Doenças da soja: como ter eficiência no controle?
Diversas doenças fúngicas afetam o desenvolvimento da cultura da soja. Entenda quais são as melhores estratégias de manejo para enfrentar os desafios relacionados às doenças da soja.Atenção redobrada para o manejo de doenças da soja na safra 2024/2025
A safra 2024/2025 reúne condições propícias ao surgimento de doenças nas lavouras. A previsão de chuvas abundantes e o atraso no início da semeadura ampliam a janela de plantio, criando um ambiente ainda mais favorável ao desenvolvimento das doenças da soja e exigindo manejo da soja mais rigoroso.
Entre as principais doenças da soja, a mais temida pelos produtores é a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi), considerada uma das mais devastadoras da cultura da soja. Quando não controlada adequadamente, pode provocar perdas superiores a 80% na produtividade.
Os primeiros sintomas surgem como pequenas manchas esverdeadas ou amareladas na face inferior das folhas, evoluindo para lesões marrom-avermelhadas que liberam esporos. A infecção acelera a desfolha, reduz a capacidade fotossintética e compromete o rendimento da lavoura.
Manchas foliares podem indicar doenças na soja
Entre as doenças foliares da soja causadas por fungos, três se destacam entre as principais doenças da soja:
- Mancha-alvo (Corynespora cassiicola);
- Mancha-parda ou septoriose (Septoria glycines);
- Cercosporiose (Cercospora spp.).
As perdas provocadas por esse complexo de doenças da soja podem variar de 10% a 35% na produtividade, a depender da severidade e das condições ambientais.
A mancha-alvo costuma ser mais grave no Cerrado, onde a boa distribuição de chuvas e a sucessão de culturas, como o algodão, favorecem sua intensidade. As lesões iniciam como pequenas pontuações pardas com halo amarelado e podem evoluir para grandes manchas circulares castanhas. Em cultivares suscetíveis, pode ocorrer desfolha severa, além de manchas pardo-avermelhadas em hastes e vagens.
Na mancha-parda, os sintomas começam como pontos angulares castanho-avermelhados. Com o avanço da infecção, é comum a presença de halos amarelados ao redor das lesões. Em casos severos, há desfolha e maturação precoce.
A cercosporiose pode afetar todas as partes da planta: folhas, pecíolos, hastes, vagens e sementes. Nas folhas, os sinais mais característicos são pontuações escuras a castanho-avermelhadas.
Como proteger a lavoura de doenças na soja?
O controle químico com fungicidas continua sendo o método mais eficiente para proteger a lavoura contra as principais doenças da soja. A pulverização deve ser realizada com base no monitoramento e no histórico de ocorrência das doenças na lavoura. Além disso, é fundamental adotar a rotação de produtos, considerando os diferentes modos de ação, sítio específico e multissítios, a fim de evitar a resistência dos patógenos.
Para apoiar o produtor nessa etapa, a Bayer oferece soluções com desempenho comprovado em ensaios de rede no Brasil, alinhadas às recomendações de manejo Bayer para soja.
O uso estratégico dos fungicidas Nativo®, Fox® Xpro, Fox® Supra, Nativo® Plus e Sphere Max® proporciona proteção eficaz da lavoura de soja do início ao fim do ciclo, mantendo a pressão das doenças foliares da soja abaixo do nível de dano econômico, especialmente nos momentos cruciais do desenvolvimento da cultura da soja.
“A Bayer possui o programa de manejo de fungicidas para doenças da soja mais completo e robusto do mercado. Ele oferece 8 ingredientes ativos distintos e efetivos, mesmo diante do atual cenário de resistência”, afirma Ximena Vilela, gerente de marketing de fungicidas da Bayer.
O programa recomenda iniciar a aplicação no estádio V4 com Nativo®. Cerca de 25 a 30 dias após a emergência, aplicar Fox® Xpro para proteger as folhas antes do fechamento das entrelinhas. Em seguida, posicionar Fox® Supra após 15 dias, seguido de Nativo® Plus com novo intervalo de 15 dias. Para encerrar o ciclo, Sphere Max® atua como reforço final, ampliando a persistência e a eficácia no manejo das doenças da soja.
“Todos esses produtos são validados pelo Consórcio Antiferrugem. Eles apresentam alta performance e excelente controle de doenças da soja, como ferrugem-asiática, mancha-alvo e podridão das vagens”, completa Ximena.
Estratégias de controle de doenças na soja
Para ampliar a segurança da lavoura e entregar uma proteção mais eficiente contra as principais doenças da soja, é essencial adotar práticas que complementam o manejo da soja. Entre as estratégias recomendadas, destacam-se:
- Cumprimento rigoroso do vazio sanitário;
- Preparo adequado do solo, evitando talhões compactados;
- Manejo nutricional ajustado às necessidades específicas da cultura;
- Rotação de culturas, visando interromper o ciclo de patógenos e dificultar a sobrevivência prolongada de fungos em plantas hospedeiras;
- Aquisição de sementes com procedência e qualidade comprovadas, livres de fungos e outras pragas e doenças da soja;
- Adoção de cultivares resistentes a fungos, conforme o histórico fitossanitário da lavoura;
- Tratamento de sementes com fungicidas;
- Controle eficaz de plantas daninhas, que podem servir de hospedeiras para agentes causadores de doenças da soja;
- Monitoramento constante da lavoura, integrando inspeções de campo e histórico da área.