvolvimento de doenças e pragas”, diz Oliveira.

Oliveira destaca ainda a incidência dos nematoides, que muitas vezes podem passar despercebidos a olho nu. Quando o produtor se der conta da ocorrência de reboleira e diagnosticar o problema, as perdas serão irreversíveis. “Considero que uma das pragas mais severas na fase inicial são os nematoides, porque eles não deixam a planta se nutrir e se desenvolver”, diz Oliveira. Cada vez mais, os produtores estão dando mais atenção ao manejo dos nematoides e o tratamento de sementes é uma ferramenta de grande importância para controlar a praga. O produtor está mais acostumado a manejar o nematoide das galhas, por ser mais popular e visível a olho nu nas raízes da planta de soja. No entanto, há outras espécies de nematoides de difícil identificação, que exigem análise de solo e o auxílio de um engenheiro agrônomo para definir as melhores estratégias de manejo.

 

Proteja as sementes

Para afastar esses perigos, uma das principais recomendações dos especialistas é investir em tratamento de sementes. A tecnologia gera uma cobertura de defensivos químicos que envolve as sementes com o intuito de protegê-las e o tratamento também melhora a plantabilidade, por conter polímeros que geram maior fluidez no processo de passagem das sementes pelo interior dos discos de plantio das semeadoras.

O tratamento industrial é ofertado pelas empresas multiplicadores de sementes que oferece sementes tratadas com máquinas de alta tecnologia, com dosagens precisas e com excelente recobrimento. Por meio da Comissão de TSI, a Abrass desenvolve ações educativas para divulgar a tecnologia e ajudar os produtores no manejo das operações de plantio da soja. “O objetivo do tratamento de sementes é reduzir o ataque de pragas e doenças inicialmente para que a planta possa se desenvolver o mais rápido e da melhor forma possível”, diz Oliveira.

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