Conheça as 5 principais doenças da soja
As doenças da soja podem causar perdas significativas de produtividade. O primeiro passo para evitar esses prejuízos é aprender a identificar seus sintomas na lavoura.As doenças da soja estão entre os principais fatores que limitam a produtividade da cultura no Brasil. Causadas por fungos, bactérias e oomicetos, essas doenças podem provocar perdas significativas quando não manejadas corretamente, impactando diretamente o rendimento e a qualidade dos grãos.
No Brasil existem grandes variedades de doenças e pragas da soja. Pensando nisso, preparamos uma lista com 5 das principais doenças que afetam a cultura da soja e como manejá-las de forma eficiente.
As principais doenças da soja incluem ferrugem asiática, cercosporiose, antracnose, mancha-alvo e podridão de grãos e vagens. Essas doenças podem causar perdas significativas de produtividade e qualidade, sendo fundamental o monitoramento da lavoura e o uso de fungicidas eficientes para obter o controle e a sanidade da cultura ao longo de todo o ciclo.
Fazer o controle das doenças da soja é um dos principais desafios que o sojicultor deve superar para garantir uma safra produtiva. Caso contrário, a disseminação de patógenos pode reduzir de forma significativa a produtividade da cultura.
Para evitar prejuízos, o sojicultor precisa aprender como prevenir a incidência de doenças na cultura da soja e como eliminá-las da lavoura. O primeiro passo para alcançar esse objetivo é aprender como identificar as principais doenças da soja.
Neste artigo, explicaremos quais são essas doenças, como identificá-las e quais as melhores estratégias de manejo para lidar com esse problema.
Como identificar doenças nas plantações de soja?
A identificação correta das doenças da soja é uma das práticas mais importantes para garantir o sucesso das estratégias de controle.
Isso porque cada doença é causada por um microrganismo específico, com características únicas. Por esse motivo, cada doença pode exigir que o produtor adote medidas de controle químico específicas.
O ideal é que a identificação seja feita de forma precoce. Afinal, quanto antes a doença for detectada, mais cedo o produtor adotará as práticas necessárias para acabar com o problema.
E a melhor maneira de fazer a identificação precisa e precoce dos patógenos na lavoura de soja é investir no monitoramento contínuo da plantação.
Esse monitoramento consiste na realização de visitas contínuas à lavoura, nas quais o produtor deve ficar atento a quaisquer sinais incomuns em uma planta saudável.
Por exemplo, folhas manchadas, vagens com pontos negros, caule necrosado, crescimento anormal, desfolha precoce, entre outros sinais.
O uso de ferramentas da agricultura digital também auxilia nesse monitoramento, facilitando a identificação de problemas nos talhões, como falhas e falta de uniformidade. Tais problemas podem sinalizar as plantas infectadas na lavoura.
5 principais doenças que afetam a cultura da soja
Nos últimos anos, a intensificação do sistema produtivo e as condições climáticas favoráveis têm aumentado a pressão de doenças na soja, especialmente aquelas relacionadas ao final do ciclo da cultura. Esse cenário exige estratégias de manejo mais eficientes e o uso de tecnologias modernas para proteção da lavoura.
Assim que o produtor identifica alguma anormalidade nas plantas, ele deve verificar se esse sinal é o sintoma de alguma doença da soja. Para fazer essa associação, ele precisa ter algum conhecimento sobre as doenças que atacam a cultura.
Segundo o Manual de Identificação de Doenças da Soja, elaborado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), já foram identificadas mais de 40 doenças nocivas à oleaginosa. No entanto, o produtor não precisa conhecer todas elas.
O ideal é que conheça pelo menos os sintomas das principais doenças da soja, especialmente daquelas com histórico de incidência na região da fazenda.
Confira abaixo as características de algumas das doenças mais frequentes nas lavouras de soja do país.
1. Ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi)
A ferrugem asiática é a principal doença da soja no Brasil, com alto potencial destrutivo. O fungo ataca as folhas, causando lesões e desfolha precoce, o que compromete a formação e o enchimento dos grãos. Sua disseminação ocorre rapidamente em condições de alta umidade e temperaturas amenas, exigindo monitoramento constante e aplicações preventivas de fungicidas.
2. Cercosporiose / Crestamento foliar (Cercospora spp.)
A cercosporiose, também conhecida como crestamento foliar, afeta folhas, hastes e sementes da soja. Os sintomas incluem manchas escuras e aspecto queimado nas folhas, além de descoloração das sementes. Essa doença está associada à redução da qualidade dos grãos e pode impactar diretamente o rendimento da lavoura, principalmente em fases mais avançadas do ciclo.
