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Veja as condições favoráveis para ramulária no algodão

A mancha de ramulária teve seu status alterado de doença secundária para uma das principais doenças da atualidade no algodoeiro.

Data

11 março 2019

Produto

Localização

São Paulo - SP

A ramulária, também chamada de mancha de ramulária, mancha branca ou falso-oídio é causada pelo fungo Ramularia areola, que está presente em praticamente todas as regiões produtoras de algodão do mundo. No Brasil, há alguns anos, essa doença costumava ocorrer no final do ciclo da cultura, implicando em pequenas perdas econômicas. Atualmente, a ramulária é considerada a principal doença do algodoeiro no país, podendo provocar uma redução de até 35% na produtividade.

Figura 1. Mancha de ramulária (Ramularia areola) em algodão. Foto: (N. Tormen – Phytus Group)

1. Quais os fatores que contribuem para essa mudança de “status” da doença?

  • Aumento nas áreas de plantio com monocultivo de algodão, sem a utilização da rotação de culturas;
  • Ocorrência de condições climáticas favoráveis à doença;
  • Uso de cultivares altamente suscetíveis ao fungo;
  • Má destruição da soqueira do algodão;
  • Alta capacidade de reprodução e disseminação do fungo.

2. Quais as condições de clima favoráveis?

Noites úmidas, com intenso molhamento foliar e temperaturas amenas, seguido de dias secos com temperaturas elevadas são condições bastante favoráveis para a doença.

3. Quando a doença tem iniciado nas lavouras?

Em muitas regiões a ramulária tem iniciado a partir do sombreamento das folhas inferiores, por volta de 40 dias após a emergência. Mas isso não é regra! Em algumas regiões, como Oeste baiano e Meio-Norte mato-grossense, há relatos da ramulária ocorrendo de maneira muito precoce, com sintomas iniciais já em folhas cotiledonares e unifoliadas, cerca de 15 a 20 dias após a emergência.

4. O monitoramento da doença é importante?

Muito! Devido à ocorrência cada vez mais precoce da doença nas lavouras, o monitoramento deverá ser iniciado cedo. Os fungicidas devem ser aplicados ou preventivamente ou no máximo na detecção dos primeiros sintomas, para que a eficácia seja elevada e não possibilite a evolução da doença. A dispersão do patógeno é bastante rápida e perdas significativas podem ocorrer se o controle não for adotado em tempo hábil.

5. Quais os principais desafios no uso de fungicidas?

  • Início das aplicações no momento certo, com o mínimo de doença possível;
  • Utilizar intervalos adequados entre aplicações, que garantam sobreposição do residual dos fungicidas. O monitoramento deverá ser mantido após as aplicações, pois se a elevada esporulação do fungo for detectada, poderá justificar ajustes no programa de controle;
  • É importante a seleção de fungicidas eficientes e utilizados no momento certo;
  • Rotacionar fungicidas com diferentes mecanismos de ação para aumentar o controle e reduzir riscos com resistência;
  • Seguir as recomendações do fabricante quanto à dose e utilização de óleo junto aos fungicidas.

6. Quais outras estratégias devem ser adotadas no Manejo Integrado?

  • Rotação de culturas;
  • Controle e/ou destruição da soqueira;
  • Uso de cultivares resistentes.
Figura 2. Plantas de algodão com elevada sanidade, fator primordial para elevadas produtividades. (Foto: N. Tormen – Phytus Group)

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