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Mosca-branca

Condições favoráveis e evolução 

A ocorrência de clima quente e seco tem sido favorável para infestações de mosca branca. Temperaturas elevadas aceleram o ciclo de vida e aumentam o número de gerações por ano da praga, podendo alcançar até 15. Por outro lado, períodos chuvosos desfavorecem o aparecimento do inseto. Diversas plantas daninhas podem hospedar a praga e contribuir para sua sobrevivência, como por exemplo: serralha (Sonchus oleraceus), caruru (Amaranthus viridis L.), joá-bravo (Solanum viarum), corda-de-viola (Ipomoea acuminata), picão-preto (Bidens pilosa), joá-de-capote (Nicandra physaloides), leiteiro (Euphorbia heterophylla), dentre outras.

A fêmea coloca de 100 a 300 ovos, dependendo das condições de temperatura e da planta hospedeira. A duração do ciclo de vida da espécie pode durar entre 25 e 50 dias, variando em função das condições ambientais, sendo a temperatura um dos fatores determinantes.

Veja no vídeo o ciclo animado da mosca branca: https://youtu.be/7VYuHNpqrSo.


Danos

Os produtores já estão familiarizados com os danos que o inseto pode causar. Há relatos de abandono de áreas de soja, nas quais houve erros de controle, tornando os prejuízos inevitáveis Os danos são causados através da alimentação, tanto pelas ninfas quanto pelos adultos, os quais possuem aparelho bucal do tipo sugador.

Os estragos são diversos, tanto os diretos, causados pela sucção de seiva e redução do desenvolvimento das plantas, e danos indiretos, ocasionados pela transmissão de viroses, como o vírus causador do mosaico dourado no feijão, do mosaico comum no algodão e da necrose da haste em soja. Além disso, o inseto excreta uma solução açucarada que favorece o desenvolvimento de fungos (Capnodium sp.) formadores de fumagina sobre a superfície das folhas (Figura 2). Esse escurecimento, além de prejudicar o processo de fotossíntese, pode provocar a queda antecipada das folhas. O ataque intenso e constante pode levar ao secamento e morte das folhas (Figura 2), que pode impactar severamente na produtividade, quando ocorre na fase de enchimento de grãos.

Figura 2. Formação de fumagina (A) e secamento das folhas (B) pelo ataque intenso de mosca branca na soja.

Desafios ao manejo

Algumas práticas importantes do manejo integrado de mosca branca são:

  • Rotação de culturas: o cultivo de espécies não hospedeiras da praga visa desfavorecer a reprodução e sobrevivência, reduzindo o nível populacional;
  • Controle de plantas daninhas hospedeiras e plantas guachas: mesmo efeito da rotação de culturas, visa reduzir a capacidade de sobrevivência e o aumento populacional da praga na área;
  • Vazio sanitário efetivo: praticado para a ferrugem da soja, o vazio sanitário visa manter as áreas sem a cultura da soja e algodão por períodos determinados. Essa prática possui efeitos também sobre o manejo de mosca branca, por reduzir a população da praga pela menor oferta de alimento no período da entressafra;
  • Dessecação antecipada: tem como objetivo reduzir a população inicial da praga para implantação da lavoura. Quanto mais cedo ocorrer o ataque na cultura, maior serão os danos;
  • Controle químico: devido às características do inseto, o controle químico tem sido o método mais eficiente. Todavia, seu uso necessita de cuidados para prevenir riscos com resistência. Momento de aplicação, doses, misturas, rotação de mecanismos de ação e número de aplicações são alguns fatores que precisam ser definidos com grande amparo técnico, para garantir proteção aos inseticidas e prolongar a vida útil de utilização. A identificação dos corretos estágios de desenvolvimento no inseto podem influenciar na escolha do inseticida e melhor performance no campo.

Identificação da mosca branca

Bemisia tabaci biótipo B (=Bemisia argentifolii Bellows & Perring) é um inseto pequeno, que mede aproximadamente 2 mm de comprimento, de metamorfose incompleta. Na fase adulta, os dois pares de asas membranosas são recobertas por uma substância pulverulenta de cor branca. Quando em repouso, as asas são mantidas um pouco separadas, com os lados paralelos, o que deixa o abdômen visível (Figura 3). Durante a fase adulta são insetos ativos e ágeis, e quando perturbados voam rapidamente. Nessa fase, são capazes de se dispersar pelo vento tanto a curta como a longa distância, em altura elevada. Na fase jovem, possui 4 fases de ninfa, passando por pupa até a emergência dos adultos.

