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As últimas aplicações na soja

O material apresenta informações sobre a importância das últimas aplicações em soja e características desejáveis nos produtos que podem ser usados.

Data

10 janeiro 2019

Produto

Localização

São Paulo - SP

Iniciar bem o programa fungicida é fundamental, mas as últimas aplicações também são importantíssimas para elevada eficácia

A proteção dos cultivos com fungicidas é parte fundamental no manejo das culturas. Se investe bastante atualmente em fungicidas e esses precisam ser bem utilizados para que os retornos em produtividade aconteçam. Atualmente são feitas em média, na maior parte das regiões do Brasil, quatro aplicações de fungicidas na cultura da soja,podendo variar de três e cinco aplicações conforme à região.

É necessário assumir que todas as aplicações serão importantes. Se trabalha muito hoje o conceito de proteção continuada. À proteção continuada indica que, primeiramente para haver proteção, é preciso se antecipar à doença no campo, ou seja, o início das aplicações deve ser preventivo. Continuada quer dizer que, respeitando intervalos seguros, as demais aplicações devem ser feitas de forma a manter a proteção. Assim, um programa efetivo deve considerar proteção do início ao fim do ciclo com produtos eficientes.

Nesse contexto, é bastante comum as dúvidas quanto à quais produtos posicionar nas primeiras e quais produtos posicionar nas últimas aplicações. Em geral, para as últimas aplicações as opções de produtos se tornam um pouco menores. No caso das carboxamidas existe uma recomendação de não uso nas últimas como forma de manejo anti-resistência. Uma das principais opções que têm sido utilizadas nas últimas aplicações são misturas de estrobilurina + triazois reforçadas com multissítios ou morfolina.

O que devemos buscar em um fungicida para as últimas aplicações?

(I) Amplo espectro: o amplo espectro é importante porque provavelmente não estará presente apenas uma doença na cultura. É comum de ocorrerem doenças como ferrugem, manchas foliares, antracnose, oídio, as quais, quanto maior o espectro de ação do tratamento, maior à chance de controle eficiente sobre todas elas. Misturas de estrobilurinas + triazois são boas opções nesse sentido. A utilização de produtos de reforço irá contribuir para aumentar ainda mais o espectro de ação.

(II) Ação diferenciada sobre o fungo: Alguns fungicidas possuem um efeito preventivo mais pronunciado, inibindo o crescimento do fungo antes mesmo dele penetrar sobre as folhas. Outros fungicidas possuem um efeito curativo mais pronunciado, podendo agir sobre o micélio do fungo após à sua penetração. Os dois efeitos são importantes, o efeito mais preventivo para proteção dos tecidos ainda sadios e o efeito curativo para inibir o crescimento de lesões já existentes. Misturas de estrobilurinas + triazóis possuem esses efeitos combinados.

(III) Bom residual nos tecidos: Quanto mais para o final do ciclo da soja, há a tendência de que a pressão de doenças vá aumentando. Mesmo que em muitos casos os intervalos de aplicação vão sendo encurtados para as últimas aplicações, é preciso que os fungicidas entreguem um bom residual para que o fungo não encontre janelas sem proteção. Não se pode focar apenas em produtos com ação mais curativa, pois ainda se tem muito tecido sadio que precisa de efeito residual longo. Alguns trabalhos desenvolvidos no Instituto Phytus tem observado que nesse caso, existe uma grande contribuição da presença de estrobilurinas nessas últimas aplicações.

(IV) Baixo risco de resistência: Estrobilurinas + triazois possuem distintos mecanismos de ação, ou seja, um protege o outro contra a resistência. No entanto, mesmo que esse risco seja baixo, é importante manter o reforço com multissítios ou morfolina para reduzir ainda mais esse risco.

(V) Seguro do ponto de vista fitotóxico: Sabemos que à medida que as plantas vão envelhecendo, e principalmente após iniciarem à formação de vagens, elas se tornam mais sensíveis aos efeitos dos produtos aplicados sobre elas. Por isso que os produtos para as últimas aplicações devem possuir baixo risco de fitotoxidade. Nesse caso, algumas misturas contendo estrobilurinas + triazois têm sido boas opções para as últimas aplicações. Estrobilurinas em geral possuem baixo risco, no entanto, quanto aos triazóis deve-se dar preferência àqueles com menor risco de fitotoxidade e com boa ação sobre ferrugem, que é uma das principais doenças. Misturas contendo ciproconazol tem sido uma boa opção.

Saiba mais!

Aliado ao baixo risco de fitotoxidade, estrobilurinas podem apresentar efeitos benéficos às plantas. Tais efeitos são chamados de “efeitos fisiológicos” os quais podem contribuir para redução de estresses e incrementos produtivos. Aumento na taxa fotossintética, redução na síntese de etileno, aumento da resposta da planta à situações de estresse, são alguns dos efeitos relatados, os quais podem prolongar a vida útil das folhas e beneficiar o enchimento de grãos.

Figura 1. Eficácia de misturas de estrobilurinas + triazóis no controle da ferrugem. (Fonte: Resultados sumarizados Embrapa, 2018).

Autor: Dr. Leandro Marques

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