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Doenças do algodão: estratégias contra ramulária e mancha-alvo

Ramulária e Mancha-Alvo estão entre as principais ameaças à produtividade do algodão no Brasil. Entenda como o manejo estratégico e o uso correto de fungicidas ajudam a proteger a safra.
09 de fevereiro de 2026 /// 9 minutos de leitura

O cultivo do algodão no Brasil é reconhecido como um dos mais complexos do mundo. As condições do clima tropical, aliadas a sistemas intensivos de produção, favorecem o rápido avanço de doenças foliares, exigindo do produtor planejamento estratégico e alto nível de conhecimento técnico.

Nesse cenário, o manejo de doenças no algodão assume papel central na proteção da produtividade e da rentabilidade da lavoura, especialmente frente a patógenos agressivos e recorrentes.

O mercado de defesa: por que investir em fungicidas?

O segmento de controle de doenças é atualmente o segundo mais relevante no manejo da cultura do algodão. Estima-se que o mercado movimente mais de US$ 300 milhões por ano em investimentos realizados pelos produtores.

Dados recentes indicam que a adoção de fungicidas é de praticamente 100% entre os cotonicultores, com uma média que varia de 4,8 a 8,5 aplicações por ciclo.

Esse aumento no número de aplicações reflete a crescente complexidade do sistema produtivo, especialmente em áreas de sucessão soja-algodão, onde a pressão de inóculo tende a ser mais elevada.

As principais doenças que tiram o sono do produtor

Entre as diversas doenças que podem ocorrer na lavoura, duas concentram a maior parte das preocupações e dos investimentos em fungicidas, sendo elas a Ramulária e a Mancha-Alvo.

Ramulária: uma ameaça histórica ao algodoeiro

A Ramulária (Ramularia areola) é, historicamente, a principal doença do algodoeiro. Sua alta virulência provoca intensa desfolha, comprometendo o enchimento das maçãs e reduzindo diretamente a produtividade final.

Quando não manejada corretamente, a Ramulária pode antecipar a senescência da planta, encurtando o ciclo produtivo e elevando as perdas econômicas.

Mancha-Alvo: a doença do sistema soja-algodão

A Mancha-Alvo (Corynespora cassiicola) apresentou crescimento expressivo nas últimas safras, tornando-se uma presença constante em regiões produtoras, especialmente no Mato Grosso e na Bahia.

Por se tratar de um fungo necrotrófico, o patógeno sobrevive na palhada deixada no solo, o que explica a forte associação da doença ao sistema soja-algodão.

Ambientes com alta umidade e baixa luminosidade criam o microclima ideal para o desenvolvimento da doença, tornando o manejo ainda mais desafiador.

Estratégias de manejo eficaz para o controle das doenças

Diante da ocorrência simultânea de Ramulária e Mancha-Alvo, o manejo eficiente exige uma abordagem integrada, tecnicamente bem posicionada e alinhada às condições da lavoura.

Entre as principais estratégias de manejo integrado de doenças, destacam-se a rotação de culturas com espécies não hospedeiras, o uso de variedades resistentes, o planejamento de uma lavoura mais aerada, o controle de plantas daninhas que atuam como fontes de inóculo, além do uso de sementes certificadas e de alta qualidade, incluindo o tratamento de sementes e o controle biológico com biofungicidas.

Outra estratégia fundamental é o uso de fungicidas premium, que combinam diferentes princípios ativos e têm se destacado como uma das principais ferramentas no manejo dessas doenças. Produtos que associam moléculas como Protioconazol e Carboxamidas possibilitam o controle eficaz da Ramulária e da Mancha-Alvo em uma única aplicação, como é o caso do fungicida Fox Xpro.

Além da escolha do produto, o manejo do sistema é fundamental. Compreender que a Mancha-Alvo é uma “doença do sistema” significa iniciar o controle antes mesmo da semeadura do algodão, avaliando a pressão deixada pela cultura anterior.

O acompanhamento técnico contínuo e a atualização constante sobre novas tecnologias são indispensáveis em um ambiente produtivo tão dinâmico quanto o brasileiro.

Proteção da lavoura como estratégia de rentabilidade

Proteger a lavoura de algodão contra o avanço das doenças é um desafio permanente, que direciona o desenvolvimento de novos ativos e tecnologias de manejo.

Na Bayer, esse segmento é tratado com critério e profundidade, com foco em levar informação de qualidade e ferramentas eficientes para que o esforço do produtor se traduza em resultados reais no campo.

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