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Ramulária no algodão: quais as condições favoráveis e como monitorar a doença

A mancha de ramulária teve seu status alterado de doença secundária para uma das principais doenças da atualidade no algodoeiro
11 de março de 2019

A ramulária é causada pelo fungo Ramularia areola, que está presente em praticamente todas as regiões produtoras de algodão do mundo.

No Brasil, há alguns anos, essa doença costumava ocorrer no final do ciclo da cultura, implicando em pequenas perdas econômicas. Atualmente, a ramulária é considerada uma das principais doenças do algodoeiro no Brasil, podendo causar perdas superiores a 30% a 40% na produtividade em condições favoráveis. Segundo a Embrapa, a doença apresenta alta capacidade de disseminação e evolução rápida, exigindo manejo preventivo e contínuo.

Além da redução de produtividade, a ramulária compromete a área fotossintética da planta, podendo afetar o enchimento de maçãs e a qualidade da fibra.

Para entender mais sobre a ramulária no algodoeiro, e o controle e manutenção da doença, continue lendo!

Figura 1. Mancha de ramulária (Ramularia areola) em algodão. Foto: (N. Tormen – Phytus Group)

Quais fatores contribuem para a mudança de “status” da doença?

  • Expansão do cultivo em sistema intensivo e sucessão de culturas

  • Redução da rotação de culturas em algumas regiões produtoras

  • Condições climáticas favoráveis frequentes nas últimas safras

  • Uso de cultivares altamente suscetíveis ao fungo;

  • Má destruição da soqueira do algodão;

  • Alta capacidade de multiplicação e dispersão do patógeno

Quais as condições de clima favoráveis para o aparecimento das ramulária no algodoeiro

A doença é favorecida por alta umidade relativa (>80%), molhamento foliar prolongado e temperaturas entre 20°C e 28°C, condições comuns em diversas regiões produtoras.

Quando a doença tem se iniciado nas lavouras?

Em muitas regiões, a ramulária tem iniciado a partir do sombreamento das folhas inferiores, por volta de 40 dias após a emergência. Mas isso não é regra!

Em situações de alta pressão, a doença pode ocorrer de forma precoce, já entre 15 e 20 dias após a emergência, aumentando significativamente o risco de perdas. Quão importante é o monitoramento da doença.

Monitoramento da ramulária no algodão


O monitoramento da ramulária no algodão é essencial para o sucesso do manejo, permitindo a tomada de decisão no momento correto.

A aplicação de fungicidas deve ser realizada de forma preventiva ou nos primeiros sintomas, obtendo maior eficiência de controle e evitando a rápida evolução da doença.

O uso de ferramentas digitais tem se tornado um grande aliado no manejo de doenças como a ramulária no algodão. Plataformas que integram dados climáticos, histórico da área e monitoramento da lavoura permitem identificar condições favoráveis ao desenvolvimento da doença com maior antecedência, apoiando a tomada de decisão no momento correto. Além disso, essas soluções contribuem para um manejo mais assertivo, com melhor posicionamento de fungicidas, otimização de aplicações e maior eficiência no controle, resultando em redução de custos e maior proteção do potencial produtivo da cultura.

Quais os principais desafios no uso de fungicidas?

  • Iniciar aplicações preventivas ou no início da infecção

  • Manter intervalos que proporcionam sobreposição de residual

  • Rotacionar fungicidas com diferentes mecanismos de ação (FRAC)

  • Evitar aplicações tardias, que reduzem a eficiência de controle

  • Ajustar o programa conforme pressão da doença

Quais outras estratégias devem ser adotadas no manejo integrado?

  • Rotação de culturas;

  • Destruição eficiente da soqueira;

  • Uso de cultivares com maior tolerância.

  • Monitoramento constante da lavoura

  • Aplicação estratégica de fungicidas

Manejo químico da ramulária no algodão


O controle químico é uma das principais ferramentas no manejo da ramulária, devendo ser realizado de forma preventiva e com rotação de mecanismos de ação para alcançar eficiência e sustentabilidade.

Nesse contexto, o uso de fungicidas de alta performance é essencial para proteger o potencial produtivo da lavoura.

Principais soluções

Fox® Xpro

Atua com duplo mecanismo de ação (estrobilurina + triazol), proporcionando ação preventiva e curativa, com excelente controle de ramulária e proteção prolongada da cultura.

Nativo®

Oferece amplo espectro de controle e alta eficiência no manejo de doenças foliares, contribuindo para a sanidade da lavoura.

Sphere® Max

Apresenta ação sistêmica e efeito protetor, sendo uma importante ferramenta dentro do programa de rotação de fungicidas.

Benefícios do manejo químico eficiente

  • Redução da severidade da doença

  • Proteção da área foliar ativa

  • Preservação do potencial produtivo

  • Melhoria da qualidade da fibra

Posicionamento estratégico

  • Iniciar aplicações de forma preventiva ou nos primeiros sintomas

  • Manter intervalos de 14 a 21 dias, conforme pressão da doença

  • Alternar fungicidas com diferentes mecanismos de ação

  • Proporcionar boa cobertura e tecnologia de aplicação

O uso correto dessas ferramentas é fundamental para reduzir perdas e alcançar maior eficiência no controle da ramulária.

O manejo eficiente da ramulária no algodão exige planejamento, monitoramento constante e uso estratégico de fungicidas. A adoção de práticas integradas é fundamental para proteger a produtividade, preservar a qualidade da fibra e obter maior rentabilidade ao produtor.

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