Passos para um manejo químico correto do bicho mineiro no cafeeiro
A aplicação de inseticidas precisa ser estratégica e técnica para aumentar eficiência e reduzir custosO manejo do bicho-mineiro do cafeeiro (Leucoptera coffeella) é fundamental para preservar o enfolhamento das plantas e manter o potencial produtivo da lavoura. Essa praga é considerada uma das mais importantes da cafeicultura brasileira, podendo causar desfolha intensa e reduzir a produtividade quando não manejada corretamente.
O início das infestações varia conforme a região e condições climáticas. As infestações começam após a emergência de adultos, que ocorrem a partir de crisálidas sobreviventes em diapausa, que permanecem na face inferior das folhas ou nos restos culturais.
O ataque do bicho-mineiro ocorre quando as larvas se alimentam do interior das folhas, formando galerias que reduzem a área fotossintética da planta. Em casos de alta infestação, pode ocorrer intensa desfolha do cafeeiro, comprometendo o enchimento dos grãos e reduzindo a produtividade da lavoura.
Como o ciclo de desenvolvimento da praga possui dependência das condições de clima, para a definição da ocorrência da emergência dos adultos, o monitoramento é fundamental.
A emergência dos adultos costuma ocorrer entre os meses de março e abril, variando de acordo com as condições climáticas de cada região produtora. Temperaturas elevadas e períodos secos favorecem o desenvolvimento da praga e podem acelerar seu ciclo biológico
A emergência se dá, comumente, no mês de março ou início de abril. A partir desse período, o primeiro ciclo da praga tem início, com o acasalamento de machos e fêmeas, e a postura de ovos de maneira dispersa na página superior das folhas.
Para um controle eficiente do bicho-mineiro ao longo do ano, é fundamental o controle do primeiro ciclo da praga. Assim, é possível evitar que novos ciclos ocorram e que a cultura se mantenha livre da praga durante a fase de colheita e pré-florada.
O manejo do bicho-mineiro deve ser realizado dentro de uma estratégia de Manejo Integrado de Pragas (MIP), que combina monitoramento da lavoura, uso de produtos eficientes e aplicação no momento correto para evitar o aumento populacional da praga.
Monitoramento e estratégias para o controle do bicho-mineiro no cafeeiro
O monitoramento da praga deve ser realizado periodicamente por meio da avaliação da presença de minas nas folhas e da observação de adultos na lavoura. Essa prática permite identificar o início das infestações e definir o momento correto para a adoção das estratégias de controle.
1. Controle preventivo da praga
O controle normalmente tem início nos meses de novembro ou dezembro, pela aplicação preventiva de inseticidas sistêmicos, via “drench” ou água da irrigação, diretamente no solo.
Essa estratégia permite que o inseticida seja absorvido pelas raízes e translocado para a parte aérea, protegendo as folhas contra o ataque das larvas do bicho-mineiro.
2. Reforço do controle preventivo da praga
Uma nova aplicação de inseticida sistêmico, via solo ou água de irrigação, pode ser realizada em janeiro/fevereiro. O efeito do inseticida sistêmico aplicado via solo tem início, aproximadamente, trinta dias após a aplicação. É importante, nesse caso, que o cafezal esteja livre da praga antes desse período.
3. Aplicação em parte aérea para zerar a população
Em algumas regiões, devido à ocorrência de períodos secos (veranicos) no mês de janeiro ou fevereiro, poderão ocorrer infestações antecipadas do bicho-mineiro, antes ou após a aplicação via solo. Nesse caso é recomendável a pulverização de inseticidas na parte aérea para o controle, visando reduzir a população da praga na folhagem. É importante que o cafezal esteja livre da praga antes da aplicação de solo com o inseticida sistêmico.
4. Proteção continuada pela aplicação em parte aérea
O início de aplicações na parte aérea, principalmente no terço superior das plantas, vai depender do monitoramento da praga. Atingido o nível de controle, os inseticidas deverão ser aplicados. Durante o desenvolvimento dos frutos, o controle deverá ser realizado com pulverizações em parte aérea. O efeito residual das aplicações de solo pode sofrer alterações de acordo com o clima. Se o residual for menor, as aplicações na parte aérea deverão iniciar antes de acordo com o monitoramento, que deve ser feito sistematicamente para auxiliar na decisão de retomar o processo.
A agricultura digital também tem se tornado uma aliada importante no manejo do bicho-mineiro do cafeeiro. Ferramentas digitais permitem registrar monitoramentos, analisar históricos de ocorrência da praga e apoiar decisões agronômicas com base em dados. Dessa forma, o produtor consegue identificar áreas com maior risco de infestação, ajustar o momento de aplicação de inseticidas e aumentar a eficiência das estratégias de manejo.
Manejo químico do bicho-mineiro com Sivanto® Prime
O uso de inseticidas eficientes é uma das principais ferramentas no manejo do bicho-mineiro do cafeeiro, especialmente quando o monitoramento da lavoura indica aumento da população da praga. Nesse contexto, o Sivanto® Prime , desenvolvido pela Bayer, é uma solução que se destaca pelo controle eficaz de insetos sugadores e mineradores.