Figura 3. Adulto de mosca branca.
Figura 4. Folha de soja com presença de adultos, ninfas e ovos de mosca branca.

Monitoramento da mosca branca

O monitoramento das lavouras é a base para tomada de decisão de controle. Como a mosca branca pode ocorrer desde a emergência até o final do ciclo, o monitoramento deve ser feito durante todo o ciclo. O processo é muito importante devido ao fato do controle ser mais efetivo quando posicionado no início das infestações. A partir de altas infestações, com presença de ovos e ninfas no dossel mediano e inferior, as reinfestações são frequentes e o controle se torna mais difícil.

Em soja, o nível de controle de mosca branca ainda não foi definido e tem sido tema de estudo, sendo considerado 5 ninfas/folíolo e quando constatada a presença dos primeiros adultos e ninfas nas folhas. Em algodão, a presença de três ou mais adultos por folha ou uma ou mais ninfas por cm2 é indicativo do momento de controle.

É importante estar atento, pois a mosca branca pode ocorrer em reboleiras, especialmente nas bordaduras da lavoura, devido às revoadas virem de outros cultivos. As plantas escolhidas para amostragem devem ser avaliadas no terço superior, selecionando a 3ª ou 4ª folha de cima para baixo.


Uso correto de inseticidas

Veja abaixo algumas dicas para manejar a mosca branca corretamente:

  • Não realizar aplicações preventivas na ausência da mosca. Essa prática possui baixa eficácia, reduz inimigos naturais e aumenta os custos;
  • Iniciar as aplicações no início das infestações, com base no monitoramento. Manter o monitoramento após a aplicação. Ao detectar novas infestações, novas aplicações serão necessárias;
  • Rotacionar inseticidas com diferentes mecanismos de ação;
  • A escolha do inseticida adequado varia de acordo com a fase em que se encontra o inseto. Muitos dos inseticidas possuem boa ação sobre adultos, mas nem todos possuem ação efetiva sobre ovos e ninfas;
  • A adição de óleo na calda tem sido recomendada como alternativa para maximizar a eficácia de controle dos inseticidas;
  • Utilizar doses recomendadas em bula, jamais utilizar sub ou superdoses;
  • Aplicar sob condições adequadas de ambiente.

Danos

Os produtores já estão familiarizados com os danos que o inseto pode causar. Há relatos de abandono de áreas de soja, nas quais houve erros de controle, tornando os prejuízos inevitáveis. Os danos são causados através da alimentação, tanto pelas ninfas quanto pelos adultos, os quais possuem aparelho bucal do tipo sugador.

Os estragos são diversos, tanto os diretos, causados pela sucção de seiva e redução do desenvolvimento das plantas, e danos indiretos, ocasionados pela transmissão de viroses, como o vírus causador do mosaico dourado no feijão, do mosaico comum no algodão e da necrose da haste em soja. Além disso, o inseto excreta uma solução açucarada que favorece o desenvolvimento de fungos (Capnodium sp.) formadores de fumagina sobre a superfície das folhas (Figura 2). Esse escurecimento, além de prejudicar o processo de fotossíntese, pode provocar a queda antecipada das folhas. O ataque intenso e constante pode levar ao secamento e morte das folhas (Figura 2), que pode impactar severamente na produtividade, quando ocorre na fase de enchimento de grãos.


Figura 2. Formação de fumagina (A) e secamento das folhas (B) pelo ataque intenso de mosca branca na soja.

 

 

Identificação da mosca branca

Bemisia tabaci biótipo B (=Bemisia argentifolii Bellows & Perring) é um inseto pequeno, que mede aproximadamente 2 mm de comprimento, de metamorfose incompleta. Na fase adulta, os dois pares de asas membranosas são recobertas por uma substância pulverulenta de cor branca. Quando em repouso, as asas são mantidas um pouco separadas, com os lados paralelos, o que deixa o abdômen visível (Figura 3). Durante a fase adulta são insetos ativos e ágeis, e quando perturbados voam rapidamente. Nessa fase, são capazes de se dispersar pelo vento tanto a curta como a longa distância, em altura elevada. Na fase jovem, possui 4 fases de ninfa, passando por pupa até a emergência dos adultos.


Figura 3. Adulto de mosca branca.

 


Figura 4. Folha de soja com presença de adultos, ninfas e ovos de mosca branca.

