Complexo de doenças fúngicas na soja: como prevenir e controlar?
O avanço das doenças fúngicas é um dos maiores desafios para a cultura. Saiba como identificar, manejar e proteger sua plantação.O avanço das doenças fúngicas na soja na soja é hoje um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores brasileiros. Estudos indicam que o complexo de doenças fúngicas pode reduzir a produtividade em até 80%, comprometendo o potencial da lavoura e afetando diretamente a rentabilidade do agricultor.
Em um cenário de clima instável e janelas de plantio mais curtas, compreender quais são as doenças fúngicas mais relevantes e adotar um manejo eficiente, torna-se fundamental para proteger a produtividade da safra.
Como as doenças fúngicas da soja se comportam?
A soja está exposta a um amplo conjunto de doenças fúngicas, muitas delas favorecidas por condições climáticas específicas. Umidade elevada, temperaturas altas e longos períodos de molhamento foliar criam o ambiente ideal para a proliferação de fungos.
Além disso, a incidência varia entre safras, regiões e épocas de semeadura, o que exige atenção constante e um manejo ajustado à realidade de cada propriedade. A Embrapa já catalogou cerca de 40 doenças na cultura, em sua maioria de origem fúngica.
Entre as principais doenças fúngicas estão: ferrugem-asiática, manchas foliares, mofo-branco, antracnose, podridões radiculares e oídio. Cada uma apresenta comportamento, velocidade de avanço e agressividade próprios, por isso, a identificação correta é indispensável.
Como identificar as doenças fúngicas?
Um manejo eficiente começa pela observação criteriosa da lavoura. Reconhecer precocemente os sintomas e entender o ciclo das doenças fúngicas permite agir no momento correto, evitando que os patógenos se espalhem rapidamente.
Principais sinais de alerta na lavoura:
• desfolha precoce;
• folhas manchadas, amareladas ou com pontos escuros;
• hastes com áreas necrosadas;
• vagens com manchas;
• murchas, queda de folhas e falhas no desenvolvimento das plantas.
Períodos com temperaturas elevadas e chuvas frequentes merecem atenção redobrada, pois favorecem o desenvolvimento e a disseminação dos fungos.
10 práticas de manejo para reduzir o impacto de doenças fúngicas
O manejo integrado segue como a estratégia mais eficiente para proteger a lavoura. A combinação de boas práticas culturais com o uso correto de fungicidas aumenta a segurança do produtor e contribui para a sustentabilidade do sistema produtivo diante das doenças fúngicas.
Confira as principais recomendações:
1. Monitoramento frequente da lavoura para detecção precoce das doenças.
2. Tratamento de semente para proteger as fases iniciais de desenvolvimento.
3. Rotação de culturas, reduzindo a permanência de hospedeiros na área.
4. Cumprimento rigoroso do vazio sanitário, limitando fontes de patógenos.
5. Espaçamento adequado entre fileiras, favorecendo a circulação de ar.
6. Manejo de solo com boa estrutura, evitando compactação e permitindo fertilidade equilibrada.
7. Semeadura no início da janela de plantio, reduzindo exposição às condições favoráveis aos fungos.
8. Uso de cultivares resistentes, considerando o histórico de doenças fúngicas na área.
9. Aquisição de sementes certificadas, livres de patógenos.
10. Aplicação estratégica de fungicidas, com rotação de modos de ação (sítio específico e multissítios).
Essas práticas são complementares e, aplicadas em conjunto, reduzem a pressão de inóculo no sistema produtivo, preservando o potencial de rendimento da soja.
Soluções da Bayer que oferecem proteção completa
Para apoiar o produtor no combate às doenças fúngicas, a Bayer dispõe de um dos portfólios mais robustos do mercado. Marcas consagradas nos principais ensaios de rede do Brasil, como Nativo, Nativo Plus, Fox Xpro, Fox Supra, Fox Ultra e Sphere Max, compõem um programa de manejo completo para proteção da lavoura.
Com sete ingredientes ativos e tecnologias desenvolvidas especialmente para diferentes estágios da cultura, o programa de manejo de fungicidas da Bayer oferece:
• Controle eficiente do complexo de doenças fúngicas;
• Ação consistente nos períodos mais críticos
• Proteção contínua, dos estágios iniciais ao enchimento de grãos;
• Mais segurança para o produtor atingir altos níveis produtivos.
O uso integrado dessas soluções potencializa o desempenho da lavoura e ajuda a soja a expressar todo o seu potencial, mesmo em safras com alta pressão de doenças.