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Produtores encontram dificuldade no controle de manchas-foliares na soja

O texto discute sobre a importância do posicionamento assertivo dos fungicidas na lavoura, para que se obtenha um controle eficiente de manchas e maior produtividade.

Data

20 maio 2019

Produto

Localização

São Paulo - SP

As manchas-foliares são doenças bastante comuns na cultura da soja. Mais para o Sul do país o complexo de cercosporiose (Cercospora kikuchii) e septoriose (Septoria glycines) ocorrem mais severamente, ao passo que nas regiões tropicais a mancha-alvo (Corynespora cassiicola) pode se somar a esse complexo. São doenças que, em média, têm causado perdas variando de 10% a 35% conforme as condições climáticas, cultivar e manejo.

O início do desenvolvimento dessas doenças pode se dá desde a implantação da lavoura através de sementes contaminadas. Em áreas com histórico dessas doenças, o patógeno pode estar sobrevivendo nos restos culturais. Nesse cenário, sob condições favoráveis, as infecções podem ter início ainda no vegetativo da soja e a partir daí vai evoluindo, de tal forma, que maiores níveis de severidade, muitas vezes são observados a partir do início da formação de vagens. Por vezes, os produtores acreditam que os danos são pequenos devido a severidade aumentar mais para o final do ciclo, os quais, inclusive, são influenciados pelo próprio nome dado a essas doenças, de “Doenças de Final de Ciclo (DFCs)”.

É justamente nesse ponto que reside o risco. Grande parte da ineficiência de controle dessas doenças está na preocupação atrasada com elas e posicionamento de fungicidas também atrasado. Considerando que essas doenças podem iniciar ainda no vegetativo, a preocupação deve ser iniciada desde as primeiras aplicações, as quais deverão ter um foco em manchas para redução de inóculo.

São diversos os fatores que contribuem para redução da eficácia com posicionamentos atrasados. Um deles é a limitação imposta à tecnologia de aplicação em depositar gotas nas folhas inferiores que é onde está evoluindo as manchas. Lembrando que nas cultivares atuais, se colhe muita soja do dossel inferior, e por isso é muito importante proteger as folhas do inferior para que elas se mantenham ativas o maior tempo possível na planta.

Uma outra razão está ligada ao funcionamento dos fungicidas.

Para que um fungicida funcione bem ele precisa ser eficientemente absorvido e translocado na folha, o que não ocorre eficientemente quando essas folhas já estão doentes. Por isso, fungicidas precisam de folhas sadias para funcionarem.

Os fungos causadores de manchas são do tipo necrotóficos, os quais liberam toxinas e enzimas específicas para matarem as células e se alimentarem do conteúdo extravasado. Por esse motivo que os sintomas de manchas são lesões necróticas de tecido morto circundadas por áreas amareladas (Figura 1). Essas áreas amareladas são áreas afetadas pelo espalhamento das toxinas e enzimas liberadas pelo fungo. Esses tecidos afetados não são favoráveis para absorção e translocação dos fungicidas, o que reflete na baixa eficiência que eles terão se aplicados após doença estabelecida.

Em resumo, o controle eficiente de manchas deve iniciar cedo, ainda no vegetativo da soja, de tal maneira a aumentar o funcionamento dos fungicidas e não permitir que essas doenças evoluam. O posicionamento assertivo dos fungicidas ajudará eles a fazerem mais pela produtividade da lavoura.

Figura 1. Sintomas de manchas foliares em soja. Fonte: Phytus Club

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