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O Manejo Integrado de Pragas no algodoeiro

O MIP no algodoeiro exige monitoramento constante de pragas para identificação de insetos e melhor tomada de decisão de manejo. O manejo integrado de pragas (MIP) na cultura do algodão é indispensável para complementar a eficiência de Bollgard II RR Flex. Associando diferentes métodos de controle de pragas, o MIP torna mais rentável e sustentável o cultivo de algodão.

o manejo integrado de pragas no algodoeiro

 

O Manejo Integrado de Pragas no algodoeiro

O MIP no algodoeiro exige monitoramento constante de pragas para identificação de insetos e melhor tomada de decisão de manejo.

O manejo integrado de pragas (MIP) na cultura do algodão é indispensável para complementar a eficiência de Bollgard II RR Flex. Associando diferentes métodos de controle de pragas, o MIP torna mais rentável e sustentável o cultivo de algodão.

O MIP no algodoeiro integra as seguintes ações:

  • Manejo de plantas daninhas antes do plantio, durante a safra e após a colheita;
  • Adoção de biotecnologia;
  • Seleção de variedades resistentes;
  • Tratamento de sementes;
  • Uso de controle biológico;
  • Uso de inseticidas seletivos;
  • Manejo de resistência de insetos a inseticidas;
  • Assertividade – aplicando a dose correta no momento correto;
  • Monitoramento de pragas – uma das ações mais importantes da estratégia.


A redução de gastos com inseticidas, hora-máquina e hora-homem, e um perceptível aumento na produtividade estão entre os principais benefícios da adoção do MIP. Além disso, se executada de forma correta ao longo dos anos, a estratégia torna a lavoura mais sustentável para as culturas sucessoras também.

 

Monitoramento do algodoeiro: indispensável para o MIP

O MIP está diretamente ligado à assertividade nas operações de manejo realizadas no campo. Para obter tamanha precisão – para produto, dose e momento –, o monitoramento é indispensável.

A incidência de pragas do algodão varia de acordo com o ambiente produtivo e com a safra. Por isso, a lavoura deve ser monitorada semanalmente – do plantio à colheita – com o objetivo de identificar os insetos e os danos nas plantas.


Insetos podem inviabilizar o desenvolvimento da lavoura e a comercialização do algodão quando não são manejados adequadamente.

A principal função do monitoramento de pragas é ajudar na tomada de decisão em relação à aplicação de defensivos na lavoura. Para essa operação acontecer, dois indicadores devem ser considerados: o nível de dano econômico (NDE) e o nível de controle (NC).

Nível de dano econômico e nível de controle

De acordo com o Instituto de Agricultura da Universidade do Tennessee (UTIA), o NDE é o teto para a densidade populacional de pragas presentes na lavoura. Se uma espécie de inseto se reproduzir em níveis superiores ao determinado como NDE para a cultura, a aplicação dos inseticidas é justificada.

O NC, segundo o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), é definido como o nível da densidade de pragas em que o controle deve ser iniciado para impedir que a espécie-alvo atinja números economicamente prejudiciais – ou alcance o NDE.

 

Cada praga possui um NDE ou NC específico na cultura do algodão.

O nível de controle de pragas muda a cada fase do algodão. Quando ocorrem perdas por ataques de vários insetos, os níveis de dano econômico de pragas também podem mudar.

Como realizar o monitoramento de pragas no algodoeiro

O monitoramento de pragas em lavouras de algodão deve começar antes mesmo do plantio da cultura, seguindo até a colheita. Para levantar informações precisas em um bom monitoramento de pragas, siga o passo a passo:

  • Identifique e divida a fazenda em blocos
Divida a lavoura de algodão em talhões de no máximo 150ha. Identifique esses talhões para favorecer a recomendação de manejo.

  • Pontos de amostragem
Selecione um ponto de amostragem por ha, somando de 100 a 200 pontos por área.

