Principais pragas da cana-de-açúcar
De acordo com a Embrapa, as pragas comprometem cerca de 20% da produção de cana-de-açúcar todos os anos.A cana-de-açúcar é uma das culturas mais estratégicas para o Brasil, base da produção de açúcar, etanol e bioenergia. No entanto, a rentabilidade do canavial está diretamente ligada ao manejo eficiente de pragas.
Estudos técnicos indicam que as pragas podem gerar um prejuízo bilionário na cana-de-açúcar, dependendo da região, pressão populacional e nível tecnológico empregado. Em situações de alta infestação e ausência de controle adequado, as perdas podem ser exorbitantes, afetando não apenas o volume colhido, mas também a qualidade tecnológica da matéria-prima.
Mais de 80 espécies de insetos já foram registradas atacando a cultura, exigindo atenção constante do produtor e adoção de estratégias eficazes de manejo integrado de pragas (MIP).
Pragas da cana-de-açúcar
Entre as principais pragas da cana-de-açúcar estão insetos que atacam colmos, raízes e folhas, prejudicando o desenvolvimento da planta desde o perfilhamento até a fase adulta.
Alguns danos são visíveis rapidamente, enquanto outros, especialmente os causados por pragas de solo, podem passar despercebidos por longos períodos, dificultando o controle e ampliando os prejuízos.
Conheça as principais pragas do canavial:
Broca-da-cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis)
A Diatraea saccharalis é considerada uma das pragas mais importantes da cultura. Trata-se de um lepidóptero cujas larvas penetram nos colmos e se alimentam do tecido interno da planta.
Esse ataque compromete o fluxo de nutrientes, reduz o teor de sacarose, provoca quebras de colmo e favorece a entrada de fungos e bactérias. Infestações elevadas podem causar perdas superiores a 15% na produtividade, além de impactar significativamente a qualidade industrial da cana.
Estudos apontam que a cada 1% de infestação de broca, ocorre uma redução da ordem de 0,96 a 2,06% no rendimento de etanol por hectare e de 0,43 a 1,97% na produção de açúcar por hectare, em função da variedade avaliada.
Presente em todas as regiões canavieiras do Brasil, a broca da cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) causa perdas estimadas em R$ 8 bilhões/ano, considerando danos nas lavouras e no processo industrial.
Cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata)
A Mahanarva fimbriolata causa danos tanto na fase de ninfa quanto na fase adulta.
Na fase jovem, alimenta-se das raízes e libera toxinas que necrosam tecidos radiculares, comprometendo a absorção de água e nutrientes. Já na fase adulta, suga a seiva das folhas e colmos, provocando o sintoma conhecido como “queima da cana”, caracterizado por amarelecimento e murcha das folhas.
Dependendo da intensidade da infestação, a cigarrinha pode reduzir a produtividade em até 70%, além de diminuir o ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), impactando diretamente a rentabilidade da usina e do fornecedor.
Bicudo-da-cana (Sphenophorus levis)
O Sphenophorus levis é uma praga de solo altamente destrutiva.
As larvas alimentam-se do interior dos rizomas e colmos subterrâneos, prejudicando o perfilhamento e provocando falhas no estande. Em áreas infestadas, os prejuízos podem reduzir significativamente a produtividade, além de comprometer a longevidade do canavial.
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que as perdas podem chegar a 30 toneladas por hectare ao ano, o equivalente a quase 40% da produtividade média.
Pulgões na cana-de-açúcar
Os pulgões também têm ganhado importância no sistema produtivo. Algumas espécies se alimentam da seiva das folhas, reduzindo o vigor das plantas.
Além da sucção direta, os pulgões excretam substâncias açucaradas que favorecem o desenvolvimento de fumagina, prejudicando a fotossíntese. Altas populações podem causar redução de produtividade, atraso no desenvolvimento e queda na qualidade tecnológica da matéria-prima.
Cochonilhas na cana-de-açúcar
As cochonilhas são insetos sugadores que se fixam em colmos e raízes, alimentando-se continuamente da seiva da planta.
Entre os danos observados estão enfraquecimento do canavial, redução do crescimento e comprometimento do teor de açúcar. Em ataques severos, podem ocorrer perdas econômicas relevantes, principalmente quando não há monitoramento adequado.
Manejo das pragas da cana-de-açúcar
Diante desse cenário, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) é a estratégia mais eficiente e sustentável. O MIP combina:
Monitoramento constante das áreas
Controle biológico
Práticas culturais
Uso racional de inseticidas químicos
O manejo químico tem papel fundamental dentro do MIP, especialmente em situações de alta pressão populacional, garantindo redução rápida da infestação e proteção do potencial produtivo da lavoura.
Soluções para um manejo eficiente no canavial
Dentro dessa estratégia integrada, algumas soluções se destacam:
Curbix®
Indicado para o controle da cigarrinha-das-raízes e do Sphenophorus levis, Curbix® oferece ação eficiente sobre pragas de solo e parte aérea. Entre seus principais benefícios estão:
Alto nível de controle
Proteção do sistema radicular
Preservação do potencial produtivo
Contribuição para maior longevidade do canavial
Valient
Com amplo espectro, Valient é indicado para o manejo da cigarrinha-das-raízes, pulgões e cochonilhas. Seus diferenciais incluem:
Controle eficaz de pragas sugadoras
Rápida ação e proteção prolongada
Manutenção da capacidade fotossintética da planta
Melhoria na qualidade tecnológica da cana
Certero®
Indicado para o controle da broca-da-cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis), Certero® atua de forma estratégica no manejo da praga, contribuindo para:
Redução de perfurações nos colmos
Preservação do teor de sacarose
Diminuição da entrada de patógenos
Maior produtividade e qualidade industrial
Proteja sua lavoura e maximize resultados
O manejo eficiente das principais pragas da cana-de-açúcar é determinante para melhor produtividade, qualidade e rentabilidade ao produtor.
A integração de monitoramento, boas práticas agrícolas, controle biológico e manejo químico estratégico, com soluções como Curbix®, Valient e Certero®, fortalece o sistema produtivo e protege o potencial máximo do canavial.
Investir em tecnologia e manejo integrado é a melhor decisão para reduzir perdas e obter maior sustentabilidade ao negócio sucroenergético.
Quer saber ainda mais sobre o manejo de pragas na cana-de-açúcar? Confira o Episódio 160 do Impulso Negócios no canal do YouTube Agro Bayer Brasil.