Sucessão familiar no agronegócio: a história da família Dalto
Conheça a trajetória da Família Dalto, da migração agrícola à sucessão familiar e à alta performance na Fazenda Chapada do Céu, no Piauí.A sucessão familiar no agronegócio é o processo de preparar novas gerações para participar da gestão, da tomada de decisões e da continuidade de um negócio rural.
Mais do que transferir terras ou ativos, a sucessão envolve valores, conhecimento, profissionalização, gestão rural, inovação e uma visão compartilhada sobre o futuro da propriedade.
A trajetória da Família Dalto, apresentada no quadro Impulso Gente, mostra como esses elementos podem transformar adversidades em oportunidades.
Da cafeicultura no Paraná à consolidação da Fazenda Chapada do Céu, no Piauí, a família construiu um modelo baseado em resiliência, união, abertura para novas ideias e adoção de tecnologias capazes de apoiar decisões mais precisas no campo.
O que a história da Família Dalto ensina sobre sucessão familiar no agro?
A principal lição é que uma sucessão familiar bem conduzida não acontece apenas quando a propriedade passa oficialmente de uma geração para outra.
Ela é construída ao longo do tempo, com espaço para que os sucessores desenvolvam competências, encontrem sua vocação e assumam responsabilidades de maneira gradual.
No caso da Família Dalto, os fundadores optaram por oferecer liberdade de escolha profissional aos filhos.
A nova geração, portanto, aproximou-se do negócio agrícola por interesse e vontade de contribuir, trazendo novas perspectivas para a administração e para as operações da fazenda.
Esse processo também mostra a importância de combinar experiência e inovação.
Enquanto os fundadores carregam o conhecimento acumulado ao longo de décadas, os sucessores incorporam novas ferramentas de gestão, tecnologias digitais e diferentes formas de analisar o sistema produtivo.
Da cafeicultura no Paraná à agricultura no MATOPIBA
A história da família acompanha importantes transformações da agricultura brasileira.
O início da trajetória aconteceu em Cambé, no Paraná, com o cultivo de café.
Entretanto, a forte geada ocorrida em 1975, conhecida como Geada Negra, provocou uma ruptura na cafeicultura paranaense e obrigou a família a repensar seu caminho produtivo.
A mudança para a cultura da soja marcou uma nova etapa. Posteriormente, a família seguiu para Goiás, onde passou cerca de uma década trabalhando em terras arrendadas e acompanhando a expansão da agricultura no Cerrado.
Essa experiência foi importante para acumular conhecimento e desenvolver uma característica que permanece presente na gestão da família: a capacidade de adaptação diante de diferentes cenários.
Uma nova etapa no Piauí
Em setembro de 1996, a família chegou à antiga Fazenda Irapuã, no Piauí.
O local foi posteriormente rebatizado como Fazenda Chapada do Céu, representando a realização do sonho de conquistar a terra própria e estabelecer raízes em uma das regiões que se tornariam importantes para a produção agrícola brasileira.
A trajetória também se conecta à expansão do MATOPIBA, região formada por áreas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia que ganhou relevância na produção de grãos e no desenvolvimento de novas fronteiras agrícolas.
O percurso da família, portanto, não representa apenas uma mudança geográfica.
Ele mostra como agricultores brasileiros acompanharam a transformação do mapa produtivo nacional, adaptando sistemas, conhecimentos e estratégias às características de cada região.
Como funciona a sucessão familiar na Fazenda Chapada do Céu?
Na Fazenda Chapada do Céu, a sucessão foi construída de maneira natural e progressiva.
Os filhos tiveram liberdade para decidir seus caminhos profissionais, sem uma imposição para que necessariamente permanecessem no negócio rural.
Quando a nova geração passou a participar da empresa, houve também uma transformação na forma de administrar a propriedade.
A atuação deixou de estar concentrada apenas no escritório e passou a incorporar uma presença mais próxima das operações e da gestão de campo.
Essa transição evidencia um dos pontos mais importantes da gestão familiar no agronegócio: os sucessores precisam não apenas receber responsabilidades, mas compreender profundamente o negócio e participar das decisões que determinam seus resultados.
- Liberdade de escolha: permite que a nova geração participe por vocação e interesse;
- Transferência de conhecimento: aproxima a experiência dos fundadores das novas competências dos sucessores;
- Profissionalização: amplia a organização administrativa e a capacidade de gestão;
- Participação nas decisões: prepara os sucessores para assumir responsabilidades estratégicas;
- Visão de longo prazo: conecta as decisões atuais à continuidade do negócio nas próximas gerações.
A liderança feminina como parte do legado familiar
A sucessão no agro também passa pela transformação do papel das mulheres no agro, dentro das propriedades e empresas rurais.
Na trajetória da Família Dalto, a liderança feminina no agronegócio aparece como parte da continuidade do negócio e da construção de uma visão de longo prazo.
A participação de mãe e filha demonstra como conhecimento, responsabilidade e capacidade de gestão podem ser transmitidos entre gerações, fortalecendo a governança familiar e ampliando a diversidade de perspectivas na tomada de decisão.
Mais do que ocupar uma posição dentro da propriedade, a liderança feminina contribui para a construção de estratégias, para a organização do negócio e para a continuidade dos valores que sustentam a família.
