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O MIP no milho safrinha utilizando produtos Bayer

Com tecnologias que protegem o milho da raiz à espiga, a Bayer pode fazer a diferença no manejo integrado de pragas.
18 de dezembro de 2023 /// 13 minutos de leitura
milho

Pragas podem atacar o milho safrinha desde a germinação, até a maturação fisiológica dos grãos. Por esse motivo, insetos-praga de diferentes espécies, constituem um dos principais fatores limitantes de produtividade da cultura do milho. Para evitar os prejuízos que podem ser causados por pragas durante a safrinha, é fundamental adotar o Manejo Integrado de Pragas (MIP).

O manejo integrado de pragas no milho safrinha é uma das principais estratégias para obter alta produtividade e sustentabilidade no campo. Diante da crescente incidência de pragas do milho, como lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), percevejos e cigarrinhas, o produtor precisa adotar práticas eficientes de controle de pragas no milho, combinando monitoramento, tratamento de sementes e aplicações assertivas. Nesse cenário, o uso de tecnologias modernas tem papel fundamental para reduzir perdas e otimizar o manejo ao longo do ciclo da cultura.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o MIP pode ser definido como a adoção de todas as principais táticas de controle, com o objetivo de manter a população de insetos prejudiciais ao cultivo abaixo do nível de dano econômico.

As táticas que fazem parte do MIP envolvem boas práticas agronômicas, e o uso de produtos específicos para o manejo de cada espécie de inseto que se alimenta da cultura do milho.

Continue esta leitura, e saiba por que o MIP é importante para o cultivo do milho safrinha, e conheça produtos Bayer que podem ser utilizados para que esta estratégia apresente os melhores resultados.

 Por que o MIP é fundamental no cultivo do milho safrinha?

O manejo integrado de pragas (MIP) no milho safrinha é uma estratégia que combina monitoramento, controle biológico, práticas agronômicas e uso racional de inseticidas para manter as populações de pragas abaixo do nível de dano econômico. Essa abordagem é essencial para reduzir perdas, aumentar a produtividade e alcançar a sustentabilidade da lavoura, especialmente em cenários de alta pressão de pragas.

O milho segunda safra, ou milho safrinha, é o cultivo, em sua maioria de sequeiro, em que o milho é semeado entre janeiro e abril, logo após a colheita da soja.

Por muito tempo, o cultivo do milho na segunda safra foi considerado apenas mais uma oportunidade de produzir no mesmo ano, utilizando áreas que ficariam ociosas na entressafra. No entanto, este cultivo tem ganhado cada vez mais relevância.

O milho safrinha consolidou-se como a principal safra de milho no Brasil, representando mais de 70% da produção nacional nas últimas safras, segundo dados recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Além da expansão da área cultivada, o avanço tecnológico tem impulsionado a produtividade, com médias superiores a 90 sc/ha em regiões de alto desempenho. No entanto, esse crescimento também está diretamente associado ao aumento da pressão de pragas, que podem causar perdas superiores a 30% quando não manejadas corretamente, reforçando a importância de estratégias eficientes de manejo integrado.

A popularização da safrinha ocorreu devido ao sucesso da implementação do sistema produtivo soja-milho, e aos benefícios estratégicos deste cultivo, que são o acesso aos melhores preços do mercado, uso eficiente da terra, e menor custo de produção.

Embora o milho de segunda safra seja muito atrativo, seu cultivo apresenta muitos riscos. Por exemplo, na época de safrinha, estresse hídrico e condições climáticas adversas podem afetar as lavouras de sequeiro. Além disso, o ataque de pragas e doenças pode reduzir drasticamente a produtividade da lavoura, afetando todo o investimento do agricultor.

Além das pragas já conhecidas, o sistema de produção intensivo tem favorecido o aumento da ocorrência de insetos emergentes no milho safrinha. A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis), por exemplo, ganhou destaque nos últimos anos devido à sua capacidade de transmitir enfezamentos, causando perdas significativas de produtividade. Os percevejos também têm se tornado mais frequentes nas fases iniciais da cultura, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Já pragas de solo, como larvas-alfinete (Diabrotica speciosa) e corós, atacam o sistema radicular, afetando o estabelecimento da lavoura. Diante desse cenário, o manejo integrado deve considerar múltiplos alvos e estratégias complementares para obter maior eficiência no controle.

Neste contexto, para superar questões voltadas ao ambiente, são necessárias ações como preparo do solo, rotação de culturas, e manejo nutricional adequado.

Mas para proteger o milho safrinha dos ataques de pragas, um conjunto de estratégias inteligentes e eficientes que compõem o MIP faz toda a diferença.

