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Trapoeraba

Danos
A trapoeraba é uma planta com elevada capacidade competitiva por recursos do meio como luz, água, nutrientes e espaço. Pode interferir na fisiologia das plantas cultivadas, diminuindo a fotossíntese e o potencial produtivo dos cultivos. A densidade de infestação é um fator determinante na redução da produtividade, pois compete fortemente com as culturas economicamente importantes. Além disso, é uma planta que traz dificuldades por ocasião da colheita mecanizada e é hospedeira de muitas pragas e doenças como o percevejo-marrom (Euchistus heros) e o nematóide-das-galhas (Meloidogyne spp.)

 

Características e identificação
Possuem uma flor bastante característica de cor azulada. Dependendo da espécie, pode possuir folhas mais largas (C. benghalensis) ou mais estreitas (C. diffusa ou C. erecta). Quando adultas, as folhas possuem um maior número de pelos (tricomas) e cerosidade, o que dificulta a absorção e transporte de herbicidas na planta.



Figura 1. Planta recém emergida (A) e planta já desenvolvida de Commelina spp.

 

 

 

Desenvolvimento e condições do ambiente


É uma planta anual, no entanto, pode ocorrer perenização por alastramentos sucessivos. A reprodução dessa espécie ocorre, geralmente, por sementes, mas pode haver a produção de rebentos a partir de gemas caulinares, que podem formar novas plantas. A trapoeraba apresenta dois tipos de sementes, as aéreas e as subterrâneas, fenômeno denominado anficarpia. As sementes aéreas podem ser carregadas para outras áreas, enquanto as sementes subterrâneas podem favorecer para que a trapoeraba se perpetue.

As sementes possuem dormência, e nesse caso, se as condições de ambiente não forem favoráveis, elas não germinam, podendo ficar ativas no solo por um longo período. A germinação é favorecida por temperaturas entre 18 °C e 36 °C. A presença de luz favorece, porém, não é essencial para a emergência. As sementes aéreas não emergem a grandes profundidades, porém, as subterrâneas podem emergir a profundidades maiores de 10 cm. O seu desenvolvimento é melhor quando o solo é fértil, úmido, sombreado a semi-sombreado. Estima-se que uma planta de trapoeraba pode produzir mais de 1500 sementes.

 

Desafios ao manejo


A trapoeraba é uma planta tolerante ao glifosato, por limitações impostas na absorção e translocação do herbicida. Isso exige a utilização de outros herbicidas com outras características para seu controle. A presença abundante de tricomas e cerosidade das folhas são fatores que dificultam a ação de alguns herbicidas. A eficácia dos herbicidas é maior quando aplicados em plantas jovens, até 4 folhas. Após isso o controle cai e podem ser necessárias aplicações sequenciais de diferentes herbicidas. Tem-se relatado um caso de trapoeraba resistente a 2,4-D nos Estados Unidos, o que indica que isso poderá ser um problema futuro aqui no Brasil, onde este herbicida é bastante utilizado para controle.

 

Danos

A trapoeraba é uma planta com elevada capacidade competitiva por recursos do meio como luz, água, nutrientes e espaço. Pode interferir na fisiologia das plantas cultivadas, diminuindo a fotossíntese e o potencial produtivo dos cultivos. A densidade de infestação é um fator determinante na redução da produtividade, pois compete fortemente com as culturas economicamente importantes. Além disso, é uma planta que traz dificuldades por ocasião da colheita mecanizada e é hospedeira de muitas pragas e doenças como o percevejo-marrom (Euchistus heros) e o nematóide-das-galhas (Meloidogyne spp.)

Características e identificação

Possuem uma flor bastante característica de cor azulada. Dependendo da espécie, pode possuir folhas mais largas (C. benghalensis) ou mais estreitas (C. diffusa ou C. erecta). Quando adultas, as folhas possuem um maior número de pelos (tricomas) e cerosidade, o que dificulta a absorção e transporte de herbicidas na planta.

Figura 1. Planta recém emergida (A) e planta já desenvolvida de Commelina spp.



Desenvolvimento e condições do ambiente

É uma planta anual, no entanto, pode ocorrer perenização por alastramentos sucessivos. A reprodução dessa espécie ocorre, geralmente, por sementes, mas pode haver a produção de rebentos a partir de gemas caulinares, que podem formar novas plantas. A trapoeraba apresenta dois tipos de sementes, as aéreas e as subterrâneas, fenômeno denominado anficarpia. As sementes aéreas podem ser carregadas para outras áreas, enquanto as sementes subterrâneas podem favorecer para que a trapoeraba se perpetue.

As sementes possuem dormência, e nesse caso, se as condições de ambiente não forem favoráveis, elas não germinam, podendo ficar ativas no solo por um longo período. A germinação é favorecida por temperaturas entre 18 °C e 36 °C. A presença de luz favorece, porém, não é essencial para a emergência. As sementes aéreas não emergem a grandes profundidades, porém, as subterrâneas podem emergir a profundidades maiores de 10 cm. O seu desenvolvimento é melhor quando o solo é fértil, úmido, sombreado a semi-sombreado. Estima-se que uma planta de trapoeraba pode produzir mais de 1500 sementes.




Desafios ao manejo

A trapoeraba é uma planta tolerante ao glifosato, por limitações impostas na absorção e translocação do herbicida. Isso exige a utilização de outros herbicidas com outras características para seu controle. A presença abundante de tricomas e cerosidade das folhas são fatores que dificultam a ação de alguns herbicidas. A eficácia dos herbicidas é maior quando aplicados em plantas jovens, até 4 folhas. Após isso o controle cai e podem ser necessárias aplicações sequenciais de diferentes herbicidas. Tem-se relatado um caso de trapoeraba resistente a 2,4-D nos Estados Unidos, o que indica que isso poderá ser um problema futuro aqui no Brasil, onde este herbicida é bastante utilizado para controle.

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