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Psilídeo: por que o manejo das ninfas é decisivo contra o Greening

Entenda como o manejo das ninfas do psilídeo é fundamental para reduzir a disseminação do greening e proteger a produtividade dos pomares cítricos.
13 de agosto de 2026 /// 5 minutos de leitura

O manejo do psilídeo é uma das principais estratégias para reduzir a disseminação do greening (Huanglongbing/HLB), considerada a doença mais destrutiva da citricultura mundial.

Hoje, a recomendação técnica evoluiu: além do controle dos adultos, é fundamental direcionar o manejo para as ninfas, fase em que o inseto apresenta elevada capacidade de adquirir a bactéria causadora da doença e dar continuidade ao ciclo de transmissão.

Essa mudança de estratégia permite atuar antes que novas gerações de psilídeos adultos sejam formadas, protegendo as brotações, reduzindo a pressão populacional da praga e contribuindo para a longevidade produtiva do pomar.

É esse o conceito da iniciativa De Olho na Ninfa, que propõe uma abordagem preventiva baseada no monitoramento e na intervenção no momento mais eficiente do ciclo biológico do inseto.

Por que o greening representa um dos maiores desafios da citricultura?


O greening dos citros é uma doença bacteriana transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri. Após a infecção, a bactéria compromete o sistema vascular da planta, dificultando o transporte de água e nutrientes.

Entre os principais impactos do greening estão:

  • Redução da produtividade;
  • Frutos menores e de menor qualidade;
  • Desuniformidade de produção;
  • Enfraquecimento progressivo das plantas;
  • Redução da vida útil do pomar.

Por não existir cura para plantas infectadas, a prevenção continua sendo uma das ferramentas mais importantes para reduzir a disseminação da doença.

Por que controlar apenas os adultos do psilídeo não é suficiente?


Durante muitos anos, o monitoramento concentrou-se principalmente na presença de adultos, utilizando armadilhas e observações de campo.

Embora esse acompanhamento continue sendo importante, ele representa apenas parte da estratégia.

Quando o manejo ocorre somente após a visualização dos insetos adultos, milhares de ovos e ninfas podem permanecer protegidos nas brotações jovens da planta.

Em poucos dias, esses indivíduos completam seu desenvolvimento, originando uma nova geração de psilídeos capazes de continuar disseminando o greening pelo pomar.

Por isso, controlar apenas os adultos pode reduzir momentaneamente a população, mas não interrompe completamente o ciclo biológico da praga.

Por que a fase de ninfa é considerada estratégica?


As brotações novas dos citros funcionam como o principal ambiente de desenvolvimento do psilídeo.

É nesses tecidos jovens que as fêmeas depositam seus ovos e onde as ninfas permanecem alimentando-se intensamente.

Direcionar o manejo para essa fase oferece importantes vantagens agronômicas.

Maior potencial de aquisição da bactéria

Estudos e observações de campo indicam que as ninfas apresentam elevada capacidade de adquirir a bactéria Candidatus Liberibacter spp. durante sua alimentação em plantas infectadas.

Ao se tornarem adultos, esses insetos passam a ser capazes de transmitir a doença para novas plantas.

Interrupção da renovação populacional

Ao eliminar as formas jovens antes que atinjam a fase adulta, reduz-se significativamente o surgimento de novas gerações de insetos vetores.

Menor pressão da praga ao longo da safra

Quando o controle ocorre de maneira preventiva nas brotações, a população do psilídeo tende a permanecer em níveis mais baixos durante o ciclo produtivo.

O conceito "De Olho na Ninfa": prevenção no momento certo


O conceito "De Olho na Ninfa" propõe uma mudança importante na rotina de monitoramento da citricultura.

Em vez de concentrar toda a atenção apenas nos adultos capturados em armadilhas, a estratégia passa a priorizar a observação das brotações em busca de ovos e ninfas.

Na prática, o manejo envolve:

  • Monitorar constantemente os fluxos vegetativos;
  • Inspecionar folhas jovens e brotações recém-formadas;
  • Identificar precocemente ovos e ninfas;
  • Realizar a intervenção no momento adequado;
  • Reduzir a formação de novas gerações do inseto.

Essa abordagem torna o manejo mais preventivo e eficiente, reduzindo a possibilidade de disseminação do greening.

Sivanto® Prime: tecnologia para proteção das brotações


Dentro dessa estratégia, a escolha da ferramenta de manejo também faz diferença.

O Sivanto® Prime, formulado com o ingrediente ativo Flupiradifurona, foi desenvolvido para atuar no controle do psilídeo durante os fluxos vegetativos, oferecendo características importantes para o manejo da citricultura.

Ação sistêmica e translaminar

Após a aplicação, o produto é absorvido pelos tecidos vegetais e acompanha o crescimento das novas brotações, protegendo justamente as regiões preferidas pelas ninfas.

Controle eficiente das formas jovens

O Sivanto® Prime apresenta ação por contato e ingestão sobre as ninfas, favorecendo sua rápida mortalidade e reduzindo a continuidade do ciclo da praga.

Cessação rápida da alimentação

Outro diferencial é o rápido bloqueio da alimentação do inseto após contato com o produto. Esse efeito reduz as oportunidades de aquisição e inoculação da bactéria responsável pelo greening.

Compatibilidade com o manejo integrado

O produto apresenta seletividade para importantes inimigos naturais presentes nos pomares, contribuindo para estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Monitoramento: a base para decisões mais assertivas


Independentemente da ferramenta utilizada, o sucesso do manejo depende diretamente da qualidade do monitoramento.

Os períodos de emissão de brotações representam momentos críticos e devem receber atenção especial das equipes técnicas.

Uma rotina eficiente de monitoramento inclui:

  • Acompanhamento frequente dos fluxos vegetativos;
  • Inspeção detalhada das brotações novas;
  • Registro da presença de ovos, ninfas e adultos;
  • Tomada de decisão baseada no momento correto de intervenção;
  • Integração com outras práticas de manejo fitossanitário.

Manejo integrado aumenta a proteção do pomar


O controle do greening exige uma abordagem integrada.

O manejo das ninfas deve ser associado a outras práticas importantes para reduzir a pressão da doença ao longo do tempo.

Entre elas estão:

  • Monitoramento constante da área;
  • Controle do vetor durante os fluxos vegetativos;
  • Eliminação de plantas sintomáticas conforme orientação técnica;
  • Integração com programas de controle biológico;
  • Planejamento fitossanitário contínuo.

Quando essas medidas são realizadas de forma coordenada, aumentam as chances de preservar a produtividade e prolongar a vida útil do pomar.

Proteger as brotações é proteger a longevidade do pomar


O combate ao greening exige decisões tomadas no momento certo.

Direcionar o manejo para as ninfas representa uma evolução importante na estratégia de controle do psilídeo, permitindo interromper seu ciclo biológico antes da formação de novos adultos transmissores.

Aliando monitoramento dos fluxos vegetativos, intervenções preventivas e tecnologias como o Sivanto® Prime, o citricultor fortalece a proteção das brotações, reduz a pressão da praga e cria condições para preservar a longevidade e a produtividade do pomar.

Quer conhecer mais sobre o conceito De Olho na Ninfa e as estratégias de manejo integrado de pragas para proteger sua citricultura?

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