Plantas daninhas na soja: manejo no pré e pós-emergência
Saiba como integrar diferentes soluções ao manejo de plantas daninhas na soja e diversificar mecanismos de ação.O manejo de plantas daninhas na soja precisa começar antes que a competição se estabeleça na lavoura.
A estratégia mais eficiente combina ações de pré e pós-emergência, diversificação de mecanismos de ação e planejamento para reduzir a pressão de seleção de plantas resistentes.
Nesse contexto, a integração entre o Convintro® Duo e o XtendiMax®2 contribui para construir um programa de manejo mais abrangente ao longo do ciclo da cultura.
O Convintro® Duo atua na pré-emergência, reduzindo a emergência de plantas daninhas e a pressão inicial sobre a soja.
Já o XtendiMax®2, à base de dicamba, atua em pós-emergência sobre plantas daninhas de folhas largas.
A combinação das ferramentas permite trabalhar diferentes momentos do ciclo e ampliar a diversificação de mecanismos de ação, aspecto importante diante do avanço da resistência a herbicidas.
Por que o manejo de plantas daninhas na soja exige planejamento?
Plantas daninhas competem diretamente com a cultura da soja por água, luz, nutrientes e espaço.
Quando presentes em quantidade significativa, podem interferir no desenvolvimento da lavoura e comprometer o potencial produtivo.
O desafio se torna ainda maior quando espécies de difícil controle estão presentes na área.
Buva (Conyza spp.), caruru (Amaranthus spp.), capim-amargoso (Digitaria insularis), pé-de-galinha (Eleusine indica), picão-preto e corda-de-viola estão entre as plantas que exigem atenção dentro de um programa de manejo integrado.
Além da competição, a ocorrência de biótipos resistentes modifica a forma como o produtor precisa pensar o controle.
Em vez de esperar a infestação aparecer para decidir qual produto utilizar, o planejamento deve considerar o histórico da área, o banco de sementes, as espécies predominantes e os mecanismos de ação utilizados ao longo das safras.
Qual é o impacto das plantas daninhas sobre a produtividade da soja?
O potencial de perda depende de fatores como espécie, densidade, época de emergência, distribuição na área e capacidade competitiva da planta daninha.
Por isso, mesmo populações aparentemente baixas podem representar um problema quando ocorrem em momentos críticos para a cultura.
- Buva: a presença de uma planta por metro quadrado pode reduzir em até 14% a produtividade da soja;
- Pé-de-galinha: uma planta por metro quadrado pode representar perdas de até 15 sacas por hectare;
- Caruru: uma planta por metro quadrado pode causar perdas de até 14 sacas por hectare, com impactos ainda maiores em situações de infestação severa.
Esses números ajudam a dimensionar por que o controle não deve ser encarado apenas como uma operação de limpeza da lavoura.
O objetivo é reduzir a matocompetição e preservar o potencial produtivo da cultura.
Por que utilizar herbicidas pré-emergentes no manejo da soja?
O herbicida pré-emergente atua antes ou durante a emergência das plantas daninhas, reduzindo o estabelecimento inicial da infestação.
Essa estratégia é especialmente relevante em áreas com elevado banco de sementes ou histórico de espécies de difícil controle.
Ao diminuir o fluxo inicial de plantas daninhas, o pré-emergente ajuda a reduzir a competição durante as primeiras fases de desenvolvimento da soja e pode contribuir para uma melhor condição operacional para as aplicações posteriores.
Outro ponto importante é a diversificação de mecanismos de ação.
A utilização planejada de diferentes mecanismos, associada às demais práticas de manejo, é uma ferramenta importante para reduzir a pressão de seleção exercida pelo uso repetitivo de um mesmo mecanismo.
Convintro® Duo: pré-emergência com dois mecanismos de ação
O Convintro® Duo é uma solução pré-emergente que combina dois ingredientes ativos com mecanismos de ação distintos: diflufenican (DFF) e metribuzin.
Além desses dois ativos importantes, Convintro® Duo possui uma série de atributos importantes, como:
- Combinação de diflufenican e metribuzin;
- Atuação em pré-emergência;
- Diversificação de mecanismos de ação;
- Amplo espectro de controle de plantas daninhas;
- Boa seletividade para a cultura da soja;
- Flexibilidade operacional no planejamento do plantio;
- Perfil adequado para programas que consideram as culturas sucessoras.
Diflufenican: um novo mecanismo para diversificar o manejo
O diflufenican atua na inibição da síntese de carotenóides.
Em plantas sensíveis, essa interferência provoca sintomas característicos, como clorose e esbranquiçamento.
A presença desse mecanismo amplia as possibilidades de diversificação dentro do programa de controle de plantas daninhas, aspecto estratégico em sistemas agrícolas nos quais a resistência aos herbicidas representa um desafio crescente.
Metribuzin: amplo espectro de controle
O metribuzin atua como inibidor do fotossistema II e contribui para ampliar o espectro de controle da formulação.
A combinação dos dois ingredientes ativos permite trabalhar diferentes mecanismos de ação em uma única ferramenta pré-emergente, contribuindo para o manejo de plantas daninhas de folhas largas e estreitas.
