As melhores práticas no uso e manejo de defensivos agrícolas
Descubra as melhores práticas para o uso seguro e eficaz de defensivos agrícolas, com foco em manejo sustentável e produtividade no campo.Você sabe quais são as melhores práticas no uso e manejo dos defensivos agrícolas?
No Impulso Negócios desta semana, vamos apresentar quatro principais cuidados que você deve ter na hora de aplicar defensivos agrícolas na sua lavoura, entregando eficiência e confiança, em linha com as boas práticas e com a tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas Bayer.
Confira abaixo, as cinco boas práticas para a hora de aplicar defensivos agrícolas.
1. Sempre utilize EPIs
Os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) são obrigatórios para todos que trabalham e têm contato com defensivos agrícolas, destaca Adriana Ricci, gerente Bayer que faz a gestão responsável e ética dos produtos de proteção de cultivos. Ela reforça que o não uso dos equipamentos é um assunto sério, pois expõe o aplicador ao produto.
"O EPI é necessário para mitigar o risco de exposição ao agente químico, produto que foi aprovado pela Anvisa para ser utilizado, e é seguro com os usos dos EPIs recomendados na bula do produto. O não uso do EPI pode causar sérios danos à sua saúde", afirma Adriana.
Além disso, o uso inadequado ou a ausência de EPIs pode acarretar multas, interdições, processos judiciais e até demissão por justa causa.
Os principais equipamentos de proteção individual utilizados no campo são:
- Touca árabe
- Óculos de proteção
- Avental
- Botas
- Macacão
- Máscara
- Luvas
É recomendável consultar a bula de cada produto para conferir as orientações específicas e identificar quais EPIs são mais adequados a cada tipo de defensivo agrícola.
Vale lembrar ainda que, no agronegócio, é indispensável treinamento adequado para o manuseio de defensivos agrícolas. Também é importante observar a classificação toxicológica de cada produto e seguir corretamente a tabela de aplicação de defensivos agrícolas, quando disponível.
Marcos Martins, engenheiro-agrônomo do Grupo Iberá, reforça que os EPIs são fundamentais para preservar a vida e evitar acidentes que possam ocorrer no campo.
2. Fique atento à dosagem e ao preparo da calda de pulverização
O cálculo correto da dose de defensivos agrícolas é essencial para evitar danos à lavoura e prejuízos econômicos. Utilizar doses fora das faixas indicadas em bula pode favorecer a resistência de pragas e doenças, além de aumentar a tolerância de plantas daninhas.
Com isso, o produto tende a perder eficiência de controle ao longo do tempo. Por isso, siga sempre as recomendações da bula, levando em consideração a cultura, o alvo biológico e as condições específicas para o tratamento.
Para proporcionar mais segurança na pulverização, o Impulso Bayer conta com a Aplitech, um serviço de manejo inteligente de defensivos agrícolas, que apoia o produtor em cinco frentes:
- na definição do uso correto de EPIs;
- no descarte e na destinação adequada de embalagens;
- na escolha das pontas de pulverização;
- nos cálculos de eficiência operacional; e
- na qualidade e uso racional dos defensivos agrícolas.
3. Transporte, armazenamento e manuseio de defensivos agrícolas
Pensando na logística, é fundamental verificar as legislações estaduais e municipais para o transporte de produtos perigosos.
Dependendo da classificação do produto, pode ser necessário que o motorista possua uma certificação específica, conforme as normas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O transporte deve ser realizado sempre com nota fiscal e documentação de segurança dos produtos.
Para o armazenamento, é obrigatório seguir as normas técnicas:
- os defensivos agrícolas devem ser guardados em locais exclusivos para essa finalidade;
- os armazéns devem ter boa iluminação, ventilação adequada, piso impermeável e estar afastados de cursos d’água, residências e alimentos.
Além disso, os produtos devem ser organizados com os rótulos visíveis, em suas embalagens originais, nunca em recipientes improvisados. Mantenha sempre um kit de emergência disponível para conter vazamentos ou incidentes.
No manuseio, além do uso correto de EPIs, todos os trabalhadores devem receber treinamento adequado sobre o que são defensivos agrícolas, seus riscos e a forma segura de aplicação, em alinhamento com a tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas. Deve haver, também, um telefone de fácil acesso para contatos emergenciais.