Tecnologia e gestão: como a família transforma dados em decisões
A evolução da Fazenda Chapada do Céu também está relacionada à adoção de tecnologias agrícolas.
Em um cenário no qual produtividade, eficiência operacional e capacidade de decisão são cada vez mais importantes, ferramentas digitais ajudam a transformar informações do campo em conhecimento aplicável.
FieldView™ e gerenciamento digital da propriedade
O FieldView™ faz parte desse processo ao permitir o gerenciamento digital de dados agronômicos e o acompanhamento das operações por talhão.
A ferramenta contribui para organizar informações que podem apoiar análises mais detalhadas do desempenho das áreas e das operações realizadas.
O uso de dados amplia a capacidade de compreender a variabilidade existente dentro da propriedade e acompanhar o que acontece em diferentes ambientes produtivos.
Programa VAlora e agricultura de precisão
Outro componente deste ecossistema é o Programa VAlora, associado ao uso de informações para estratégias como o plantio em taxa variável.
Essa abordagem permite considerar diferenças entre ambientes dentro de uma mesma propriedade e ajustar determinadas práticas de acordo com suas características.
O conceito está diretamente relacionado à agricultura de precisão, que utiliza dados e tecnologias para tornar o manejo mais específico e fundamentar decisões agronômicas de maneira mais localizada.
Inovação no manejo de plantas daninhas
A evolução tecnológica também alcança a proteção de cultivos.
O acesso a novas soluções, como o herbicida pré-emergente Convintro® Duo, amplia as possibilidades de planejamento do manejo de plantas daninhas, especialmente em situações que exigem estratégias preventivas e integração de diferentes ferramentas.
Esse tipo de abordagem reforça um princípio importante: a tecnologia não deve ser analisada isoladamente.
Seu valor está na capacidade de fazer parte de um sistema de produção estruturado, no qual informação, conhecimento técnico e planejamento trabalham em conjunto.
Por que a parceria e a capacitação são importantes para a gestão agrícola?
As propriedades que passam por processos de modernização, tecnologia e máquinas entendem que tudo isso é parte da transformação.
Pessoas capacitadas para interpretar dados, operar ferramentas e tomar decisões continuam sendo fundamentais.
Por isso, a trajetória da Família Dalto também destaca a importância do suporte técnico e do treinamento contínuo das equipes.
A parceria com a Bayer, incluindo iniciativas como o Programa Eleva e seu ecossistema de soluções, acompanha essa evolução com conhecimento, ferramentas e acesso a inovações.
Esse modelo evidencia que a alta performance agrícola é resultado de um conjunto de fatores: planejamento, gestão, genética, manejo, tecnologia, pessoas e capacidade de adaptação.
Resiliência: transformar adversidades em aprendizado
O que conecta as diferentes fases da história da Família Dalto é a capacidade de reagir às mudanças sem perder de vista o futuro.
A geada que afetou a produção de café, a migração para novas regiões e o processo de consolidação no Piauí fizeram parte de diferentes momentos de transformação.
Em vez de enxergar a adversidade apenas como um obstáculo, a família desenvolveu uma filosofia baseada em reconhecer o cenário e buscar soluções.
Essa postura se tornou parte da cultura de trabalho e da própria forma de conduzir o negócio.
No agronegócio, essa capacidade é especialmente relevante.
Clima, mercado, custos, disponibilidade de recursos, pressão de pragas e doenças, e mudanças tecnológicas fazem parte de um ambiente produtivo dinâmico.
Por isso, a resiliência precisa estar acompanhada de planejamento e capacidade de tomada de decisão.
O que sustenta um legado de alta performance no agronegócio?
A experiência da Fazenda Chapada do Céu mostra que produtividade não depende de um único fator.
O desempenho de uma propriedade é construído a partir da integração entre pessoas, processos, tecnologia e conhecimento.
Entre os pilares observados na trajetória da família estão:
- União e governança familiar;
- Planejamento sucessório;
- Profissionalização da gestão;
- Abertura para novas ideias;
- Uso estratégico de dados;
- Agricultura de precisão;
- Capacitação das equipes;
- Visão sistêmica do sistema produtivo;
- Capacidade de adaptação diante de adversidades.
Assim, a sucessão familiar deixa de ser vista apenas como uma etapa administrativa e passa a fazer parte da estratégia de longo prazo da propriedade.
Um legado construído entre gerações
A história da Família Dalto mostra que construir um negócio agrícola sustentável ao longo das gerações exige mais do que produzir.
É preciso aprender com as mudanças, incorporar conhecimento, abrir espaço para novas ideias e preparar quem dará continuidade ao trabalho.
Da Geada Negra de 1975 à consolidação da Fazenda Chapada do Céu no Piauí, cada etapa contribuiu para formar uma visão de futuro baseada em resiliência, união e evolução.
A sucessão familiar, nesse contexto, não representa apenas a continuidade de uma propriedade, mas a capacidade de transformar experiências em legado.
Essa trajetória e outras histórias que mostram as pessoas por trás das grandes transformações do campo podem ser acompanhadas no Impulso Gente.
Acesse o canal Agro Bayer Brasil, assista ao episódio completo sobre a Família Dalto e acompanhe os próximos episódios para conhecer mais histórias de famílias, produtores e profissionais que ajudam a construir o futuro do agronegócio brasileiro.