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Larva Alfinete no Milho

A larva alfinete é uma praga de grande importância na cultura do milho pelos danos que pode causar e pela ampla distribuição geográfica. Mudanças no sistema de produção de milho, novos híbridos e tecnologias, redução na população de inimigos naturais são fatores que contribuíram para adaptação dessa praga no milho ao longo do tempo.

Danos

Os danos causados em milho no Brasil variam conforme a região e a pressão de ataque da praga. A praga possui potencial de causar perdas elevadas, podendo chegar a até 70% em ataques severos e em situações experimentais. Nos Estados Unidos a larva alfinete causa perda média na ordem de 13%. Em muitas culturas o dano principal está ligado ao consumo de folhas e de brotações novas pelos adultos, que causam redução de área foliar. No entanto, o dano principal no milho está ligado ao ataque das larvas ao sistema radicular. Ataques em fases iniciais, durante o estabelecimento da cultura, podem induzir a morte de plântulas devido às larvas atingirem o ponto de crescimento. Com o desenvolvimento da planta e também das larvas, é comum ocorrer ataque nas raízes adventícias, prejudicando o desenvolvimento normal da planta, apresentando sintomas que se apresentam de forma recurvada, conhecido como “pescoço de ganso” (Figura 1). O ataque nas raízes culmina também com redução na eficiência de absorção de água e nutrientes, tornando a planta debilitada e mais suscetível aos períodos de estiagem e ao acamamento.

Normalmente, os danos se tornam mais visíveis entre quatro e seis semanas após a emergência das plântulas de milho.


Figura 1. Plantas de milho atacadas pela larva alfinete (Diabrotica speciosa) apresentando os sintomas de “pescoço de ganso”. (Foto: Thiago Bernardes - UFLA)

 

 

Ciclo de desenvolvimento e condições favoráveis

As fêmeas realizam as posturas preferencialmente no solo, nas regiões próximas ao caule das plantas. A duração do período embrionário fica em torno de 6 a 8 dias. Após a eclosão, as larvas se alimentam das raízes da cultura e passam por três estádios de desenvolvimento. As pupas ocorrem no solo e possuem duração média de 5 a 7 dias. A duração total do ciclo de desenvolvimento dessa praga varia conforme condições do ambiente e da qualidade do alimento, ficando em média em torno de 50 dias.

Solos mais escuros, ricos em matéria orgânica e com adequada umidade, são favoráveis para oviposição. Tanto o excesso como o déficit de umidade no solo são desfavoráveis à larva. O sistema de cultivo também influencia a dinâmica dessa praga, sendo que a ocorrência tem sido maior no sistema de plantio direto comparado ao sistema convencional.


Identificação e monitoramento

Os adultos são coleópteros fáceis de serem identificados, com cerca de 6 mm de comprimento, coloração verde e seis pontuações amarelas localizadas nos élitros (Figura 2). As larvas apresentam coloração esbranquiçada e cabeça de coloração marrom escura, conhecidamente chamadas por larva alfinete (Figura 2). Quando completamente desenvolvidas apresentam comprimento que varia entre 10-12 mm.


Figura 2. Adulto e larva de Diabrotica speciosa conhecida como vaquinha e larva alfinete, respectivamente. Fonte: Elevagro

 

Desafios do manejo

A principal estratégia de controle utilizada é o controle químico com o uso de inseticidas recomendados para a cultura. A proteção deve ser iniciada no tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos e com bom residual. Em áreas de alta pressão da praga pode ser utilizado a aplicação de inseticidas diretamente no sulco de semeadura. Após a emergência das plantas o monitoramento da praga deve ser mantido e a utilização de inseticidas via pulverizações foliares poderá ser necessária. Atualmente não existem níveis de controle precisos estabelecidos para essa praga na cultura do milho, o que torna o manejo integrado fundamental para o sucesso no controle. O manejo integrado da praga deverá considerar outras estratégias de manejo a serem associadas ao controle químico, como por exemplo o controle biológico com fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae, bem como a adoção de tecnologias com proteína Bt específica contra a larva alfinete.

 

 

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