Nessa etapa, é essencial atenção para identificar possíveis defensivos falsificados. Para não cair em armadilhas, siga as recomendações abaixo:
- Verifique se o lacre não está violado ou alterado;
- Confira se o rótulo está bem fixado, em português e com informações legíveis;
- Observe as datas de fabricação e validade;
- Rejeite produtos não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA);
- Confirme no rótulo o nome do fabricante e os dados do órgão registrante;
- Compre apenas em canais de confiança, como uma loja de defensivos agrícolas regularizada ou diretamente com o fabricante;
- Desconfie de preços muito abaixo da média de mercado;
- Exija sempre Nota Fiscal e Receituário Agronômico;
- Denuncie qualquer suspeita de ilegalidade às autoridades brasileiras pelo Disque-Denúncia: 0800 940 7030.
4. A importância de identificar pragas e doenças presentes em suas lavouras
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), as principais pragas que atacam lavouras de soja, milho e algodão no Brasil podem causar perdas médias de produtividade entre 9,5% e 40% quando não são devidamente controladas.
Por isso, identificar corretamente as pragas e doenças na lavoura é fundamental para:
- reduzir custos de aplicação;
- aumentar a precisão na escolha do produto;
- ajustar a dose e a necessidade de intervenção, evitando aplicações desnecessárias;
- minimizar perdas e danos à lavoura.
Em outras palavras, é importante contar com acompanhamento técnico desde o plantio até a colheita e escolher produtos com qualidade comprovada.
Após a identificação da praga e a definição do produto adequado, o uso de tecnologias como o FieldView™ contribui para otimizar a operação. Essa ferramenta gera mapas de calor e imagens sobre os talhões, encaminha ao produtor notificações automáticas periodicamente, evidenciados talhões com maior variabilidade de desenvolvimento e que precisam ser monitorados de forma prioritária.
Nos locais de infestação, é possível fazer marcações georreferenciadas, registrar anotações e armazenar fotos em campo. João Arruda, Representante Técnico de Vendas Bayer e especialista em Climate FieldView™, explica que a ferramenta permite ao agricultor avaliar a qualidade da aplicação em função das condições agronômicas e climáticas, fazendo a gestão da pulverização e a melhor utilização dos recursos.
O agricultor pode acompanhar a velocidade de pulverização, a área restante para concluir o talhão, a estabilidade da aplicação, possíveis variações por bico ou sessão e se a vazão está adequada. "Às vezes, o agricultor investe muito, coloca um produto de alta qualidade e até faz um monitoramento muito bom da praga, mas perde muito na qualidade dessa aplicação", acrescenta João Arruda.
5. Os cuidados que devem ser tomados após a aplicação dos defensivos agrícolas
Nesta etapa, é fundamental sinalizar a área tratada com os dizeres "Proibida a entrada" até o final do período de reentrada, evitando ao máximo o contato com a área. Observe atentamente os intervalos de segurança para reentrada, de acordo com as recomendações descritas na bula do produto.
Imediatamente após a aplicação, lave as roupas, os EPIs e tome banho. Não reutilize embalagens vazias e faça o descarte em local apropriado. Lave e faça a manutenção adequada dos equipamentos de aplicação.
Essas são recomendações importantes que devem ser seguidas após o uso dos EPIs.
Além disso, e acordo com Adriana Ricci, existe uma sequência lógica para a retirada dos EPIs, a fim de evitar a contaminação do aplicador. A ordem indicada é:
- Lavar as mãos com as luvas;
- Tirar a touca árabe;
- Tirar a viseira;
- Tirar o avental;
- Tirar o jaleco;
- Tirar as botas;
- Tirar as calças;
- Tirar as luvas;
- E, por último, retirar os respiradores.
Depois disso, o aplicador deve tomar banho com água e sabão em abundância. Também é importante lavar todos os EPIs separadamente, sem misturá-los com as roupas da família.
"Lembrando que a hidro-repelência do macacão, da calça ou do jaleco é reativada se você passar a ferro, e ela é super importante para garantir sua segurança", finaliza Adriana.