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Tráfego controlado: descubra como a técnica ajuda a descompactar o solo

Criar faixas exclusivas para o trânsito das máquinas agrícolas limita a compactação de solo, preserva a fertilidade, reduz o amassamento da cultura e pode incrementar a produtividade

Data

06 novembro 2019

Trafego Controlado

Um trator de médio porte pesa em torno de 8 toneladas enquanto que uma plantadeira de grãos pesa, em média, 4 a 5 toneladas. A colhedora de grãos costuma ser a máquina agrícola mais robusta, pesando cerca de 12 a 15 toneladas, a depender do porte. Apenas no caso do trator, imagine as quatro rodas da máquina suportando toda a carga de trabalho e a pressão que o trator exerce no solo por muitas horas, durante cada operação agrícola. A compactação de solo é uma consequência inevitável desse processo. É impossível eliminar totalmente a pressão das máquinas no solo, mas ao menos o produtor pode buscar amenizar essa situação com o tráfego controlado, reduzindo significativamente a área compactada durante as operações. O conceito significa traçar rotas inteligentes que servirão para a passagem das máquinas durante o plantio, todas as pulverizações e a colheita. “Para fazer o tráfego controlado, o produtor precisa ter máquinas preparadas com piloto automático, um software que produza as linhas de caminhamento por onde as máquinas vão passar e operadores capacitados que consigam utilizar a tecnologia. A máquina sempre vai andar pelo mesmo lugar”, explica Rodrigo Alff, mestre em Engenharia Agrícola e Representante Técnico de Vendas da Climate FieldView Sul.

Rotina disciplinada

O tráfego controlado vai além de uma única temporada. Na prática, significa disciplinar o trânsito na fazenda, criando pistas de tráfego permanentes para manter os deslocamentos das máquinas sempre em áreas restritas, por sucessivas safras. O ideal é que a área trafegada não ultrapasse 15% da área total cultivada. Já o tráfego tradicional conduzido na maioria das fazendas cria pistas de forma aleatória e sem padronização. “Normalmente, a máquina de pulverização faz a primeira passagem por cima da cultura e sempre acaba causando amassamento, o tráfego controlado ameniza isso”, diz Alff. Com o tráfego controlado, como as linhas de passagem das máquinas já são respeitadas desde o início do plantio, a distribuição de plantas também é otimizada.

Benefícios do tráfego controlado

A ausência de tráfego de máquinas na maior parte da área resultará especialmente em melhorias nas condições físicas do solo, com possível aumento do nível de infiltração de água no solo, o que favorecerá o desenvolvimento das plantas, gerando um aumento de produtividade. Além disso, há benefícios como a otimização do uso das máquinas. Também é possível reduzir a necessidade de preparo do solo, preservar a sua fertilidade e, com isso, otimizar a aplicação de fertilizantes. “Diminuir a compactação é um benefício visível do tráfego controlado, que também pode aumentar a eficiência das operações e economizar combustível”, diz Alff.

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Santa Maria avaliou o desempenho do cultivo de soja sob plantio direto durante três safras consecutivas, comparando áreas de Tráfego Controlado (TC), Tráfego Alternado Anual (TAA) e Tráfego Tradicional (TT). Entre as safras 2015/16 e 2017/18, a área de tráfego controlado registrou um aumento da produtividade da soja em torno de 10%. Outro resultado interessante da pesquisa é que infiltração de água no solo acumulada foi 19,6 vezes superior nos locais livres de tráfego e 2,9 vezes maior ao considerar a área total de tráfego controlado. Para adotar a tecnologia, o produtor precisa investir recursos para adequar as máquinas agrícolas e padronizar as bitolas e largura de trabalho para reduzir os rastros dos pneus na área cultivada. Porém, o estudo demonstrou que o retorno do investimento em tráfego controlado ocorre em aproximadamente 6 safras, considerando a técnica como um investimento de rápido retorno para pequenos e grandes produtores (confira aqui o estudo completo).

O programa de pontos oferece inúmeros equipamentos agrícolas que podem ser resgatados, entre eles há ofertas de receptor de sinais de satélite e antena para GPS que podem ser úteis para o tráfego controlado.

Além disso, uma robusta tecnologia para aperfeiçoar o manejo das lavouras é a plataforma digital Climate FieldView, que permite monitorar em detalhes todas as operações agrícolas e pode ajudar o produtor a mapear o reflexo das condições do solo. “O FieldView pode ajudar o produtor a ter uma fotografia da área, entender como a compactação está fazendo a diferença na produtividade e mensurar as perdas”, diz o representante Rodrigo Alff. Assim, o agricultor conseguirá planejar as melhores rotas para implementar o tráfego controlado e outras técnicas de manejo de solo.

A tecnologia Climate FieldView cria mapas detalhados de plantio, por exemplo, permitindo que o produtor acompanhe a velocidade de operação, detalhes da distribuição de sementes e as condições de desenvolvimento da cultura, através dos mapas de Diagnóstico FieldView™. “O FieldView permite unificar todas as informações em um só lugar, independente da marca da sua máquina (verificar compatibilidade). Assim, o produtor consegue gerenciar melhor as operações e maximizar a produtividade”, afirma Alff.

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