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Vantagens da área de refúgio na soja

10 de abril de 2024

As plantas com biotecnologia embarcada são um dos pilares para um bom manejo integrado de pragas nas lavouras. A atividade inseticida resultante desse processo se dá pela incorporação de genes da bactéria Bacillus thuringiensis, o que explica o nome Bt, como a tecnologia é popularmente chamada.

Essa bactéria produz um tipo de proteína que é tóxica a alguns insetos e, portanto, reduz a infestação.

Para que essa biotecnologia seja eficaz ao longo do tempo, o plantio da área de refúgio é fundamental. Essa prática consiste no plantio de soja sem proteção contra lagartas, convencional ou apenas com tolerância a herbicidas. Isto é, sem a tecnologia Bt em parte da lavoura.

Além disso, a cultura não-Bt plantada deve ser de porte e ciclo vegetativo similar ao da cultura Bt.

"O produtor deve procurar ter cultivares de ciclos parecidos de soja Bt e soja refúgio, plantadas na mesma época, para que o desenvolvimento do campo seja parelho. Elas têm que estar em ciclos do estádio fenológico de desenvolvimento próximos, não necessariamente o mesmo", explica Adeney de Freitas Bueno, pesquisador da Embrapa.


Área de refúgio com alto patamar de produtividade

A tecnologia Xtend® Biotec é mais uma inovação em variedades não-Bt, ideal para compor uma área de refúgio com alto patamar de produtividade. Essa ferramenta é essencial para o desenvolvimento sustentável da agricultura, colaborando com cultivos mais produtivos e eficientes.

Mas por que fazer isso? O refúgio é importante para manter a população de pragas sensíveis à toxina Bt. Na área de refúgio, a praga alvo irá reproduzir e gerar descendentes sem exposição à toxina Bt.

Dessa forma, esses insetos irão se acasalar com os insetos sobreviventes nas áreas plantadas com soja Bt, gerando novos insetos também sensíveis à biotecnologia, o que prolonga a longevidade da tecnologia.

A Embrapa recomenda que o produtor não deve plantar mais de 80% da área com soja Bt, ou seja, deverá ter no mínimo 20% da área total com soja não-Bt.

Além disso, é muito importante respeitar a distância máxima de 800 metros da área Bt até a área de refúgio. Com isso, cria-se a condição ideal para o cruzamento dos indivíduos suscetíveis com os não-suscetíveis.

"A função do refúgio estruturado é produzir economicamente, mas também ofertar alguns insetos suscetíveis que vão cruzar com os resistentes, gerando heterozigotos que continuam sendo controlados pela tecnologia", comenta o especialista da Embrapa.


As melhores formas de fazer o refúgio estruturado

As 4 principais formas de fazer o refúgio estruturado são:

1. Bordadura ou perímetro - a área de refúgio é feita ao redor da área plantada com a biotecnologia.

2. Bloco - as áreas de refúgio com a tecnologia ficam dispostas em blocos lado a lado, respeitando a distância máxima de 800 metros entre elas.

3. Faixa - as áreas também são intercaladas por faixas, com distância máxima de 800 metros entre cada área.

4. Talhão - o produtor deve escolher um ou mais talhões que estejam no máximo a 800 metros dos outros talhões plantados com tecnologia. Além disso, é importante realizar um manejo específico para o refúgio, evitando o uso de inseticidas que tenham a proteína Bt.

O monitoramento da incidência de pragas ou de danos nas plantas também deve acontecer na área de refúgio agrícola.

O risco que o agricultor corre ao não adotar a área de refúgio é a rápida seleção de pragas que não sejam suscetíveis às toxinas Bt. Por isso, tenha sempre em mente que a área de refúgio é essencial para garantir a manutenção da funcionalidade e da durabilidade da tecnologia Bt.

As marcas Monsoy e Agroeste contam com variedades Xtend® Biotec em seus portfólios, cujas sementes são desenvolvidas com a mais avançada tecnologia para todas as regiões produtoras de soja do país. São portfólios completos com uma ampla variedade de produtos que atendem às necessidades específicas da cultura.