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Inseticida

Embalagens Comercializadas

12 x 1L, 20x 250ml, 4x5 L

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SC

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Flubendiamida 480g/L

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Helicoverpa armigera e a tecnologia Bt no algodoeiro

O manejo inadequado de H. armigera em algodão Bt poderá contribuir para surgimento da resistência e que pode dificultar ainda mais o controle dessa lagarta

Data de publicação:
28/05/2018

A área de algodão safrinha cultivado após a soja tem crescido bastante em regiões produtoras do Brasil, especialmente no Mato Grosso. Nesse cenário, a ocorrência de pragas no algodão se torna ainda mais preocupante como é o caso da Helicoverpa armigera. Um ponto que preocupa é que as cultivares de algodão Bt disponíveis atualmente no mercado (Bollgard®, WideStrike®, TwinLink®) não apresentam elevada eficiência de controle sobre H. armigera, especialmente em situações de alta infestação.

Portanto, o manejo inadequado dessa praga em cultivares Bt, como por exemplo ausência de refúgio, poderá favorecer o surgimento da resistência a tecnologia Bt. Assim, o manejo de H. armigera no algodão Bt deve ser de maneira integrada, utilizando outras estratégias de manejo complementar. Como já se espera um controle não superior a 60% da tecnologia Bt sobre H. armigera, tem sido comum em muitas regiões, como por exemplo oeste da Bahia, ataques expressivos dessa praga, mesmo sobre cultivares de algodão Bt, o que tem demandado aplicações emergenciais de inseticidas.

pragas do Algodão - Largata
Utilização do controle químico como estratégia complementar

Essa estratégia tem sido utilizada mesmo em áreas com cultivares Bt de maneira e reduzir o nível de infestação da lagarta e reduzir dessa forma a pressão de seleção de lagartas resistentes a tecnologia Bt. A utilização de inseticidas demanda uma série de cuidados adicionais para que seja evitada também a resistência da lagarta aos inseticidas. É notável no campo, que toda vez que se perde o momento ideal de aplicação para controle, devido a agressividade da praga o número de aplicações é aumentado. Assim, quanto mais aplicações, maior é o risco de exposição dos inseticidas no campo.

Helicoverpa Armigera - Fase Adulta

- Posicionamento e nível de controle (NC): o correto posicionamento de acordo com os níveis de controle (NC) é ponto fundamental no uso de inseticidas. De acordo com trabalhos de pesquisa, o NC que está sendo utilizado para H. armigera no algodão é de três a seis lagartas pequenas (até 7 mm) a cada 100 plantas monitoradas ou 3 a 6% de plantas infestadas com pelo menos uma lagarta pequena.

- Importância do monitoramento: o monitoramento das áreas precisa ser realizado no mínimo duas vezes por semana. É muito importante que os inseticidas sejam posicionados sobre lagartas ainda pequenas, pois aumenta-se a eficácia. O posicionamento atrasado sobre lagartas médias (7 a 15 mm) e grandes (>15 mm) reduz a eficácia dos produtos podendo haver sobra de lagartas. O uso de armadilha luminosas para amostragem de mariposas adultos e a contagem de ovos sobre as plantas são duas estratégias antecipadas de monitoramento que podem auxiliar na tomada de decisão de controle de H. armigera. Isso possibilita estimar a dimensão da área e pressão de ataque e uma melhor programação para posicionamento assertivo dos inseticidas.

- Principais inseticidas: inseticidas do grupo das diamidas têm sido altamente eficazes no controle. Nas dosagens utilizadas para controle de H. armigera, as diamidas serão efetivas também no controle de Heliothis virescens. Esses produtos apresentam uma boa seletividade sendo um ponto positivo para sua utilização. Outros inseticidas como do grupo das espinosinas, oxadiazina e análogo de pirazol também têm eficácia sobre essa praga. Produtos menos seletivos como piretróides devem ser evitados devido a ação sobre inimigos naturais da praga.

- Rotação de mecanismos de ação: a rotação de mecanismos de ação é altamente recomendável. Tal prática reduz os riscos de resistência e assim pode aumentar a vida útil dos inseticidas no campo, de maneira a termos maior número de opções de produtos para manejo.

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Autores: Leandro Marques, Pesquisador Instituto Phytus

Fontes: Phytus Club e Instituto Phytus