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O MIP no milho safrinha utilizando produtos Bayer

18 de dezembro de 2023

milho

Pragas podem atacar o milho safrinha desde a germinação, até a maturação fisiológica dos grãos. Por esse motivo, insetos-praga de diferentes espécies, constituem um dos principais fatores limitantes de produtividade da cultura do milho. Para evitar os prejuízos que podem ser causados por pragas durante a safrinha, é fundamental adotar o Manejo Integrado de Pragas (MIP).

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o MIP pode ser definido como a adoção de todas as principais táticas de controle, com o objetivo de manter a população de insetos prejudiciais ao cultivo abaixo do nível de dano econômico.

As táticas que fazem parte do MIP envolvem boas práticas agronômicas, e o uso de produtos específicos para o manejo de cada espécie de inseto que se alimenta da cultura do milho.

Continue esta leitura, e saiba por que o MIP é importante para o cultivo do milho safrinha, e conheça produtos Bayer que podem ser utilizados para que esta estratégia apresente os melhores resultados.

 

Por que o MIP é fundamental no cultivo do milho safrinha?

O milho segunda safra, ou milho safrinha, é o cultivo de sequeiro em que o milho é semeado entre janeiro e abril, logo após a colheita da soja.

Por muito tempo, o cultivo do milho na segunda safra foi considerado apenas mais uma oportunidade de produzir no mesmo ano, utilizando áreas que ficariam ociosas na entressafra. No entanto, este cultivo tem ganhado cada vez mais relevância.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) sobre o ciclo 2022/23, o milho da safra de verão, que antigamente era considerado a principal modalidade de cultivo da gramínea, foi semeado em 4.444 milhões de hectares, enquanto o milho safrinha foi cultivado em mais de 15.000 milhões de hectares.

A popularização da safrinha ocorreu devido ao sucesso da implementação do sistema produtivo soja-milho, e aos benefícios estratégicos deste cultivo, que são o acesso aos melhores preços do mercado, uso eficiente da terra, e menor custo de produção.

Embora o milho de segunda safra seja muito atrativo, seu cultivo apresenta muitos riscos. Por exemplo, na época de safrinha, estresse hídrico e condições climáticas adversas podem afetar as lavouras de sequeiro. Além disso, o ataque de pragas e doenças pode reduzir drasticamente a produtividade da lavoura, afetando todo o investimento do agricultor.

Neste contexto, para superar questões voltadas ao ambiente, são necessárias ações como preparo do solo, rotação de culturas, e manejo nutricional adequado. Mas para proteger o milho safrinha dos ataques de pragas, apenas uma estratégia inteligente e eficiente como o MIP pode fazer a diferença.

 

As práticas do MIP na safrinha de milho

Na safrinha de milho, o objetivo do MIP  é controlar insetos que atacam as raízes, a parte aérea das plantas, e as espigas. Para alcançar este resultado, é necessário integrar práticas que começam antes do plantio de milho, e se encerram apenas após a colheita.

Veja quais são as práticas do MIP que devem ser utilizadas na segunda safra de milho:

