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Spodopteras sobreviventes na palhada demandam atenção

O monitoramento de lagartas deve iniciar ainda antes da semeadura da soja, do milho e do algodão. A presença de lagartas na palhada pode indicar a necessidade de controle antecipado.

Data

18 setembro 2018

Produto

Localização

São Paulo - SP


O monitoramento de lagartas deve iniciar ainda antes da semeadura da soja, do milho e do algodão. A presença de lagartas na palhada pode indicar a necessidade de controle antecipado.

O fato de na palha acreditar-se que as lagartas não sobrevivem pela ausência de alimento implica em uma despreocupação antecipada com essas pragas por parte dos produtores. No entanto, algumas espécies têm demandado uma atenção prematura.

Lagartas do gênero Spodoptera spp., principalmente a lagarta-militar (S. frugiperda), podem sobreviver na palhada e se tornar um risco ainda maior para o estabelecimento da soja, do milho ou do algodão.

As Spodopteras são conhecidamente lagartas polífagas, ou seja, podem se alimentar de uma ampla variedade de espécies, incluindo gramíneas como milho, arroz, trigo, aveia e milheto.

Essa capacidade de se hospedar em diferentes culturas proporciona pontes verdes e condições favoráveis para sua proliferação. Esse é um dos motivos centrais que fazem dessa lagarta uma das pragas mais importantes e sempre presente em lavouras do Brasil.

Na presença de culturas hospedeiras antecessoras dessa lagarta, seja a própria soja antecedendo o milho, ou gramíneas como milheto, trigo e aveia, ela pode sobreviver mesmo após a dessecação, ficando abrigada na palhada por um determinado período a espera de novas fontes de alimento.

Assim, a emergência de plantas da cultura que vem na sequência, poderá encontrar, já presentes na área, lagartas grandes prontas para atacar.

Figura 1. Ataque da lagarta-militar (Spodoptera frugiperda) em soja (A) e milho (B) causando tombamento de plantas. Fotos: Instituto Phytus

É por esses e outros motivos que tem sido amplamente recomendado que se faça o monitoramento de lagartas, especialmente Spodopteras, já no período de dessecação em pré-semeadura das culturas.

Quando detectada a presença dessas lagartas na área, a aplicação de inseticidas em dessecação pré-semeadura poderá ser uma opção viável para controle, visando reduzir os danos no estabelecimento da cultura.

No caso da soja Bt, isso torna-se ainda mais importante, visto que Spodopteras não são pragas-alvo dos genes Bt presentes na soja. No milho, devido aos casos de resistência às cultivares Bt e da menor efetividade dos genes Bt sobre lagartas grandes de 4° e 5° ínstar, essa prática também se mostra importante.

Nessa aplicação no período de dessecação poderão ser utilizados inseticidas de menor custo. Dentre as opções de produtos para essa finalidade recomenda-se dar preferência aos produtos com maior seletividade, como alguns carbamatos.

Vale lembrar que essa aplicação, de forma isolada, não oferece proteção suficiente ao estabelecimento do estande de plantas, devendo ser utilizadas outras estratégias em conjunto, como o tratamento de sementes e aplicações de parte aérea posteriores, caso necessário.

Essa prática de aplicar em pré-semeadura mostra-se importante em situações de alto risco indicadas pela presença de lagartas já na palhada, onde é importante aumentar a proteção e minimizar os riscos.

Por Leandro Marques - Doutor e Pesquisador

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Spodopteras sobreviventes na palhada demandam atenção

O monitoramento de lagartas deve iniciar ainda antes da semeadura da soja, do milho e do algodão. A presença de lagartas na palhada pode indicar a necessidade de controle antecipado.

Data

18 setembro 2018

Produto

Localização

São Paulo - SP


O monitoramento de lagartas deve iniciar ainda antes da semeadura da soja, do milho e do algodão. A presença de lagartas na palhada pode indicar a necessidade de controle antecipado.

O fato de na palha acreditar-se que as lagartas não sobrevivem pela ausência de alimento implica em uma despreocupação antecipada com essas pragas por parte dos produtores. No entanto, algumas espécies têm demandado uma atenção prematura.

Lagartas do gênero Spodoptera spp., principalmente a lagarta-militar (S. frugiperda), podem sobreviver na palhada e se tornar um risco ainda maior para o estabelecimento da soja, do milho ou do algodão.

As Spodopteras são conhecidamente lagartas polífagas, ou seja, podem se alimentar de uma ampla variedade de espécies, incluindo gramíneas como milho, arroz, trigo, aveia e milheto.

Essa capacidade de se hospedar em diferentes culturas proporciona pontes verdes e condições favoráveis para sua proliferação. Esse é um dos motivos centrais que fazem dessa lagarta uma das pragas mais importantes e sempre presente em lavouras do Brasil.

Na presença de culturas hospedeiras antecessoras dessa lagarta, seja a própria soja antecedendo o milho, ou gramíneas como milheto, trigo e aveia, ela pode sobreviver mesmo após a dessecação, ficando abrigada na palhada por um determinado período a espera de novas fontes de alimento.

Assim, a emergência de plantas da cultura que vem na sequência, poderá encontrar, já presentes na área, lagartas grandes prontas para atacar.

Figura 1. Ataque da lagarta-militar (Spodoptera frugiperda) em soja (A) e milho (B) causando tombamento de plantas. Fotos: Instituto Phytus

É por esses e outros motivos que tem sido amplamente recomendado que se faça o monitoramento de lagartas, especialmente Spodopteras, já no período de dessecação em pré-semeadura das culturas.

Quando detectada a presença dessas lagartas na área, a aplicação de inseticidas em dessecação pré-semeadura poderá ser uma opção viável para controle, visando reduzir os danos no estabelecimento da cultura.

No caso da soja Bt, isso torna-se ainda mais importante, visto que Spodopteras não são pragas-alvo dos genes Bt presentes na soja. No milho, devido aos casos de resistência às cultivares Bt e da menor efetividade dos genes Bt sobre lagartas grandes de 4° e 5° ínstar, essa prática também se mostra importante.

Nessa aplicação no período de dessecação poderão ser utilizados inseticidas de menor custo. Dentre as opções de produtos para essa finalidade recomenda-se dar preferência aos produtos com maior seletividade, como alguns carbamatos.

Vale lembrar que essa aplicação, de forma isolada, não oferece proteção suficiente ao estabelecimento do estande de plantas, devendo ser utilizadas outras estratégias em conjunto, como o tratamento de sementes e aplicações de parte aérea posteriores, caso necessário.

Essa prática de aplicar em pré-semeadura mostra-se importante em situações de alto risco indicadas pela presença de lagartas já na palhada, onde é importante aumentar a proteção e minimizar os riscos.

Por Leandro Marques - Doutor e Pesquisador

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