 As práticas do MIP na safrinha de milho

Na prática, o manejo integrado de pragas (MIP) no milho safrinha envolve um conjunto de ações estratégicas que devem ser adotadas ao longo de todo o ciclo da cultura. Entre as principais práticas, destacam-se:

Controle de pragas na cultura antecessora: reduzir a população de insetos ainda na soja evita a migração para o milho safrinha.

Dessecação bem planejada da palhada: elimina abrigos para pragas e reduz infestações iniciais.

Escolha de híbridos e biotecnologias adequadas: contribui para maior proteção contra pragas da parte aérea e do solo.

Tratamento de sementes: fundamental para proteger o milho nos estágios iniciais contra pragas de solo e sugadores.

Monitoramento frequente da lavoura: permite identificar precocemente a presença de pragas e tomar decisões mais assertivas.

O uso de ferramentas digitais também potencializa o manejo integrado de pragas no milho safrinha. Plataformas como FieldView™, da Bayer, permitem o monitoramento da lavoura em tempo real, análise de variabilidade e apoio na tomada de decisão, tornando as aplicações mais assertivas e eficientes. Com isso, o produtor consegue agir no momento correto, reduzir custos e maximizar a produtividade.

Aplicação de inseticidas no momento correto: proporciona maior eficiência no controle e evita perdas produtivas.

Rotação de mecanismos de ação: reduz o risco de resistência das pragas aos inseticidas.

Adoção de áreas de refúgio: essencial para preservar a eficiência das biotecnologias.

Manejo pós-colheita: evita a sobrevivência de pragas para a próxima safra.

A integração dessas práticas torna o manejo mais eficiente, sustentável e economicamente viável para o produtor.

Produtos Bayer que podem ser utilizados no MIP do milho safrinha

Tratamento de sementes: proteção desde o início com Bayer Guardião

O tratamento de sementes é o primeiro passo para um manejo eficiente de pragas no milho safrinha. Nesse contexto, o sistema Bayer Guardião se destaca como uma solução completa de tratamento industrial de sementes (TSI), combinando inseticidas, fungicidas e nematicidas. Essa tecnologia protege a cultura contra pragas iniciais como percevejos, corós e larvas de solo, além de doenças e nematoides, proporcionando melhor estabelecimento da lavoura, uniformidade de estande e expressão do potencial produtivo desde a emergência.

Manejo de sugadores com Curbix® e Connect®

No manejo de pragas sugadoras ao longo do desenvolvimento da cultura, soluções como Curbix® e Connect® são ferramentas estratégicas dentro do MIP. O Curbix® atua de forma eficiente no controle de cigarrinha-do-milho e percevejos, promovendo rápida redução populacional e proteção da planta em fases críticas. Já o Connect® combina dois modos de ação, oferecendo amplo espectro e efeito de choque aliado à residualidade, contribuindo para o controle de insetos sugadores e mastigadores. A rotação entre essas tecnologias auxilia no manejo de resistência e aumenta a eficiência das aplicações.

A combinação entre tratamento de sementes, monitoramento e uso correto de inseticidas foliares permite um controle mais eficiente e sustentável das pragas no milho safrinha. O posicionamento correto dessas soluções, aliado à rotação de mecanismos de ação, é fundamental para manter a pressão de pragas abaixo do nível de dano econômico.

Biotecnologia VTPRO4®

A biotecnologia VTPRO4®, da Bayer, foi exclusivamente desenvolvida para a cultura do milho. Esta ferramenta de manejo apresenta três mecanismos de ação acima do solo, que cuidam da parte aérea da planta de milho, e dois modos de ação que protegem a raiz da planta.

VTPRO4® é uma biotecnologia que inovou na forma de proteger as plantas de milho, ao inserir nas sementes o RNA de interferência (RNAi), junto com a proteína Bt, presente em sua versão anterior, o VTPRO3®.

Com estes recursos, VTPRO4® protege as plantas de milho do ataque de pragas da parte aérea, e das raízes do milho. Os alvos da biotecnologia são:

  • Praga do solo
    Larva Alfinete (Diabrotica speciosa), praga que ataca a raiz da planta.

Além de tornar o manejo de pragas mais sustentável na safrinha de milho, VTPRO4® confere as plantas a tolerância ao herbicida glifosato. Isso flexibiliza o manejo de plantas daninhas ao longo da safra, e torna a produção do milho mais segura e rentável.

Diante dos desafios crescentes no milho safrinha, especialmente relacionados à pressão de pragas e às condições climáticas adversas, o sucesso da lavoura depende cada vez mais de um manejo integrado, estratégico e bem planejado. A combinação de práticas agronômicas, monitoramento constante e uso de tecnologias modernas, desde o tratamento de sementes até aplicações no momento correto, permite reduzir perdas, aumentar a eficiência operacional e proteger o potencial produtivo. Assim, investir em um MIP bem estruturado não é apenas uma recomendação técnica, mas uma decisão essencial para alcançar rentabilidade e sustentabilidade no campo.

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