XtendiMax® 2: o papel da pós-emergência no manejo de folhas largas
Mesmo com uma estratégia de pré-emergência bem estruturada, novos fluxos de plantas daninhas podem ocorrer ao longo do ciclo da soja.
Por isso, o manejo precisa continuar durante o desenvolvimento da cultura.
É nesse momento que entra o XtendiMax®2, herbicida à base de dicamba utilizado em pós-emergência.
A ferramenta é direcionada ao controle de plantas daninhas de folhas largas e faz parte do sistema associado à tecnologia Intacta 2 Xtend®.
Entre as espécies de difícil controle que podem ser manejadas dentro dessa estratégia estão caruru, buva, losna, picão-preto e corda-de-viola, sempre considerando as recomendações de uso, estádio das plantas e condições adequadas de aplicação.
O que diferencia o XtendiMax®2?
A formulação do XtendiMax®2 incorpora um novo sal desenvolvido para reduzir a volatilidade da molécula de dicamba.
Esse atributo está relacionado ao perfil de aplicação e à necessidade de atenção às boas práticas operacionais durante o manejo.
Assim como ocorre com qualquer herbicida, a qualidade da aplicação depende de diversos fatores, incluindo equipamento, condições meteorológicas, regulagem, tecnologia de aplicação e cumprimento das recomendações presentes no rótulo e na bula.
Convintro® Duo e XtendiMax® 2: como as ferramentas se complementam?
A principal lógica da estratégia está em trabalhar o controle de plantas daninhas em diferentes momentos do ciclo, e não concentrar toda a responsabilidade em uma única aplicação.
De forma simplificada, o programa pode ser compreendido assim:
- Pré-emergência: o Convintro® Duo contribui para reduzir o estabelecimento inicial das plantas daninhas;
- Desenvolvimento da soja: o monitoramento da área permite identificar novos fluxos de infestação;
- Pós-emergência: o XtendiMax®2 pode ser utilizado dentro da estratégia recomendada para o sistema Intacta 2 Xtend®;
- Durante todo o ciclo: o manejo deve considerar monitoramento, rotação e diversificação de mecanismos de ação e boas práticas agrícolas.
Essa abordagem ajuda a transformar o controle de plantas daninhas de uma operação exclusivamente corretiva em uma estratégia planejada de manejo.
Resistência a herbicidas: por que diversificar mecanismos de ação?
A resistência de plantas daninhas a herbicidas é um dos principais desafios para a agricultura moderna.
O uso repetitivo do mesmo mecanismo de ação exerce pressão de seleção sobre as populações, favorecendo a sobrevivência e a multiplicação de indivíduos menos sensíveis.
O manejo da resistência, portanto, não depende de uma única molécula ou produto.
Ele envolve um conjunto de práticas que devem ser adaptadas ao histórico e às características de cada área.
Boas práticas para o manejo de plantas daninhas resistentes
- Conhecer o histórico de infestação da propriedade;
- Identificar corretamente as espécies presentes;
- Monitorar a lavoura antes, durante e após as aplicações;
- Utilizar herbicidas com diferentes mecanismos de ação de forma planejada;
- Considerar o uso de pré-emergentes no programa;
- Evitar que plantas daninhas sobreviventes produzam sementes;
- Realizar aplicações no estádio recomendado;
- Adotar boas práticas de tecnologia de aplicação;
- Integrar métodos químicos, culturais e mecânicos quando aplicável.
Por que o manejo estratégico é diferente do manejo reativo?
O manejo reativo começa quando o problema já está instalado.
Nesse cenário, plantas daninhas maiores, fluxos desuniformes e possíveis casos de resistência podem tornar o controle mais complexo.
Já o manejo estratégico antecipa os principais riscos.
O produtor considera o banco de sementes, o histórico da área, as espécies predominantes, a tecnologia utilizada na soja e as ferramentas disponíveis para cada momento do ciclo.
Essa mudança de abordagem é especialmente importante para espécies como caruru, buva e capim-amargoso, que podem apresentar elevada capacidade competitiva e, em determinadas situações, resistência a mecanismos de ação utilizados tradicionalmente.
Da reação ao planejamento: uma nova forma de manejar a lavoura
O avanço da resistência e a presença de espécies cada vez mais competitivas mostram que o manejo de plantas daninhas na soja precisa ser pensado como um processo contínuo.
Não basta controlar as plantas que já apareceram: é necessário trabalhar para reduzir a pressão de infestação desde o início do ciclo.
Nesse cenário, a integração entre o Convintro® Duo na pré-emergência e o XtendiMax®2 na pós-emergência representa uma estratégia que combina diferentes momentos de controle e mecanismos de ação, contribuindo para um programa mais estruturado.
O próximo passo é adaptar essa estratégia à realidade de cada propriedade, considerando histórico de infestação, espécies presentes, tecnologia utilizada, condições de aplicação e recomendação agronômica.
Quer aprofundar seus conhecimentos sobre o manejo estratégico de plantas daninhas na soja?
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Assista ao episódio completo do Impulso Negócios sobre o assunto e confira os desafios do controle, a importância do planejamento e como integrar diferentes ferramentas para enfrentar plantas daninhas de difícil controle ao longo da safra.