Blog do Agro

Família Vidotti: três gerações com raízes na citricultura

Do interior de São Paulo às fazendas em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, a família Vidotti construiu um legado marcado por inovação e paixão pela agricultura
13 de janeiro de 2026 /// 6 minutos de leitura

O legado da família Vidotti na agricultura começou na década de 1970, no interior de São Paulo, e hoje se estende por Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Do cultivo de laranja às lavouras de cana-de-açúcar e seringueiras, a história dessa família é marcada por tradição, trabalho e inovação no campo.

“Meu nome é José Carlos Costa Vidotti, mais conhecido como Zezé Vidotti. Sou de Monte Azul Paulista e trabalho com citricultura desde sempre. Foi meu pai quem começou a cultivar citros em 1970”, relembra o sócio-proprietário, recordando as origens de um negócio que já alcança a terceira geração.

Isso porque o legado continua com os filhos de Zezé. “Sou João Paulo Blanco Vidotti, diretor agrícola da Fazenda Boa Ventura. Tenho 27 anos e, desde que saí da universidade, trabalho com meu pai na nossa empresa familiar”, conta João Paulo.

O irmão mais velho, Marco Antonio Blanco Vidotti, de 29 anos, também decidiu seguir os passos da família. “Sou engenheiro civil, morei muitos anos em São Paulo e, há cerca de um ano, decidi voltar para o interior para ajudar meu pai e meu irmão nos negócios”, afirma o atual diretor administrativo da Fazenda Boa Ventura.

 Do cultivo de laranja às lavouras de cana-de-açúcar e seringueiras, a história da família Vidotti é marcada por tradição, trabalho e inovação no campo.

Desafios e resiliência na citricultura


Ao longo de mais de cinco décadas, a citricultura passou por inúmeras transformações, e a família Vidotti acompanhou cada uma delas.

“Eu não conheci outra cultura, e a nossa região era só laranja. Tivemos altos e baixos. Depois vieram muitas pragas, como a CVC (Clorose Variegada dos Citros), que detonou parte das plantações na época. Mas nós continuamos, com muita tecnologia, empenho e dedicação”, recorda Zezé.

Hoje, todos os pomares da família contam com sistema de irrigação. O produtor também destaca o enfrentamento ao greening, uma das maiores ameaças à citricultura mundial: “As pulverizações contra o greening são a pedra no sapato do citricultor hoje. Tanto é que, quando eu iria imaginar ir para o Mato Grosso do Sul? E nós estamos indo para lá, além das três fazendas em Minas, para fugir do greening.”

Para João Paulo, lidar com os desafios do campo é também uma escola diária. “A cultura de citros, quando comparada com outras, como a cana-de-açúcar, tem muitos detalhes que só se aprendem no dia a dia. Ainda tenho muito o que aprender, mas os ensinamentos do meu pai são meu Norte”, afirma.

Se tem Bayer, tem resultado

Com a evolução do agronegócio, a família Vidotti adotou tecnologias e parcerias que ampliaram a produtividade e a sustentabilidade das lavouras.
“A Bayer é uma empresa que dispensa comentários quando falamos de agricultura no Brasil. Desde que chegou, é uma das referências. Sempre utilizamos muitos produtos da Bayer”, diz João Paulo.

Segundo ele, o portfólio é amplo e eficiente, um dos grandes diferenciais. Atualmente, em citros, eles contam com Bulldock, além do Alion na parte de herbicidas e o Serenade, que está sendo posicionado para o pegamento de florada. Na cana-de-açúcar, utilizam o Belt e o Certero. “É um portfólio muito robusto e eficiente”, acrescenta.

Zezé completa relembrando a importância de um produto histórico da Bayer para eles: “Um produto que foi essencial para nós, citricultores, foi o Envidor. Foi a salvação contra a leprose.”

Trabalho, família e sucessão

Para Zezé, João Paulo e Marco Antonio, o elo familiar segue sendo o alicerce de todo o empreendimento. “Tudo nasceu com meu pai. O que aprendi com ele, tento passar para os meus filhos”, diz Zezé, com orgulho.

Para João Paulo, essa herança é uma responsabilidade e um privilégio. “É uma responsabilidade muito grande quando a gente olha para trás, desde o meu avô e meu pai. Sinto muito orgulho de tudo o que eles fizeram e dos desafios que superaram para nos trazer até aqui. A gente tem que ter humildade para continuar se preparando, se profissionalizando e tentar ser metade do que eles foram”, reflete.

Já Marco Antonio descreve o retorno ao campo como uma escolha de coração. “A vontade de fazer é muito grande porque quero que meus pais sintam orgulho de mim, assim como minha avó e minha tia, que também é sócia da empresa. O peso é bem maior do que estar no mercado de trabalho, mas estou muito feliz”, afirma.

Amor pelo agro

Assim, para Zezé, mais do que um negócio, a citricultura é uma vocação. “Tenho 55 anos e cultivo citros desde sempre. Ver um pé de laranja bonito é o meu maior prazer”, diz o produtor, resumindo em uma frase a essência de toda uma família."

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