Mosca-branca: novas tecnologias para controle eficiente
A mosca-branca deixou de ser um problema pontual e passou a exigir manejo estratégico no sistema produtivo. Entenda como controlar a praga e reduzir impactos na lavoura.A mosca-branca (Bemisia tabaci) deixou de ser um desafio isolado para se consolidar como uma das principais ameaças ao sistema produtivo agrícola brasileiro. Presente durante praticamente todo o ano, a praga exige do produtor uma visão ampliada de manejo, indo além de aplicações pontuais e considerando o sistema como um todo.
Com impactos diretos na produtividade e na rentabilidade, o controle eficiente da mosca- branca passa por planejamento, monitoramento constante e integração de estratégias, especialmente diante das safras 2025/26 e 2026/27.
Por que a mosca-branca se tornou uma “praga do sistema”?
A permanência da mosca-branca nas lavouras está diretamente relacionada a fatores estruturais do sistema agrícola. Diferentemente de pragas sazonais, ela encontra condições favoráveis durante todo o ano, o que dificulta seu controle.
Entre os principais fatores que explicam esse cenário estão:
Ampla gama de hospedeiros: a mosca-branca se desenvolve em mais de 500 espécies de plantas, incluindo culturas agrícolas, tigueras e plantas daninhas de folha larga.
Ponte verde constante: a sucessão de culturas e a rebrota de tigueras, especialmente de algodão, mantêm a praga ativa entre safras.
Condições climáticas favoráveis: temperaturas elevadas aceleram o ciclo reprodutivo do inseto.
Plantas daninhas de difícil controle: espécies como o caruru (Amaranthus spp.) funcionam como multiplicadores da praga, especialmente em regiões como Mato Grosso e Sul do Brasil.
Danos diretos e indiretos: um inimigo silencioso da produtividade
Os prejuízos causados pela mosca-branca nem sempre são percebidos no início, mas podem comprometer significativamente a rentabilidade da lavoura.
Entre os danos indiretos, destaca-se o fato de a praga ser um importante vetor de vírus em culturas como feijão e tomate, aumentando a incidência de doenças e reduzindo o potencial produtivo.
Já os danos diretos ocorrem quando adultos e, principalmente, ninfas sugam a seiva das plantas. As ninfas se fixam na face inferior das folhas, dificultando a identificação no monitoramento inicial.
Durante a alimentação, a praga excreta uma substância açucarada que favorece o desenvolvimento da fumagina, causada por fungos, que reduz a fotossíntese, compromete a transpiração e pode causar queda precoce de folhas.
Manejo integrado da mosca-branca: pensar além da safra
O controle eficiente da mosca-branca exige a adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP), com ações planejadas ao longo de todo o sistema produtivo.
O manejo na entressafra é um dos pontos mais críticos desse processo. Após a colheita da safrinha, seja de milho ou algodão, o controle de tigueras e plantas hospedeiras é fundamental para quebrar o ciclo da praga antes do plantio da próxima cultura.
A dessecação antecipada reduz significativamente a pressão populacional da mosca-branca no início da safra, facilitando o manejo ao longo do ciclo.
Além disso, o monitoramento constante permite identificar a praga nos estágios iniciais, enquanto o uso inteligente de inseticidas, aplicado no momento biológico adequado, contribui para um controle mais eficiente e sustentável.
Soluções Bayer e o papel da inovação no campo
A Bayer investe continuamente em pesquisa e inovação para apoiar o produtor rural no enfrentamento de desafios complexos, como a mosca-branca e as plantas daninhas associadas ao sistema produtivo.
Com um portfólio integrado e foco em manejo sustentável, a companhia reforça a importância da orientação técnica especializada, do planejamento antecipado e da adoção de boas práticas agrícolas.
Informação, planejamento e visão de sistema
O manejo da mosca-branca vai além do controle pontual. Ele exige informação de qualidade, planejamento estratégico e visão de longo prazo.
Ao compreender a praga como parte do sistema, o produtor amplia sua capacidade de tomada de decisão, reduz riscos e protege a produtividade e a sustentabilidade das lavouras.