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Boas práticas no uso de herbicidas seletivos

Manejo de plantas daninhas em culturas deve ser alterado de maneira constante para evitar ou retardar o aparecimento de resistências.

Data

04 outubro 2018

Produto

Localização

São Paulo - SP

Agricultor deve sempre seguir as recomendações de boas práticas agrícolas

Manejar plantas daninhas é administrar um problema: além da grande eficiência reprodutiva, as plantas daninhas exploram recursos, competindo por água, luz, nutrientes e espaço, liberando substâncias alelopáticas, hospedando pragas e doenças, contaminando o produto final e ainda dificultando as operações na cultura principal, como pulverizações e colheita. Cada planta daninha, aliada a fatores climáticos favoráveis, pode provocar perdas na produtividade. Em termos médios, 30% a 40% de redução da produção agrícola mundial são atribuídos à interferência das plantas daninhas.

Por isso é importante o manejo adequado da produção. Assim, o manejo de plantas daninhas em uma propriedade deve ser levado em consideração em longo prazo, por meio de um sistema integrado de controle de produção que envolva métodos culturais, físicos, mecânicos, químicos, etc. Portanto, é necessário alterar constantemente as práticas normalmente utilizadas para o controle, evitando ou retardando o aparecimento de resistências, destacando-se:

1) Evitar deixar áreas em pousio: 70% a 80% das plantas daninhas que infestarão a próxima cultura de verão são produzidas nesse período;

2) Implantar culturas de inverno que permitam utilizar herbicidas com diferentes modos de ação (seletivos);

3) Implantar culturas de cobertura para plantio direto - solo com boa cobertura vegetal não deixa espaço para as plantas daninhas;

4) Caso a área fique em pousio, realizar manejo de pós-colheita, evitando deixar que as plantas daninhas dominem a área e produzam sementes;

5) Procure rotacionar culturas e herbicidas, principalmente em áreas onde há risco ou já tenha estabelecido algum biótipo resistente;

6) Para culturas tolerantes ao glifosato, realizar corretamente a dessecação pré-plantio e plantar no limpo;

7) Utilizar sempre a dose recomendada no rótulo do herbicida, seguindo as recomendações de bula e as boas práticas agrícolas;

8) Monitoramento após aplicação dos herbicidas: monitorar manchas de plantas daninhas com padrão diferente com problemas de aplicação;

9) Eliminar focos iniciais de resistência - para evitar a produção de sementes;

10) Prevenção da disseminação de sementes por meio do uso de equipamentos limpos e sementes certificadas, entre outros;

11) Sabendo da ocorrência de plantas resistentes em uma lavoura, realizar limpeza dos maquinários após o trabalho de campo.

Para auxiliar neste processo, o produtor rural pode contar com Podium EW, um herbicida seletivo pós-emergente indicado para o controle de gramíneas anuais, como capim carrapicho, capim colchão, capim marmelada, capim pé-de-galinha, capim amargoso, capim braquiária e até milho voluntário. Lembrando que o milho voluntário (ou tiguera) que persiste no campo acaba competindo com a cultura sucessora por água, luz e nutrientes. E este problema ocorre, principalmente, pela dificuldade de eliminar plantas com glifosato. Ou seja, os grãos de milho modificado que sobraram da colheita germinam e se comportam como uma planta daninha para a cultura da soja, por exemplo. E se essas duas culturas tiverem o gene RR, o manejo torna-se mais caro e complicado.

Assim, como Podium EW é absorvido rapidamente pelas folhas e transloca-se para os pontos de crescimento, é possível paralisar o crescimento de plantas daninhas logo após a aplicação (de 1 a 2 dias). O herbicida seletivo torna as folhas das gramíneas amareladas, evoluindo para uma coloração arroxeada, com posterior necrose do tecido foliar. Mais informações no site www.agro.bayer.com.br

Redator: Elfrides Júnior

Foto: Embrapa