3. Antracnose (Colletotrichum truncatum)
A antracnose é uma doença que pode afetar toda a planta, desde plântulas até vagens e sementes. Provoca necroses, queda de vagens e deterioração dos grãos, sendo favorecida por alta umidade e temperaturas elevadas. O uso de sementes sadias e o manejo químico são fundamentais para reduzir sua incidência.
4. Mancha-alvo (Corynespora cassiicola)
A mancha-alvo é uma doença foliar que causa lesões circulares com anéis concêntricos, podendo evoluir para desfolha severa. Sua ocorrência tem aumentado nos últimos anos, especialmente em áreas com alta umidade e histórico da doença, impactando diretamente a produtividade da soja.
5. Podridão de grãos e vagens (complexo de patógenos)
A podridão de grãos e vagens é causada por um complexo de fungos que afetam diretamente a qualidade da produção. Os sintomas incluem grãos manchados, enrugados e com menor peso, reduzindo o valor comercial da safra. Essa doença está frequentemente associada a condições de alta umidade no final do ciclo.
Doenças de final de ciclo e sanidade foliar
É importante frisar que doenças de final de ciclo (DFCs) têm ganhado destaque nas últimas safras devido ao seu impacto direto na produtividade e qualidade dos grãos. Essas doenças reduzem a área foliar ativa da planta, comprometendo a fotossíntese e o enchimento de grãos. Por isso, manter a sanidade foliar ao longo de todo o ciclo da soja é essencial para alcançar alto potencial produtivo. O uso de fungicidas com efeito protetor e residual é uma estratégia importante para preservar a integridade das folhas até o final do ciclo.
Quais as melhores estratégias de controle de doenças na soja?
As estratégias recomendadas para prevenir e controlar as doenças da soja variam de acordo com o patógeno.
Seja qual for esse microrganismo, o controle de doenças na soja deve ser realizado a partir da combinação de diferentes técnicas de manejo, conforme orienta o chamado Manejo Integrado de Doenças (MID).
Essa abordagem recomenda a aplicação de um conjunto de estratégias de controle cultural, biológico, químico e genético na lavoura. O objetivo é reduzir as condições favoráveis à disseminação de patógenos na plantação e garantir que o produtor adote medidas de controle químico de forma assertiva.
Confira abaixo algumas das principais estratégias do MID que o sojicultor pode utilizar na plantação.
Uso de cultivares resistentes a doenças;
Adubação adequada baseada na análise do solo;
Tratamento de sementes;
Eliminação dos restos culturais;
Controle de plantas daninhas e tigueras que podem ser hospedeiras de algumas doenças da soja;
Plantio de acordo com o calendário agrícola;
Respeito ao vazio sanitário da soja;
Limpeza de máquinas e de equipamentos após utilização;
Aplicação de fungicidas de acordo com o patógeno causador da doença.
Soluções Bayer para o manejo de doenças da soja
O manejo eficiente das doenças da soja exige o uso de fungicidas com amplo espectro e alta performance. Nesse contexto, a Bayer oferece soluções completas para diferentes momentos do ciclo da cultura.
A família Fox, composta por Fox® Xpro, Fox® Ultra e Fox® Supra, combina diferentes ingredientes ativos e modos de ação, proporcionando controle eficaz de doenças como ferrugem asiática, mancha-alvo e cercosporiose, além de excelente efeito fisiológico, contribuindo para maior vigor e produtividade da planta.
Os fungicidas Nativo® e Nativo® Plus se destacam pelo amplo espectro de controle e ação sistêmica, sendo ferramentas importantes no manejo preventivo e curativo de doenças foliares, com boa residualidade e proteção prolongada.
Já o Sphere® Max apresenta elevada eficiência no controle da ferrugem asiática e outras doenças relevantes, sendo uma solução estratégica para programas de manejo que buscam alta performance e consistência de resultados.
A combinação dessas tecnologias, aliada ao correto posicionamento e à rotação de mecanismos de ação, contribui para um manejo mais eficiente e sustentável das doenças na soja.
Vale lembrar que adotar apenas uma dessas estratégias de forma isolada não é uma abordagem eficiente para prevenir e controlar doenças que acometem a cultura da soja.
A integração de diferentes práticas de manejo é capaz de proteger a lavoura e possibilitar que ela se desenvolva de forma saudável.
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