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Três dicas para uma boa colheita de algodão

Para uma boa colheita de algodão, é muito importante realizar boa desfolha, ter uma boa estratégia operacional e saber identificar o momento correto de entrar com maquinário no campo.
12 de agosto de 2019

De acordo com dados recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), o Brasil vem mantendo uma produção superior a 3,5 milhões de toneladas de algodão em pluma, consolidando-se como um dos principais produtores e exportadores globais.

Mas afinal, como aproveitar esse resultado em produtividade da melhor forma? Com certeza uma boa colheita é fator decisivo para que todo o rendimento da lavoura seja rentabilizado.

No entanto, perdas na colheita podem comprometer significativamente a rentabilidade, podendo variar de 5% a mais de 20%, dependendo da eficiência operacional e das condições da lavoura.

Conheça agora três dicas muito importantes para que a colheita do seu algodoeiro seja realizada com sucesso.

Boa desfolha para uma boa colheita de algodão

A 1ª dica é: realize uma boa desfolha para preparar a lavoura para a entrada das colhedoras.

A desfolha é a operação em que são aplicados produtos “desfolhantes e maturadores” no algodoeiro, para provocar a queda das folhas e acelerar a abertura das últimas maçãs fisiologicamente maduras. O objetivo é garantir a abertura mais uniforme dos capulhos, melhor rendimento na colheita e menos contaminantes nas plumas.

Os benefícios da desfolha no manejo da colheita de algodão incluem:

  • Aumento da eficiência da colheita de algodão
    A desfolha proporciona maior uniformidade da lavoura, facilitando o desempenho das colhedoras e reduzindo perdas operacionais.
  • Melhoria da qualidade da fibra do algodão
    A redução da presença de folhas, galhos e impurezas contribui para uma pluma mais limpa e valorizada comercialmente.
  • Redução de impurezas na pluma (trash)
    A eliminação da massa verde diminui a contaminação da fibra, fator determinante para evitar deságios no momento da comercialização.
  • Maior uniformidade na abertura dos capulhos
    A desfolha favorece a maturação homogênea, permitindo uma colheita mais eficiente e com melhor aproveitamento produtivo.
  • Otimização do manejo de colheita do algodão
    Com lavouras mais limpas e uniformes, o produtor consegue planejar melhor a operação e reduzir custos.

Desfolha eficiente com Dropp® Ultra

Para obter uma desfolha uniforme e eficiente no algodoeiro, o uso de soluções específicas é fundamental. Nesse contexto, o Dropp® Ultra se destaca como uma ferramenta estratégica no manejo de colheita do algodão.

O produto atua promovendo a queda uniforme das folhas, facilitando a entrada das colhedoras e contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade da fibra.

Principais características

  • Ação eficiente na abscisão foliar
  • Atuação consistente mesmo em condições variadas de clima
  • Favorece a abertura uniforme dos capulhos

Benefícios para a colheita de algodão

  • Melhoria da qualidade da fibra, com redução de impurezas (trash)
  • Maior eficiência operacional, com lavoura mais limpa e uniforme
  • Redução de perdas na colheita, devido à melhor performance das máquinas
  • Facilidade no beneficiamento, com menor contaminação da pluma

Vantagens no manejo

  • Maior previsibilidade do ponto de colheita
  • Melhor aproveitamento da janela operacional
  • Integração eficiente com maturadores

Posicionamento recomendado

O Dropp® Ultra deve ser aplicado quando a lavoura apresentar entre 60% e 70% dos capulhos abertos, garantindo que as maçãs remanescentes estejam fisiologicamente maduras.

Para melhores resultados, recomenda-se:

  • Aplicação com boa cobertura
  • Condições adequadas de temperatura e umidade
  • Planejamento integrado com maturadores e operação de colheita

O uso correto do desfolhante é decisivo para potencializar a qualidade da fibra e maximizar os resultados da safra.

Adote uma logística adequada para a colheita de algodão


A cada dia de atraso na colheita após a desfolha, podem ocorrer perdas progressivas de peso e qualidade, que podem ultrapassar 1% ao dia, dependendo das condições climáticas.

Sendo assim, a 2ª dica é: o produtor deve iniciar a operação de colheita o mais rápido possível, quando o algodoeiro apresentar 100% dos capulhos abertos.

Nessa época do ano o clima é seco – com baixas probabilidades de chuvas – e o algodão pronto para colher não pode ficar mais tempo que o necessário no campo. Por isso, antes mesmo de realizar a desfolha, é importante ter acesso a uma colhedora e dimensionar a capacidade de colheita do maquinário de acordo com o tamanho de área plantada.

A capacidade operacional varia conforme o tipo de colhedora, podendo atingir:

  • Colhedoras de fuso (picker): 8 a 15 ha/dia
  • Colhedoras de rolo (stripper): 20 a 35 ha/dia

Outro fator determinante no manejo da colheita de algodão é o monitoramento da umidade, que influencia diretamente a qualidade da fibra e o rendimento no beneficiamento.

A 3ª dica é: a colheita deve ser realizada quando a umidade da fibra estiver entre 8% e 12%, faixa ideal para preservar a qualidade e evitar perdas no beneficiamento.

Em situações em que a umidade estiver elevada e não for possível adiar a operação de colheita, o produto (algodão em caroço) não pode ser armazenado no campo por muito tempo e deve ser levado o quanto antes para a secagem, antes do descaroçamento.

Em caso de previsão de chuvas, recomenda-se antecipar a colheita com 80% a 90% dos capulhos abertos, minimizando riscos de deterioração da fibra.

Agora, é só colher o algodão com tecnologia Bollgard® 3 XtendFlex®

Depois dessas dicas, basta observar alguns detalhes e extrair o máximo de produtividade da lavoura. Veja os pontos de atenção:

  • Manejo de plantas daninhas
    Quanto menos massa verde no campo, melhor é o rendimento da colhedora e menor é a contaminação da pluma.

  • Manejo de pragas
    Pragas como pulgão (Aphis gossypii) e mosca-branca (Bemisia tabaci) podem comprometer a qualidade da fibra. O manejo pode ser potencializado com soluções como Sivanto® Prime e Connect®, que auxiliam no controle eficiente dessas pragas.

  • Observar as perdas
    As perdas na colheita geralmente variam entre 5% e 15%, podendo ultrapassar esse nível em situações de falhas operacionais ou condições climáticas adversas.

A colheita é uma das etapas mais decisivas para alcançar a rentabilidade da safra de algodão. A adoção de boas práticas, aliada ao uso de tecnologias e manejo eficiente, é fundamental para preservar a qualidade da fibra, reduzir perdas e maximizar os resultados no campo.

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