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Soja: como posicionar as variedades para obter mais produtividade

21 de fevereiro de 2024

Para posicionar corretamente as variedades de soja e extrair o máximo potencial produtivo das sementes, o primeiro passo é conhecer a sua área de plantio. Para isso, é necessário identificar os pontos de maior ou menor fertilidade e os locais mais suscetíveis ao ataque de pragas e doenças.

Se determinado talhão teve problemas com nematoides nas últimas temporadas, por exemplo, uma cultivar com resistência a essa praga deve ser considerada. O sistema de produção e o nível tecnológico da fazenda também vão influenciar na forma de produzir.

Além disso, conhecer o histórico de chuvas ou temperaturas permite desenvolver padrões climáticos para cada local, de forma a coincidir com os períodos críticos de desenvolvimento da planta. Na fase de enchimento de grãos, é ideal que haja boa disponibilidade de água, alta radiação solar e temperaturas mais amenas.

"A partir disso, o produtor deve definir o grupo de maturidade relativa, que é a duração do ciclo e, principalmente, a fase crítica da cultura da soja, que vai do R3 ao R6. Ou seja, do canivete até próximo da maturação fisiológica, com o período de maior disponibilidade de radiação solar", explica Alencar Junior Zanon, professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

É preciso observar, ainda, se o talhão tem boas condições e é uniforme. Neste caso, as cultivares com maior adaptabilidade são as mais indicadas, pois performam em condições favoráveis, entregando um alto teto produtivo.

Porém, se existir variabilidade no talhão e algumas dificuldades no caminho, a sugestão é utilizar variedades com mais estabilidade por serem mais resistentes a estresses ambientais.

Então, recapitulando o primeiro passo, é crucial estar atento aos seguintes aspectos:

  • Fertilidade do solo
  • Pragas e doenças
  • Sistema de produção
  • Nível tecnológico
  • Históricos de chuvas e temperatura
  • Condições e uniformidade do talhão

Como estabelecer a melhor época de semeadura

A segunda etapa é saber quais são os grupos de maturação relativa que indicam o número de dias que cada cultivar leva para completar seu ciclo, considerando a dinâmica do fotoperíodo e a latitude da região.

Assim, você conseguirá estabelecer a melhor época para a semeadura e planejar o manejo da lavoura de forma mais assertiva e eficiente.

"O produtor deve definir a escolha da cultivar com base na época de semeadura, com o objetivo de ter um ciclo de desenvolvimento de aproximadamente 130 dias, para explorar ao máximo o ambiente produtivo. Com o atraso da época de semeadura, o ciclo da soja fica mais curto, então, deve-se escolher cultivares com GMR mais precoces. Na medida em que a época de semeadura atrasa, aumenta-se o grupo de maturidade relativo", comenta o professor.

Quanto maior o número do grupo, mais próximo a cultivar de soja está da linha do Equador. Nesses locais, os dias são mais curtos, a plantação tem menos luminosidade e o ciclo de desenvolvimento é menor.

Por outro lado, quanto menor a numeração do grupo, mais próximo a cultivar está do polo do planeta, onde há mais luz, o que torna o seu ciclo de vida mais longo.


Considerando as características da cultivar

O terceiro passo é olhar para as características da cultivar de soja, sanidade radicular e aspectos morfológicos como engalhamento, ramificações, peso de 1000 sementes, distância dos entrenós, capacidade de vagens por nó produtivo, hábito de crescimento, porte e arquitetura da planta.

Com Monsoy, você tem acesso a variedades adaptadas para todas as regiões produtoras do Brasil. São mais de 20 variedades posicionadas com a plataforma Intacta2 Xtend®, que traz aos sojicultores as biotecnologias mais avançadas no mercado: Intacta2 Xtend® e Xtend® Biotec.
Trata-se de genética de alta tecnologia e técnicas inovadoras com produtos para o manejo de plantas daninhas.

"Essa é a biotecnologia mais completa atualmente. Ela oferece proteção contra as principais lagartas da cultura da soja, como falsa-medideira, lagarta-das-maçãs e broca-das-axilas, além da tecnologia Xtend®, com resistência ao Dicamba.

Isso permite um manejo muito mais completo de plantas daninhas na cultura da soja, seja para dessecação antecipada ou para utilizar o produto em pré-plantio, no sistema que chamamos de plante/aplique", conclui Gabriel Garms, Líder Comercial Monsoy.