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Quebra na safra de trigo: desafios e impactos no mercado

26 de janeiro de 2024

A safra de trigo 2023/2024 enfrenta vários desafios. No último levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção do cereal foi estimada em pouco mais de 8 milhões de toneladas. Esse número representa uma queda de 0,6% em relação ao que foi divulgado em dezembro. São 2,4 milhões de toneladas a menos ou 23% menor do que o registrado na temporada anterior.

A queda na produção de trigo ocorre mesmo com o aumento na área plantada - de 12,5% -, totalizando quase 3 milhões e meio de hectares. Isso porque a produtividade será, em média, de 2,3 quilos por hectare, ou quase 32% menor.

Os altos volumes de chuvas ocorridos a partir de setembro também favoreceram a incidência de doenças e impactaram a qualidade e produtividade do cereal, principalmente na região Sul, com destaque para Rio Grande do Sul e Paraná, os maiores estados produtores de trigo.

Além disso, o ciclo da cultura foi encurtado por conta da falta de frio e das ondas de calor.

Porém, mesmo com esses impactos, essa deverá ser a segunda maior produção de trigo da história do país, ficando atrás apenas do recorde alcançado na safra passada.

Nos Estados Unidos, o cereal também é impactado por adversidades climáticas. Algumas regiões sofreram com baixas temperaturas e agricultores relataram que a neve não alcançou o nível suficiente para proteger as lavouras.

O professor Marcos Fava Neves comenta a situação da atual safra de trigo.

"O trigo é uma cultura que ainda gera déficit na balança comercial brasileira, mas está a caminho do superávit. Isso vai contribuir para o desenvolvimento de novas áreas, produtividade e variedades. Contudo, nesse momento, o clima não ajudou. Tivemos excesso de chuvas em regiões produtoras do Brasil e nos Estados Unidos. Há também preocupação para o ano que vem, com o aumento da probabilidade de ocorrência do La Niña, que provoca mais seca no Sul, onde o trigo é cultivado."


Giro de notícias

O plantio da safrinha de milho chegou a 5% no Brasil. Um ano atrás, no mesmo período, as operações não chegavam a 1%. Mato Grosso é o estado mais adiantado nas operações, seguido de Paraná e Goiás.

Os produtores de soja do Paraná colheram mais cedo por causa do El Niño. O fenômeno trouxe chuvas irregulares e excesso de calor, antecipando o ciclo da cultura e aumentando a incidência de pragas.

As exportações de frutas atingiram recorde de 1,2 bilhão de dólares em 2023. Um crescimento anual de 26,7%. O volume vendido no exterior aumentou 6%, chegando a mais de um milhão de toneladas.

Vem aí o Show Rural Coopavel

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Destaques do agro para ficar de olho!

Para a próxima semana, o Doutor Agro traz os pontos que os produtores devem acompanhar:

  • Resultados da colheita de soja no Brasil;
  • Antecipação do plantio da segunda safra de milho e algodão;
  • Oferta global de grãos;
  • Possíveis impactos no transporte e logística global, em decorrência de conflitos geopolíticos.