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Como gestão rural pode organizar e trazer bem-estar a seus trabalhadores

Para acompanhar a evolução da atividade agrícola e otimizar a resolução de problemas, a administração rural surge como forte aliada dos produtores.

Data

25 fevereiro 2019

Produto

Localização

São Paulo - SP

Para acompanhar a evolução da atividade agrícola e otimizar a resolução de problemas, a administração rural surge como forte aliada dos produtores.

De fato, a atividade agrícola de hoje não é para qualquer um. Não é uma atividade para empreendedores curiosos ou aventureiros. Ela é uma atividade para quem tem sentimento pelo que faz, que crê no campo, que tem força de vontade, luta contra as dificuldades e não desiste, que persevera naquilo que acredita porque ama o que faz.

No entanto, para que a atividade seja rentável, é necessário, ainda, que exista uma boa dose de profissionalismo, de planejamento, de organização, e claro, espírito de liderança, já que estamos falando de uma atividade que emprega e lida com pessoas.

É nesse sentido que a administração rural vem, cada vez mais, ganhando espaço nas fazendas e já está fortemente inserida em muitas delas, contribuindo para que haja uma harmonia e um bom funcionamento da atividade agrícola.

Pontos importantes para a administração rural:


I. Registre tudo o que é feito na propriedade.

Pode parecer um exagero, mas só é possível administrar aquilo que se conhece. Dessa forma, é necessário o registro de tudo o que é feito e utilizado na fazenda. Por exemplo, na parte técnica, faça um controle detalhado dos problemas ocorridos no talhão (pragas, doenças, plantas daninhas), da quantidade de produtos utilizados, de quem executa e quanto tempo leva. Isso será fundamental para calcular os custos de produção.


II. Registre tudo que é gasto na propriedade.

Catalogue todo e qualquer tipo de gasto, como salário dos funcionários, impostos, combustíveis, energia elétrica, depreciação, ou seja, todo tipo de despesa. O registro de tudo irá permitir um controle maior do negócio de forma real e eficaz.


III. Calcule o custo de produção.

Com as finanças organizadas e detalhadas, o produtor pode então calcular o seu custo de produção. Esse custo será um balizador para o produtor saber o quanto ele poderá gastar para a próxima safra.


IV. Use o planejamento como forma de minimizar os riscos.

Já diriam os economistas, “a falta de planejamento nos torna reféns do acaso”. Com as finanças organizadas e custo de produção calculado, o produtor pode então prever o quanto poderá investir na lavoura e, consequentemente, poderá orçar e planejar de forma mais assertiva a próxima safra.


V. Controle os produtos em estoque.

Com base na análise das safras anteriores, é possível definir quais os principais problemas da propriedade e quais são os manejos mais efetivos a serem aplicados. Assim, o produtor pode se planejar e adquirir com antecedência, por exemplo, os defensivos que serão utilizados.

A compra de produtos durante a safra pode custar um preço bem maior, sem falar no risco de não encontrá-lo. Ainda, a falta de insumo pode atrasar o momento correto para aplicação e comprometer a eficácia dos produtos, como no caso de fungicidas e inseticidas.


VI. Mantenha as pessoas envolvidas bem motivadas e treinadas.

Qualquer pessoa é capaz de fazer coisas que jamais imaginou que poderia, basta ser treinada. Porém, esse treinamento não deve ser visto apenas como algo braçal, relacionado apenas à execução.

Falamos aqui de um treinamento mais amplo, que envolve o ensino do porquê e a importância da atividade, do quanto ela pode refletir na produtividade da lavoura. Um treinamento que constrói nas pessoas envolvidas um sentimento pela fazenda, que as atividades sejam feitas com amor e não apenas pelo salário no final do mês.

Um treinamento que realce a importância social da fazenda para aquela região, na geração de empregos, na melhoria da qualidade de vida e que realce acima de tudo a importância do seu trabalho para que a fazenda se mantenha ativa e cumpra com esse propósito.


VII. Fiscalize e valide as operações.

De nada adianta todos os passos anteriores de planejamento se no final de tudo não houver uma fiscalização de como foi a execução das atividades. Fiscalizar para definir o que tem dado certo e o que tem dado errado.

Por exemplo, cruzando as informações dos registros sobre as pragas ou doenças predominantes com o que foi usado para controle, o produtor pode então definir o que funcionou e o que não funcionou.

Por isso a importância dos registros, pois eles possibilitam esse cruzamento entre problema e solução aplicada. Através desse monitoramento, algumas práticas poderão ser validadas como eficientes e outras precisarão ser reavaliadas e otimizadas.

Autor: Leandro Marques (Pesquisador)

Instituto Phytus

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