 

 

Condições favoráveis e evolução 

A ocorrência de clima quente e seco tem sido favorável para infestações de mosca branca. Temperaturas elevadas aceleram o ciclo de vida e aumentam o número de gerações por ano da praga, podendo alcançar até 15. Por outro lado, períodos chuvosos desfavorecem o aparecimento do inseto. Diversas plantas daninhas podem hospedar a praga e contribuir para sua sobrevivência, como por exemplo: serralha (Sonchus oleraceus), caruru (Amaranthus viridis L.), joá-bravo (Solanum viarum), corda-de-viola (Ipomoea acuminata), picão-preto (Bidens pilosa), joá-de-capote (Nicandra physaloides), leiteiro (Euphorbia heterophylla), dentre outras.

A fêmea coloca de 100 a 300 ovos, dependendo das condições de temperatura e da planta hospedeira. A duração do ciclo de vida da espécie pode durar entre 25 e 50 dias, variando em função das condições ambientais, sendo a temperatura um dos fatores determinantes.


Veja no vídeo o ciclo animado da mosca branca: https://youtu.be/7VYuHNpqrSo.

 

Monitoramento da mosca branca

O monitoramento das lavouras é a base para tomada de decisão de controle. Como a mosca branca pode ocorrer desde a emergência até o final do ciclo, o monitoramento deve ser feito durante todo o ciclo. O processo é muito importante devido ao fato do controle ser mais efetivo quando posicionado no início das infestações. A partir de altas infestações, com presença de ovos e ninfas no dossel mediano e inferior, as reinfestações são frequentes e o controle se torna mais difícil.

Em soja, o nível de controle de mosca branca ainda não foi definido e tem sido tema de estudo, sendo considerado 5 ninfas/folíolo e quando constatada a presença dos primeiros adultos e ninfas nas folhas. Em algodão, a presença de três ou mais adultos por folha ou uma ou mais ninfas por cm2 é indicativo do momento de controle.

É importante estar atento, pois a mosca branca pode ocorrer em reboleiras, especialmente nas bordaduras da lavoura, devido às revoadas virem de outros cultivos. As plantas escolhidas para amostragem devem ser avaliadas no terço superior, selecionando a 3ª ou 4ª folha de cima para baixo.

 

Desafios ao manejo

Algumas práticas importantes do manejo integrado de mosca branca são:

  • Rotação de culturas: o cultivo de espécies não hospedeiras da praga visa desfavorecer a reprodução e sobrevivência, reduzindo o nível populacional;
  • Controle de plantas daninhas hospedeiras e plantas guachas: mesmo efeito da rotação de culturas, visa reduzir a capacidade de sobrevivência e o aumento populacional da praga na área;
  • Vazio sanitário efetivo: praticado para a ferrugem da soja, o vazio sanitário visa manter as áreas sem a cultura da soja e algodão por períodos determinados. Essa prática possui efeitos também sobre o manejo de mosca branca, por reduzir a população da praga pela menor oferta de alimento no período da entressafra;
  • Dessecação antecipada: tem como objetivo reduzir a população inicial da praga para implantação da lavoura. Quanto mais cedo ocorrer o ataque na cultura, maior serão os danos;
  • Controle químico: devido às características do inseto, o controle químico tem sido o método mais eficiente. Todavia, seu uso necessita de cuidados para prevenir riscos com resistência. Momento de aplicação, doses, misturas, rotação de mecanismos de ação e número de aplicações são alguns fatores que precisam ser definidos com grande amparo técnico, para garantir proteção aos inseticidas e prolongar a vida útil de utilização. A identificação dos corretos estágios de desenvolvimento no inseto podem influenciar na escolha do inseticida e melhor performance no campo.

 

Uso correto de inseticidas

Veja abaixo algumas dicas para manejar a mosca branca corretamente:

  • Não realizar aplicações preventivas na ausência da mosca. Essa prática possui baixa eficácia, reduz inimigos naturais e aumenta os custos;
  • Iniciar as aplicações no início das infestações, com base no monitoramento. Manter o monitoramento após a aplicação. Ao detectar novas infestações, novas aplicações serão necessárias;
    Rotacionar inseticidas com diferentes mecanismos de ação;
  • A escolha do inseticida adequado varia de acordo com a fase em que se encontra o inseto. Muitos dos inseticidas possuem boa ação sobre adultos, mas nem todos possuem ação efetiva sobre ovos e ninfas;
  • A adição de óleo na calda tem sido recomendada como alternativa para maximizar a eficácia de controle dos inseticidas;
    Utilizar doses recomendadas em bula, jamais utilizar sub ou superdoses;
  • Aplicar sob condições adequadas de ambiente.
 
 
 

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