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Milho

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O Brasil detém atualmente a terceira maior produção mundial de milho. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estimativas da safra 2018/19 apontam uma recuperação na produção brasileira, ficando próxima aos 100 milhões de toneladas do grão, um aumento de 22% referente ao período anterior. Ao longo das últimas safras, tivemos incrementos significativos em produtividade da cultura do milho, registrando em torno de 6,8% ao ano.

Essa evolução está alicerçada no melhoramento genético, na introdução de biotecnologias e na otimização de práticas de manejo, principalmente na produção em clima tropical. No Brasil, o milho é cultivado em duas épocas de semeadura, sendo que o milho de segunda época, ou também chamado milho de 2ª safra, representou mais de 70% da área e 73,4% da produção nacional (Conab, 2019).

O milho é a base energética de rações para aves, suínos e bovinos, no processo de produção de carnes, destinadas à alimentação humana. Somente uma parcela menor do volume produzido de milho é utilizada diretamente na dieta humana, como farinhas, óleos, adoçantes, macarrão e biscoitos, entre outros alimentos em que o milho é componente. Como cultura, o milho possui excelente encaixe pensando em sistema de produção. O milho tem papel fundamental para a nossa rotação de culturas, pois produz uma grande quantidade de palha que auxilia na proteção do solo, na manutenção da umidade, na reciclagem de nutrientes e no incremento de matéria orgânica no solo.

O milho é uma cultura extremamente técnica. No entanto, muitos produtores optam pela cultura apenas em cenários favoráveis de preço. A decisão baseada apenas no preço de comercialização, é, muitas vezes, imprecisa e ineficiente, isto porque, entre a implantação da cultura e a colheita, muitas mudanças podem acontecer e trazer grandes frustrações. A estratégia da rotação com milho deve ir muito além da análise de preços, já que para um bom planejamento é necessário levar em conta todos os benefícios que o cereal pode trazer para o sistema produtivo das propriedades e para a sustentabilidade do sistema. Na visão técnica, milho e soja, ou milho e algodão, devem andar juntos. A quebra de ciclo de patógenos, o uso de diferentes grupos químicos de herbicidas, a diferença da exploração radicular, e a produção de biomassa são fatores que melhoram o controle de doenças, plantas daninhas, e pragas, além de incrementar a fertilidade do solo, tornando a atividade mais sustentável. O milho tem também papel fundamental na diluição dos custos fixos das fazendas, principalmente quando cultivado em segunda safra.

Atualmente, existem híbridos que apresentam alto potencial produtivo, o que permite ao produtor boa rentabilidade em relação à soja. A escolha de híbridos é uma etapa crítica do planejamento, e esta deve ser embasada confrontando informações das áreas, clima e problemas fitossanitários para escolha de materiais que contenham características desejáveis frente a essas informações. Os manejos a serem adotados dependem da expectativa de produção para cada lavoura e do monitoramento de pragas e doenças, o qual é fundamental dentro do conceito de manejo integrado, que possibilita direcionar esforços e realizar os manejos de forma mais eficiente e racional. Como a expectativa normalmente tem sido alta, os produtores têm utilizado sementes de alto investimento, com biotecnologias embarcadas e tem havido grande preocupação na proteção do potencial produtivo com utilização de fertilizantes, herbicidas, inseticidas e fungicidas.

O milho é uma cultura que responde em tecnologia e manejo. Os desafios fitossanitários têm exigido cada vez mais cuidados e capacitação técnica para um eficiente controle. Primeiramente, o tratamento de sementes tem papel fundamental na proteção da semente, mesmo quando utilizamos a tecnologia Bt. O monitoramento constante é fundamental para recomendação de aplicação de inseticidas foliares, mesmo no caso de lagartas em híbridos Bt, devido a alguns casos de menor eficácia das tecnologias contra Spodoptera frugiperda, por exemplo. O avanço na adoção de híbridos mais produtivos normalmente é acompanhado de uma maior resposta à utilização de fungicidas. Assim, os produtores que pensam em altas produtividades precisam necessariamente considerar as aplicações de fungicidas nas suas lavouras. No manejo de plantas daninhas, precisamos entender e ver o sistema como um todo. O sistema de soja e milho se torna muito favorável nesse caso, pois permite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação, beneficiando o sistema e reduzindo os riscos com resistência.

 

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