  • Caminhamento na área
O caminhamento mais recomendado é em zigue-zague, abrangendo toda a área delimitada como ponto de amostragem. O objetivo é escolher plantas aleatórias durante esse processo.

  • Faça a avaliação visual das plantas e pragas
O monitoramento é visual, e deve ser focado em todas as partes do dossel da planta – caule, ramos, pecíolos, folhas, brotações, botões florais, flores, macas e capulhos. O objetivo é identificar danos e pragas. O monitoramento é diferente apenas para bicudo (Anthonomus grandis) e lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella) – para essas pragas, devemos avaliar botões florais, maçãs e armadilhas de feromônio.

  • Registre informações
Identifique se a planta tem praga ou não, quais são as pragas, qual a intensidade de infestação, qual é o tamanho da praga identificada, em qual parte da planta estão as pragas e qual é o nível de controle (NC) para o inseto.


Agenda de monitoramento do algodoeiro

Até 40 dias após a emergência do algodão é recomendado monitorar de três a cinco plantas por ponto de amostragem. Após 40 DAE até a colheita, o foco deve ser uma planta por ponto de amostragem.

Intervalos entre amostragens:
  • Fase 1 - da emergência ao primeiro botão floral: até cinco dias de intervalo, no máximo.
  • Entre a fase 2 e fase 4 - do primeiro botão floral ao primeiro capulho: até três dias de intervalo, no máximo.
  • Da fase 4 até a colheita: cinco dias de intervalo, no máximo.


Principais pragas do algodão e seu nível de controle

Para todas as pragas que atingem o nível de controle na lavoura, a recomendação de manejo é o uso de inseticidas – sendo pragas alvo do Bt ou não. Confira na tabela quais são essas pragas e seus respectivos níveis de controle para a entrada com aplicação de defensivos:




Tratos culturais do MIP no algodoeiro

Antes da aplicação de defensivos na lavoura, devemos recorrer aos tratos culturais – conjunto de medidas que devem acontecer antes, durante e depois da safra de algodão – para promover um ambiente sustentável e menos propício para ocorrência de pragas, contendo danos de forma preventiva. Saiba quais são essas ações:

  • Destruição de soqueiras: a destruição de caules de algodão deve acontecer após a colheita para reduzir hospedagem e alimentação de pragas.
  • Manejo das plantas daninhas no pré-plantio: a destruição de ervas daninhas ou culturas de cobertura com herbicidas 30 dias antes do plantio reduz o risco de infestações por insetos de solo e outras pragas.
  • Manutenção de culturas atrativas: muitas pragas do algodão se acumulam nas plantas com flores ao redor da lavoura. O corte oportuno dessa vegetação pode ajudar a reduzir os hospedeiros para os insetos.
  • Uso de cultivares modernas: cultivares com maturação mais precoce podem diminuir o período de suscetibilidade do algodoeiro e a perda de rendimento pelo ataque dos insetos.
  • Adoção de biotecnologia: cultivares Bt são importantes para que a produtividade não seja afetada pelas pragas-alvo da tecnologia, além de reduzirem os custos de produção e a pressão de seleção para o desenvolvimento de resistência aos inseticidas.


Bollgard II RR Flex dentro do MIP

A tecnologia Bollgard II RR Flex confere genes Bt às plantas e possibilita controle eficiente do curuquerê do algodoeiro (Alabama argilácea), lagarta rosada (Pectinophora gossypiella), lagarta da maçã (Heliothis virenscens) e falsa medideira (Chrysodeixis includens), além de causar supressão das pragas Helicoverpa spp. e complexo spodoptera (Spodoptera spp.). Com esse suporte, o MIP ganha maior eficácia, exercendo um papel importante para a sustentabilidade ambiental, social e econômica nas lavouras de algodão das principais regiões produtoras do Brasil.

Para escolher os inseticidas ideais para cada praga da cultura, consulte o RTV Bayer da sua região ou um engenheiro agrônomo de confiança.

 

Data
13 agosto 2020

Localização
São Paulo

Fonte
Ag.In

 

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