  • Bom controle de pragas durante o manejo da cultura antecessora
    Pragas que atacam o milho ou a soja no verão, podem migrar para o milho safrinha.
  • Dessecação da palhada com inseticidas
    Mesmo com o  manejo de pragas no cultivo anterior, insetos podem encontrar abrigo na palhada, e esperar a germinação do milho na safrinha.
  • Escolha de sementes e biotecnologia adequadas
    As sementes de milho devem dar origem a plantas com características de tolerância a estresses recorrentes no histórico da lavoura. Além disso, é importante que o híbrido esteja associado a uma biotecnologia de proteção de plantas, para tornar o manejo com inseticidas mais sustentável, rentável e eficiente.
  • Tratamento de sementes com inseticidas
    Algumas pragas podem atacar a lavoura de milho durante os estágios iniciais da cultura, e causar falhas de estande. Com sementes tratadas, este problema é minimizado, e as pragas são controladas, reduzindo a pressão de insetos nas fases posteriores da cultura.
  • Monitoramento semanal da lavoura
    O monitoramento é fundamental para identificar pragas presentes na lavoura, quantificar a população de insetos, e classificar o nível de dano causado nas plantas. Com estas informações, o manejo de pragas se torna mais assertivo e econômico para o agricultor.
  • Uso de inseticidas no momento correto
    A partir do monitoramento de pragas, é recomendado o uso de inseticidas eficientes. Para obter bons resultados com o manejo químico de pragas, é importante que as pulverizações aconteçam quando os insetos atingem o nível de dano econômico, e se encontram pequenos ou vulneráveis. Aplicações após o momento correto, podem inviabilizar a eficácia dos produtos.
  • Rotação de princípios ativos
    A rotação de princípios ativos de inseticidas evita que as pragas desenvolvam resistência aos produtos mais utilizados no cultivo de milho.
  • Adoção de refúgio
    refúgio é uma parcela da lavoura onde o milho cultivado não apresenta biotecnologia de proteção contra pragas. Isso é importante para retardar o desenvolvimento de resistência de insetos as biotecnologias, principalmente à proteína Bacillus thurigiensis (Bt), presente em praticamente todas as biotecnologias de milho disponíveis no mercado.
  • Manejo pós-colheita
    Para que o próximo cultivo realizado na lavoura não enfrente pressão de pragas, é fundamental realizar uma dessecação após a colheita do milho, integrando herbicidas e inseticidas.

 

Produtos Bayer que podem ser utilizados no MIP do milho safrinha

A Bayer oferece aos agricultores uma ampla linha de produtos, que podem fazer a diferença na execução do MIP das principais culturas produzidas no país.

Para o manejo de pragas durante o cultivo do milho safrinha, as principais tecnologias Bayer são os inseticidas BELT® e LARVIN®, além da adoção de híbridos com biotecnologia de proteção de plantas VTPRO4®.

Enquanto BELT® e LARVIN® podem ser rotacionados para manejar lagartas evitando o desenvolvimento de resistência de insetos, VTPRO4® protege as plantas de milho da raiz à espiga, tornando o manejo de pragas mais eficiente, rentável e sustentável.

Conheça cada uma destas tecnologias, e como elas devem ser utilizadas:

 

BELT® e LARVIN®
É um inseticida de contato e ingestão, do grupo químico diamida e o é um inseticida de contato e ingestão do grupo químico metilcarbamato de oxima. .

Os dois inseticidas são tecnologias desenvolvidas pela Bayer para manejar a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), inseto que é considerado uma das principais pragas do milho.

Os produtos devem ser aplicados quando o monitoramento identificar de 20% a 30% de plantas com folhas raspadas.

Em caso de uma nova infestação, tanto BELT® quanto LARVIN®, podem ser aplicados 15 dias após a primeira pulverização.

O grande benefício do uso destes inseticidas no Manejo Integrado de Pragas da safrinha de milho, é a possibilidade de realizar a rotação de princípios ativos com duas tecnologias de alta performance.

 

Biotecnologia VTPRO4®

A biotecnologia VTPRO4®, da Bayer, foi exclusivamente desenvolvida para a cultura do milho. Esta ferramenta de manejo apresenta três mecanismos de ação acima do solo, que cuidam da parte aérea da planta de milho, e dois modos de ação que protegem a raiz da planta.

VTPRO4® é uma biotecnologia que inovou na forma de proteger as plantas de milho, ao inserir nas sementes o RNA de interferência (RNAi), junto com a proteína Bt, presente em sua versão anterior, o VTPRO3®.

Com estes recursos, VTPRO4® protege as plantas de milho do ataque de pragas da parte aérea, e das raízes do milho. Os alvos da biotecnologia são:

  • Praga do solo
    Larva Alfinete (Diabrotica speciosa), praga que ataca a raiz da planta.

Além de tornar o manejo de pragas mais sustentável na safrinha de milho, VTPRO4® confere as plantas a tolerância ao herbicida glifosato. Isso flexibiliza o manejo de plantas daninhas ao longo da safra, e torna a produção do milho mais segura e rentável.