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Sucessão familiar promove salto produtivo e evita dilapidação de patrimônio rural

Melhorias de gestão e maior transparência na fazenda criam um relacionamento harmonioso e profissional em empresa familiar

Data

17 junho 2019

Sucessão familiar. Foto: Shutterstock.

A sucessão familiar é uma tendência que ainda enfrenta preconceitos no meio rural. Geralmente, muitos produtores acreditam que a proposta de sucessão representa a saída imediata do negócio agrícola, por meio de aposentadoria ou falecimento do patriarca. Mas isso não é verdade. A sucessão representa um robusto planejamento de longo prazo e um grande salto na gestão da fazenda para que as atividades agrícolas continuem prósperas na atual geração e nas gerações vindouras da família. “O pior momento para fazer a sucessão do negócio é após a morte dos pais. O objetivo da sucessão é que a família possa trabalhar junto ainda com a presença dos pais e estabelecer regras de como essa sociedade vai trabalhar”, afirma Cilotér Borges Iribarrem, agrônomo e sócio-fundador da Safras & Cifras.

Segundo o especialista, o planejamento permite que os donos da fazenda, os pais, tomem decisões sobre os rumos do negócio agrícola que eles criaram e viram crescer. “Criamos e organizamos uma estrutura para que a empresa fique viva”, diz Iribarrem. Esse cuidado evita um dos principais temores dos pais: que algum herdeiro possa dividir ou vender as terras após o falecimento do patriarca, enfraquecendo a rotina de produção ou até mesmo liquidando a empresa. “Há uma definição dos pais sobre o que não se quer que se divida e quais são as regras. Realizamos palestras sobre sucessão familiar para que o produtor possa entender o que é o processo sucessório e sua importância. O produtor não deve ficar esperando a morte chegar”, diz Iribarrem.

 

Negócio preservado

Além de prevenir uma possível dilapidação do patrimônio, a sucessão familiar promove uma transformação expressiva na rotina do negócio, trazendo inúmeros benefícios para as operações agrícolas, produtividade das lavouras e a relação familiar. Segundo Iribarrem, a sucessão esclarece os papéis e funções de cada indivíduo na fazenda, melhora as rotinas de produção, otimiza o tempo dos colaboradores, define funções além de melhorar as estratégias e metas para que o negócio se mantenha cada vez mais rentável e sustentável. “O processo sucessório é o planejamento e organização da sociedade familiar. Como se trata de definir uma série de acordos, implantação de um protocolo familiar, definição de investimentos e distribuição de resultados, a sucessão melhora a gestão do patrimônio”, explica Iribarrem.

O processo de sucessão familiar funciona para redesenhar todo o negócio agrícola, criando um formato profissional e economicamente viável no longo prazo. Porém, na prática, essa tarefa exige conhecimento técnico e cuidados para evitar e mediar possíveis conflitos. Para que o objetivo seja alcançado, é importante que os pais produtores busquem apoio especializado. A Consultoria Safras & Cifras, por exemplo, conta com um corpo técnico formado por equipes de agrônomos, contadores, advogados, administradores e até mesmo psicólogos. “Às vezes, as pessoas acham que fazer a sucessão é só assinar documentos juntos e está resolvido. Mas não funciona dessa forma e muitas pessoas têm objetivos diferentes. É um processo amplo e quanto maior for o número de filhos, maior a complexidade da sucessão”, conta Iribarrem.

A Safras & Cifras é parceira da Rede AgroServices e oferece serviços de sucessão familiar na agropecuária, que podem ser resgatados por pontos aqui. A empresa também atua em projetos de consultoria em planejamento tributário, gestão econômica e treinamentos que podem ser resgatados na Rede AgroServices. Veja todas as ofertas para sucessão familiar aqui.

 

Redesenhando o negócio passo a passo

De acordo com Iribarrem, o trabalho tem início com reuniões que englobam todos os familiares para o levantamento de informações. Com isso, a consultoria desenvolve um diagnóstico completo de gestão, diagnóstico tributário e fundiário. “Pedimos a documentação para fazer todo o regramento da parte societária e da parte tributária da fazenda”, diz o consultor. O mapeamento permite desenvolver propostas de planejamento da sucessão familiar que posteriormente são apresentadas à família. “Fazemos entrevistas com todos os filhos pois a sucessão só vai dar certo se toda a família estiver consciente. Levantamos a situação e criamos o melhor cenário para fazer o projeto sucessório”, diz o sócio-fundador da Safras & Cifras.

A sucessão pode estabelecer uma estrutura de Pessoa Jurídica (PJ) em que os familiares são sócios na propriedade da terra e parceiros no negócio ou manter a atividade agrícola na pessoa física (PF) do patriarca, porém criando contratos de parceria entre os familiares, assim como implantação de protocolo familiar que regra os acordos entre a família e o negócio. A solução vai contemplar as melhores opções de gestão e planejamento tributário. “O fundamental é não enxergar a sucessão como uma saída do negócio, mas sim como uma estruturação para que os pais fiquem protegidos”, afirma Iribarrem.

São criados contrato social, acordos societários, contratos de parceria e protocolos familiares, documentos que vão estabelecer regras de funcionamento do negócio e provisionar recursos para os familiares. A sucessão define como os herdeiros podem ocupar cargos na fazenda, criação de pro-labore ou bonificações, e também a remuneração justa dos herdeiros que não estão envolvidos na rotina produtiva. “Os regimes de casamento são muito trabalhados no projeto sucessório”, diz Iribarrem. Outra questão importante é o regramento para minimizar problemas relacionados aos divórcios e filhos fora do casamento. É possível até mesmo encontrar soluções quando nenhum herdeiro deseja trabalhar na fazenda. “Temos clientes que escolhem gestores que não são da família para gerir o negócio. Também é possível ter conselhos consultivos independentemente de ter filhos trabalhando ou não na fazenda”, explica o sócio-fundador da Safras & Cifras.

 

Gestão transparente e confiança na família

O projeto de sucessão estabelece várias questões para que a gestão da fazenda tenha um perfil mais técnico, seja mais transparente e profissional. Uma comunicação transparente é fundamental para que não haja perda de confiança entre os familiares, conflitos e o rompimento das relações. Além disso, a consultoria recomenda criar um fórum familiar anual, um encontro para avaliar o desempenho e os resultados da safra e fazer projeções da empresa para manter o negócio nos trilhos e toda a família ter o melhor conhecimento da mesma.

A sucessão familiar está se tornando um tema de grande importância especialmente no setor do agronegócio porque a maioria das fazendas são comandadas por famílias. Além disso, o avanço da qualidade de vida e a longevidade dos produtores estão mudando o cenário no campo. De acordo com Iribarrem, é cada vez mais comum observar agricultores ativos com idade superior a 70 anos. Eles atuam em conjunto com filhos na faixa dos 40 anos e estão vislumbrando a entrada dos netos no negócio, jovens recém-formados e aficionados por tecnologia. “Já temos três gerações com modos de vida completamente diferentes no campo que precisam trabalhar juntas”, diz ele.

Para promover um relacionamento equilibrado e produtivo que una essas três gerações tão distintas, a sucessão familiar se mostra um caminho essencial. “A competitividade é grande para qualquer fazenda e o produtor não pode perder escala de produção. É fundamental se organizar com a família para não haver divisão no negócio”, afirma Iribarrem. “O projeto sucessório é maravilhoso para promover a harmonia da família e desenvolver a fazenda.”

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