Herbicidas residuais diminuem a necessidade de repasse no canavial
Eliminar a necessidade de repasse reflete em redução de custos e pode agregar em maior rentabilidade ao produtor ruralCom a expansão da cultura da cana-de-açúcar para grandes áreas, surgiu a necessidade de realizar o controle de plantas daninhas em diferentes épocas do ano, de forma a não sobrecarregar as aplicações em um único período. Atualmente, são feitas aplicações de herbicidas residuais tanto no período seco quanto no chuvoso, e isso pode trazer benefícios não só pelo aproveitamento das máquinas, mas devido aos incrementos de controle das plantas daninhas.
Entre as principais plantas daninhas presentes nos canaviais brasileiros estão espécies como capim-colonião (Panicum maximum), capim-amargoso (Digitaria insularis), corda-de-viola (Ipomoea spp.) e trapoeraba (Commelina benghalensis), que competem por água, luz e nutrientes e podem comprometer o desenvolvimento inicial da cultura.
No período chuvoso, a eficiência de muitos herbicidas tende a ser favorecida devido à maior disponibilidade de umidade no solo, o que facilita a ativação dos produtos e a absorção pelas plantas daninhas. No entanto, as condições de alta umidade também estimulam a germinação e emergência de novas plantas infestantes, o que exige planejamento estratégico no posicionamento dos herbicidas.
Os herbicidas residuais são ferramentas importantes no manejo de plantas daninhas na cana-de-açúcar, pois permanecem ativos no solo por longos períodos e impedem a germinação de novas plantas infestantes. Essa estratégia ajuda a reduzir a necessidade de repasses, melhora o controle das infestantes e contribui para maior eficiência no manejo do canavial.
Vantagens do uso de herbicidas residuais na lavoura
O uso de herbicidas residuais é uma estratégia importante no manejo de plantas daninhas no canavial, pois cria uma camada de proteção no solo que impede a germinação e o estabelecimento das plantas infestantes por um longo período após a aplicação.
Aplicar herbicidas residuais no período seco tem sido uma prática amplamente utilizada devido às vantagens que essa prática oferece, como a não acumulação de áreas para aplicação no período úmido, redução da necessidade de reaplicações e repasses, otimização de pessoal e maquinário e um maior auxílio no planejamento da safra.
Essa estratégia tem sido cada vez mais adotada em áreas de expansão da cana-de-açúcar, pois permite antecipar o controle de plantas daninhas e reduzir a pressão de infestação durante o período chuvoso, quando a emergência das plantas daninhas costuma ser mais intensa.
Os herbicidas ideais para a época seca são os de ação em pré-emergência e que apresentem residuais longos, de pelo menos 120 a 150 dias. O residual estará atrelado a estabilidade dos herbicidas; quanto menos suscetíveis a fotodegradação e volatilização, melhor. Ao serem retidos pela palha, precisam ser lixiviados para o solo para ficarem ativos contra a emergência das plantas daninhas. Atualmente, existem opções no mercado bastante eficientes para aplicação em cana soca seca, semi seca e semi úmida, podendo entregar residuais superiores a 150 dias e elevar os patamares de controle.
Alguns produtos para época seca são formulados em misturas de herbicidas com diferentes mecanismos de ação, os quais entregam controle satisfatório sobre as principais plantas daninhas dos canaviais, tanto folhas largas como estreitas. Além disso, por apresentarem longos residuais, ajudam a evitar repasses e catações no período chuvoso, e com isso reduzem custos de produção. Os repasses são atividades onerosas, demandam mão-de-obra e tempo; por isso, eliminá-las significa otimização de recursos e maior rentabilidade ao produtor.
A diversificação das estratégias de manejo tem sido fundamental para o produtor produzir mais e melhor. Áreas grandes necessitam de um planejamento mais assertivo e a descentralização das práticas de manejo ao longo do ano contribui nesse sentido.
Herbicidas residuais para o manejo de plantas daninhas na cana-de-açúcar
O uso de herbicidas residuais na cana-de-açúcar é uma estratégia importante para proporcionar o controle prolongado de plantas daninhas e reduzir a necessidade de repasses ao longo do ciclo da cultura. Esses produtos permanecem ativos no solo por mais tempo, impedindo a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas infestantes, o que contribui para manter o canavial limpo e favorecer o desenvolvimento da cultura.
Entre as soluções disponíveis para o manejo de plantas daninhas no canavial, o Alion®, desenvolvido pela Bayer, destaca-se como um herbicida pré-emergente à base de indaziflam, com longo efeito residual no solo. Seu mecanismo de ação atua na inibição da germinação e do crescimento inicial das plantas daninhas, proporcionando controle prolongado e contribuindo para reduzir a pressão de infestação nas áreas cultivadas.
Outra solução utilizada no manejo de plantas daninhas é o Alion Pro®, que também apresenta como base o ingrediente ativo indaziflam e oferece alta estabilidade e persistência no solo, garantindo proteção por longos períodos após a aplicação. Essa característica permite maior flexibilidade no manejo e ajuda a reduzir a necessidade de reaplicações, favorecendo o planejamento operacional das áreas de produção.
Já o Provence Total® combina dois ingredientes ativos, indaziflam e isoxaflutole, oferecendo duplo mecanismo de ação no controle de plantas daninhas na cana-de-açúcar. Essa combinação amplia o espectro de controle sobre gramíneas e plantas de folhas largas e proporciona residual prolongado, podendo superar 150 dias de controle. O produto é indicado para aplicações em cana soca seca, semi-seca e semi-úmida, contribuindo para manter o canavial livre de infestação por mais tempo e reduzir a necessidade de intervenções adicionais.
O planejamento do manejo de plantas daninhas também pode ser aprimorado com o uso de ferramentas de agricultura digital. Soluções desenvolvidas pela Bayer permitem integrar informações da lavoura, histórico de manejo e dados agronômicos, auxiliando na tomada de decisão sobre o momento ideal de aplicação e na escolha das melhores estratégias de controle. Com o uso dessas tecnologias, o produtor consegue otimizar o posicionamento de herbicidas residuais e aumentar a eficiência do manejo no canavial.