Preços do café atingem alta histórica!
Entenda os motivos da alta nos preços e confira quais são as perspectivas para o mercado de café brasileiroO mercado segue registrando fortes valorizações no preço do café. Em novembro, a média das cotações apresentou alta de 105,5% para o café robusta e de 74,2% para o café arábica, em comparação ao fechamento do último ano, segundo dados do indicador Cepea/Esalq.
Nesta semana, o robusta alcançou um recorde histórico, com a saca de 60 kg cotada a R$ 1.676,59. Já o arábica chegou a R$ 1.989,64 (valores do dia 25/11), o maior patamar real registrado desde o início da série histórica, em 1998.
A valorização do preço do café robusta é consequência da oferta limitada dessa variedade no Brasil e no Vietnã, outro importante produtor global. No caso do arábica, a produção também é reduzida e grande parte do grão já foi comercializada pelos produtores.
O impacto negativo da seca prolongada sobre a safra 2024/2025 reforça a atenção do mercado para o desenvolvimento da próxima temporada. O estado fragilizado de muitas plantas pode resultar em uma oferta abaixo das expectativas, influenciando o preço do café em tempo real nos próximos meses.
Preço do café: comercialização da safra
Em relação à comercialização do café, o volume de vendas ganhou força nos últimos meses, impulsionado pela necessidade dos produtores em gerar receita para cobrir os custos da colheita. Além disso, a volta das chuvas e as boas floradas também contribuíram para acelerar as negociações, tanto que as exportações atingiram quase cinco milhões de sacas de café em outubro, um volume recorde para o mês, mesmo enfrentando gargalos logísticos.
Por outro lado, a recente alta no preço do café, somada ao bom ritmo de vendas, começou a diminuir a atuação dos vendedores. A valorização no mercado externo, incertezas econômicas, variações do dólar e dúvidas sobre a próxima safra de café no Brasil estão levando os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa.
“São notícias incríveis para o mercado de café. A expectativa de produção brasileira é de 65 a 70 milhões de sacas, e com um bom preço. Se por um lado isso traz impacto negativo para os torrefadores do mercado brasileiro, que podem ter dificuldade de repassar esses preços para o varejo, por outro, temos conseguido colocar esses preços no mercado internacional, com margem até para valores maiores. Portanto, são perspectivas muito boas para um café cada vez mais diferenciado e com valor agregado”, comenta o professor Marcos Fava Neves sobre as projeções para o café.
Giro de notícias
A capacidade de armazenagem agrícola no Brasil registrou crescimento de 5% no primeiro semestre de 2024, atingindo 222,3 milhões de toneladas. Apesar do avanço, a infraestrutura de estocagem ainda é insuficiente para atender à demanda e segue sob risco de um colapso logístico no período pós-colheita.
No cenário internacional, a China reduziu suas importações de milho em 87,7% e as de trigo em 66,2% no mês de outubro. Em contrapartida, as compras de soja aumentaram 56,8%. No acumulado do ano, as importações de soja cresceram 11,2%, somando quase 90 milhões de toneladas, o que reforça a preferência crescente do país pelo grão.
Bayer promove o Carbon Science Talks
A Bayer realizou mais uma edição do Carbon Science Talks, reunindo um time de especialistas em inovação e agricultura digital. O evento apresentou conteúdos exclusivos sobre o uso de tecnologias para impulsionar a evolução diária da agricultura, além de discutir as perspectivas presentes e futuras da inteligência artificial no setor. O evento contou, ainda, com vários lançamentos.
Campeões em produtividade no milho
Os campeões do Concurso de Produtividade no Milho foram divulgados nesta semana, no fórum organizado pelo Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap).
Foram premiados os melhores resultados em produtividade para híbridos de milho na safrinha 2024, com destaque para as marcas Sementes Agroceres, Dekalb e Agroeste, que mais uma vez figuraram entre as líderes do ranking.
“Acreditamos que investir em troca de experiência e conhecimento com nossos clientes é fundamental. Nos últimos anos, temos conquistado as primeiras colocações com nossos híbridos e, em 2024, a Bayer foi destaque com o AS 1868 PRO4, o AG 8701 PRO4 e o desde sempre campeão, DKB 360 PRO3, que venceu a categoria sequeiro, com produtividade de 230 sacas por hectare”, contou Marcelo Junqueira, diretor comercial Unidade Cerrados Milho na Bayer.