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Liberty é um herbicida não seletivo para uso em área total da cultura em aplicações de pós-emergência das variedades ou híbridos de milho, algodão e soja geneticamente modificados tolerantes ao ingrediente ativo Glufosinato de Amônio. 

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Capim Camalote (Rottboellia cochinchinensis (Lour.) Clayton): identificação, nocividade e manejo

Data de publicação:
16/03/2018

O Capim Camalote (Rottboellia cochinchinensis (Lour.) Clayton; figura 1) é atualmente uma das principais infestantes na cultura da cana-de-açúcar, apesar de sua relativa recente introdução no país (Lorenzi 2008). Trata-se de uma espécie de ciclo anual com reprodução predominante por sementes de grande tamanho. Pode atingir altura de 4 metros e tomar completamente o canavial. O capim-camalote está na lista federal de plantas nocivas dos Estados Unidos da América (“Federal Noxious Weed”) e é considerada a invasora mais problemática no México (Vibrans 2009).

Capim-Camalote – Cana-de-Açúcar
Plantas adultas de capim-camalote, espécie bastante entouceirada e altamente agressiva, podendo atingir 4 m de altura. Fonte: CABI.org.

Plantas de capim-camalote são altamente agressivas e competem eficientemente em canaviais, podendo causar perdas acima de 50% em condições de alta infestação. As plantas ainda são alelopáticas (Ynfante 2017). Por todos estes fatores, a correta identificação de plantas da espécie é imprescindível para que o manejo seja bem realizado.

Identificação. Plantas formam touceiras eretas e bastante altas e possuem folhas cujo comprimento varia entre 15 e 60 cm e 0,5 a 2,5 cm de largura; a bainha nas folhas é revestida com pelos rígidos que lhe dão grande resistência. Produz entre 2 e 16 mil sementes por planta, e pedaços do caule podem regenerar um novo indivíduo (CABI 2018). Os pelos na bainha das folhas se quebram com o contato.

Inflorescência Capim-Camalote
Sementes Capim-Camalote
Inflorescência típica de capim-camalote (esquerda), e sementes desta importante invasora cuja infestação tem se elevado no Brasil.

 

O perfilhamento é intenso e há enraizamento nos nós próximos à base da planta (raízes adventícias). Os pelos na bainha das folhas podem irritar a pele.

Manejo. Prevenir a disseminação desta invasora para novas áreas é hoje uma das principais ferramentas de manejo a fim de evitar que continue ganhando terreno. Para tanto, deve-se realizar limpeza do maquinário entre as diferentes áreas de produção na propriedade, evitando assim a contaminação por sementes e o início de mais um foco. Mudas e partes da cana também podem estar contaminadas e por este motivo deve-se ter cuidado dobrado na aquisição de mudas.

O manejo químico é realizado através da aplicação de diversos herbicidas, alguns dos quais deve-se atentar para que não atinjam a cultura. Aplicações de amicarbazona ou a mistura diuron+hexazinone em canaviais já instalados oferecem bom controle, mas por vezes há ainda a necessidade de catação química com costal utilizando ametrin + trifloxysulfuron ou MSMA, em aplicações que exigem cuidado para evitar fitotoxicidade à cultura.

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Autores: Rafael Pedroso, Sílvia Ortiz Chini

Literatura recomendada

CABI – Invasive Species Compendium. Rottboellia cochinchinensis (itch grass). Disponível em: https://www.cabi.org/isc/datasheet/47782

Referências bibliográficas

CABI.org (2018) – Datasheet, Rottboellia cochinchinensis (itch grass). Disponível em: https://www.cabi.org/isc/datasheet/47782

Lorenzi H (2008). Plantas daninhas do Brasil. Nova Odessa: Instituto Plantarum.

Vibrans H (2009). Malezas de México. Listado alfabético de las especies, ordenadas por género. Disponpivel em: http://www.conabio.gob.mx/malezasdemexico/2inicio/paginas/lista-plantas-generos.htm

Ynfante RMS (2017). Alelopatía de la maleza Rottboellia cochinchinensis (Lour.) Clayton sobre otas plantas y el crescimento in vitro de hongos fitopatógenos. Escuela Agrpicola Panamericana, Zamorano – Honduras. Disponível em: https://bdigital.zamorano.edu/bitstream/11036/6128/1/CPA-2017-094.pdf