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Importância do controle de percevejos na transição soja-milho

A alta pressão de percevejos aliado ao manejo inadequado dessa praga no início do estabelecimento do milho pode levar a necessidade de replantio em muitas regiões

Data

16 janeiro 2019

Produto

Localização

São Paulo - SP

Em muitas regiões, o percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus e Dichelops furcatus) tem sido considerado umas das principais pragas do milho devido aos grandes danos que vem causando em lavouras. Como esse inseto pode migrar de lavouras de soja para as lavouras de milho, ou presentes na mesma área de cultivo, os plantios de milho pós-soja de segunda época (safrinha) tem sido os de maior dano.

Figura 1. Percevejo barriga-verde adulto e seus ovos. Fonte: Phytus Group

Quais são os danos no milho?

Os danos podem variar de leves a severos. Danos leves envolvem perfurações simétricas no limbo foliar que podem impactar posteriormente na quebra de folhas, redução de área foliar, menor crescimento de plantas e redução de produtividade. Danos severos podem causar murchamento das folhas centrais, conhecido como “coração morto” o qual pode levar a morte de plantas ainda jovens. As toxinas injetadas na planta em sua fase inicial de crescimento poderão implicar em plantas subdesenvolvidas, perfilhamento, plantas sem espigas, problemas na polinização e consequente baixa produtividade, resultando em grandes perdas para o agricultor.

Figura 2. Danos de percevejo barriga-verde em milho nos estádios iniciais de desenvolvimento. Fonte: Phytus Group

Monitoramento e controle

O monitoramento de percevejos na transição do sistema produtivo soja-milho é a chave para o sucesso do controle. O monitoramento deve ser minucioso e sistemático para evitar erros, pois diferentemente dos danos causados por lagartas, os danos de percevejos só são identificados no milho dias após o início do seu ataque.

O monitoramento deve ser realizado ainda no intervalo entre a colheita da soja e a emergência do milho, os percevejos podem ficar escondidos na palhada, abrigados em plantas daninhas e mesmo depois da emergência do milho podem ficar protegidos junto ao colmo do milho. Esse hábito da praga é um desafio visto da dificuldade das gotas de pulverização atingir o alvo, principalmente na utilização de produtos de contato. O monitoramento na palhada e de ovos nas folhas também é importante para a tomada de decisão.

Devido aos elevados danos e as dificuldades de controle do percevejo-barriga-verde, é recomendável que o milho seja implantado na menor infestação possível da praga no campo. Assim, sendo detectada a presença dessa praga na área, o manejo deve iniciar ainda na soja reduzindo a população, e posteriormente nos estágios iniciais do milho. A eliminação de plantas daninhas hospedeiras, que servem de abrigo é fundamental, como a trapoeraba, capim carrapicho e o capim amargoso.

O uso de inseticidas em tratamento de sementes no milho é fundamental. A presença de neonicotinoides nesse tratamento é importante devido a eficiente ação sobre essa praga e devido ao efeito residual, protegendo a planta por mais tempo. No entanto, em regiões de alta pressão, o tratamento de sementes deve ser complementado com pulverização foliar. O monitoramento deverá ser constante, e detectada a presença da praga deverão ser utilizadas aplicações de inseticidas em parte aérea do milho.

O nível de controle estabelecido para o milho é de 1 percevejo a cada 10 plantas amostradas na linha e em sequência, revolvendo a palhada os através dos sintomas nas plantas.

Autor: Dr. Leandro Marques

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